Os filhos dos meus filhos não saberão do meu sogro.
Talvez uma palavra aqui, uma foto acolá, mas pouco saberão, pouco quererão saber e pouco terão tempo para o passado, pois haverá uma vida para viver.
E é isso. Nossa eternidade é efêmera ( sounds contraditório).
Essa é a dura verdade, andamos nessa vida, cheios de preocupações, agitados e um dia ela acaba, PUF!!!
E a vida dos outros, por muito que nos ame, por muito que doa, segue.
Há comida para fazer, há luz por apagar, a roupa que está na máquina precisa ser estendida, as contas continuam a cair... Dá a impressão que estamos num carrossel, entendemos a notícia, mas o carrossel continua girando, pensamos sobre o assunto, mas o carrossel segue, estamos nele, não dá para parar.
Em poucos meses é o segundo colega de trabalho que deixa essa vida, de maneira brusca, inesperada, e apesar do susto, apesar da tristeza, o carrossel gira, há encomendas, há bancos, há pedidos, o telefone toca... nós feitos formigas, programadas seguimos e nunca mais vamos vê-los.Acabou.
É assim de simples. Só temos mesmo de aproveitar o que nos resta. O carrossel continua a girar...
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
terça-feira, 5 de novembro de 2019
Halloween 2019
Mais um Halloween, e acho mesmo que essa é a data que eles mais curtem celebrar...
Mistura um pouco de tudo aquilo que eles gostam, medo, fantasia, doces, bagunça com os amigos...
Já falei muitas vezes sobre essa nova moda e acredito que daqui alguns anos já será uma tradição!
Esse ano o Gui quis ir de Bendy... não me perguntem quem é o Bendy, porque eu só sei a figura dele, o que ele faz, eu não sei!
Fazer o fato foi muito simples, apenas comprei dois pedaços de feltro, no chinês, um preto e outro branco, e voilà , fiz uma máscara! A roupa toda preta (inclusive o Él Corte Inglés já tem blusa preta, mesmo numa sessão de Halloween), acho que entre a blusa que foi uns 6 euros ( mas digo já, gostei muito da malha, e para o inverno, golas altas são as preferidas do Gui), mais as duas placas de feltro, que acho que foram 2 euros as duas, gastei 8 euros, ele usou umas leggings pretas da irmã e já havia cá em casa luvas brancas...
Depois foi a vez da Pipa, ela ( e mais 2.000.000 de meninas), é fã do Stranger Things, uma série, que também eu nunca vi. Sabia que ela queria se vestir de "Eleven", a protagonista da série...
Havia alguns outfits para eu escolher, e entre os testes e tudo mais, não consegui ver nada, nada até quarta-feira a noite, deadline. Ou inventava algo, ou a miúda iria sem fantasia...
Fui deixá-los na música e tinha 1 hora para encontrar algo... dentro do carro, debaixo de chuva vi uma das opções:
Enchi-me de coragem e pensei en ir ao Chinês comprar uma camisa amarela... no caminho avistei uma loja de roupas usadas, a "Humanas" e encontrei uma camisa de manga curta amarela!
Fiquei radiante!
Depois comprei uma caneta preta , com ponta grossa para tecidos, numa papelaria e voltei para casa, pintar a camisa!
Tinha uns elásticos pretos, que serviram de "suspensórios" e pronto!
Gastei 3 euros na camisa e 2,90 na caneta! Ela usou umas calças minhas!
Feito!
E pronto!
Foi muito divertido!
Mistura um pouco de tudo aquilo que eles gostam, medo, fantasia, doces, bagunça com os amigos...
Já falei muitas vezes sobre essa nova moda e acredito que daqui alguns anos já será uma tradição!
Esse ano o Gui quis ir de Bendy... não me perguntem quem é o Bendy, porque eu só sei a figura dele, o que ele faz, eu não sei!
Fazer o fato foi muito simples, apenas comprei dois pedaços de feltro, no chinês, um preto e outro branco, e voilà , fiz uma máscara! A roupa toda preta (inclusive o Él Corte Inglés já tem blusa preta, mesmo numa sessão de Halloween), acho que entre a blusa que foi uns 6 euros ( mas digo já, gostei muito da malha, e para o inverno, golas altas são as preferidas do Gui), mais as duas placas de feltro, que acho que foram 2 euros as duas, gastei 8 euros, ele usou umas leggings pretas da irmã e já havia cá em casa luvas brancas...
![]() |
| O "tal" do Bendy |
| Máscara em execução |
| O "meu" Bendy |
Havia alguns outfits para eu escolher, e entre os testes e tudo mais, não consegui ver nada, nada até quarta-feira a noite, deadline. Ou inventava algo, ou a miúda iria sem fantasia...
Fui deixá-los na música e tinha 1 hora para encontrar algo... dentro do carro, debaixo de chuva vi uma das opções:
![]() |
| A "tal" Eleven |
Fiquei radiante!
Depois comprei uma caneta preta , com ponta grossa para tecidos, numa papelaria e voltei para casa, pintar a camisa!
Tinha uns elásticos pretos, que serviram de "suspensórios" e pronto!
Gastei 3 euros na camisa e 2,90 na caneta! Ela usou umas calças minhas!
Feito!
| A "minha" Eleven |
Foi muito divertido!
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
Nosso Romeu...
Nessa semana nasceu meu mais novo sobrinho, está fisicamente longe de mim, e acompanhei cada momento através das novas tecnologias. Ele é lindo, e estamos todos apaixonados.
É sempre uma alegria ver nascer mais uma esperança de vida, mais um pote, prontinho para ser inundado de todo o amor da família!
E cada vez que alguém nasce é inevitável que me venha à memória o poema de João Cabral de Melo Neto, "Morte e Vida Severina".
Embora as circunstâncias do nascimento do meu sobrinho sejam muito diferentes da criança da história é no momento do nascimento, na alegria que gera a chegada, nesse pequeno instante, nesse milagre, nesse momento único, da saída do corpo mãe para o mundo, que encontramos alguma coincidência, algum ponto em comum...
Essa última parte do poema ( spoiler!!!) é das coisas mais linda que eu já li, por isso partilho:
É sempre uma alegria ver nascer mais uma esperança de vida, mais um pote, prontinho para ser inundado de todo o amor da família!
E cada vez que alguém nasce é inevitável que me venha à memória o poema de João Cabral de Melo Neto, "Morte e Vida Severina".
Embora as circunstâncias do nascimento do meu sobrinho sejam muito diferentes da criança da história é no momento do nascimento, na alegria que gera a chegada, nesse pequeno instante, nesse milagre, nesse momento único, da saída do corpo mãe para o mundo, que encontramos alguma coincidência, algum ponto em comum...
Essa última parte do poema ( spoiler!!!) é das coisas mais linda que eu já li, por isso partilho:
E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica, vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida; mesmo quando é assim pequena a explosão, como a ocorrida; mesmo quando é uma explosão como a de há pouco, franzina; mesmo quando é a explosão de uma vida severina.
Fonte: https://www.passeiweb.com/estudos/livros/morte_e_vida_severina
Fonte: https://www.passeiweb.com/estudos/livros/morte_e_vida_severina
"E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar o seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotá-la como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo como quando é uma
explosão como a pouco, franzina,
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina"
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
Crónicas do mal de amor
Mais uma vez, a Elena Ferrante deixando-me sobressaltada!
Já falei da tetralogia aqui e aqui.
E ontem terminei mais um livro, na verdade três contos.
O Primeiro "Um Estranho Amor", não conseguir terminar, acompanhar, digerir, muito frenético, muito confuso (obviamente para mim), muito estranho, não consegui... talvez em outro momento da minha vida...
O Segundo "Dias de Abandono", maravilhoso. Acho que a autora tem uma capacidade de encontrar títulos, que, depois do livro lido, faz um sentido enorme! É isso, uma imersão profunda num corte, numa dor, é cair num poço e depois submergir.É entrar num "Trem Fantasma" e depois sair.Foi entender que há coisas que tem de ser vividas a seco, engolidas, arrebenta, depois cicatriza. Maravilhoso.
Ontem, terminei o Terceiro e último conto, " A Filha Obscura" e estou a dar voltas e voltas na minha cabeça, tentando entender o fim. A leitura foi maravilhosa, adorei, fiquei colada, mas o fim deixou-me baralhada.
Li aqui e ali, sobre a verdade, a crueldade com que a autora fala sobre a maternidade... sobre nos perdermos nisso de ser mães...
Pois eu acho que se calhar sou pouco profunda, ou resignada, não sei.
A maternidade é dura, é dedicação, mas depois que tive meus filhos, sempre lutei para, dentro de um certo limite, manter minha identidade e os meus desejos, mas sempre soube que a Maria Eugênia de antes deixaria de existir, ou melhor, se transformou. Mesmo porque não os sinto como outras pessoas, mas sim, extensões de mim, não por eles, por mim. Dedicar-me a eles é dedicar-me a mim... toda a minha existência está conectada na deles, como se eles fossem um órgão vital do meu corpo, não há um começo e um fim, é um circuito, depois de tê-los passou a ser assim, a felicidade deles é a minha, assim como a dor, o medo, a angustia, a realização. E não que eu seja uma mãe dedicada, eu só estou mesmo a cuidar de mim, da minha pessoa instalada naquelas pessoas... naquelas duas gentes, que também sou eu, por isso a maternidade, depois de concretizada, nunca foi escolha, depois de existirem ficou assim, uma inevitabilidade.Da qual eu reclamo muito, mas adoro...
Já falei da tetralogia aqui e aqui.
E ontem terminei mais um livro, na verdade três contos.
O Primeiro "Um Estranho Amor", não conseguir terminar, acompanhar, digerir, muito frenético, muito confuso (obviamente para mim), muito estranho, não consegui... talvez em outro momento da minha vida...
O Segundo "Dias de Abandono", maravilhoso. Acho que a autora tem uma capacidade de encontrar títulos, que, depois do livro lido, faz um sentido enorme! É isso, uma imersão profunda num corte, numa dor, é cair num poço e depois submergir.É entrar num "Trem Fantasma" e depois sair.Foi entender que há coisas que tem de ser vividas a seco, engolidas, arrebenta, depois cicatriza. Maravilhoso.
Ontem, terminei o Terceiro e último conto, " A Filha Obscura" e estou a dar voltas e voltas na minha cabeça, tentando entender o fim. A leitura foi maravilhosa, adorei, fiquei colada, mas o fim deixou-me baralhada.
Li aqui e ali, sobre a verdade, a crueldade com que a autora fala sobre a maternidade... sobre nos perdermos nisso de ser mães...
Pois eu acho que se calhar sou pouco profunda, ou resignada, não sei.
A maternidade é dura, é dedicação, mas depois que tive meus filhos, sempre lutei para, dentro de um certo limite, manter minha identidade e os meus desejos, mas sempre soube que a Maria Eugênia de antes deixaria de existir, ou melhor, se transformou. Mesmo porque não os sinto como outras pessoas, mas sim, extensões de mim, não por eles, por mim. Dedicar-me a eles é dedicar-me a mim... toda a minha existência está conectada na deles, como se eles fossem um órgão vital do meu corpo, não há um começo e um fim, é um circuito, depois de tê-los passou a ser assim, a felicidade deles é a minha, assim como a dor, o medo, a angustia, a realização. E não que eu seja uma mãe dedicada, eu só estou mesmo a cuidar de mim, da minha pessoa instalada naquelas pessoas... naquelas duas gentes, que também sou eu, por isso a maternidade, depois de concretizada, nunca foi escolha, depois de existirem ficou assim, uma inevitabilidade.Da qual eu reclamo muito, mas adoro...
terça-feira, 22 de outubro de 2019
Thanks. But No Thanks
Hoje vi no bendito facebook uma senhora a reclamar que não consegue contratar uma empregada doméstica.
Segundo essa senhora, depois de "perder o seu tempo" a entrevistá-la, a candidata refutou a oportunidade de trabalho.
A contratante não compreende como é possível que com uma oportunidade de ganhar acima da média ( segundo ela, o salário seria "suberbo"- soberbo) e todas as condições de trabalho magníficas... Daí ela conclui: "essa gente" não quer é trabalhar.
Eu acho no mínimo estranho que não passe pela cabeça da senhora que talvez, talvez, aquilo que ela propõe não seja adequado a pessoa que está a procura de emprego... Se calhar aquilo que ela acha que é ótimo, para a outra pessoa não seja, talvez não seja nem razoável, e isso não faça dela automaticamente "uma gente que não quer trabalhar".
Talvez a pessoa que procura emprego também possa ser uma grande de uma exigente, ou talvez, alguém que vá a entrevistas por ir, mas que não tenha vontade de trabalhar...
Há muitas hipóteses, mas o meu ponto aqui é o seguinte, eu acredito que o negócio só é bom, se for para as duas partes, se as pessoas estão em sintonia...
Essa mania que as pessoas que empregam tem de achar que estão a fazer uma grande caridade em contratar e que a pessoa que precisa do emprego "só tem que aceitar" é no mínimo antiquada e pouco eficiente.
Acho bom que ainda haja certos trabalhos com fartura, em que a pessoa possa escolher, possa aceitar ou não uma vaga, em consciência, e não por desespero de causa.
E como em todas as relações, as pessoas se adaptam!
Sendo também bastante preconceituosa na minha afirmação, sem conhecer a pessoa que quer contratar, apenas ao ler o texto dela, se fosse eu a ser entrevistada, e se eu tivesse opção, também agradeceria, mas recusaria a proposta ( assim, a partida).
Segundo essa senhora, depois de "perder o seu tempo" a entrevistá-la, a candidata refutou a oportunidade de trabalho.
A contratante não compreende como é possível que com uma oportunidade de ganhar acima da média ( segundo ela, o salário seria "suberbo"- soberbo) e todas as condições de trabalho magníficas... Daí ela conclui: "essa gente" não quer é trabalhar.
Eu acho no mínimo estranho que não passe pela cabeça da senhora que talvez, talvez, aquilo que ela propõe não seja adequado a pessoa que está a procura de emprego... Se calhar aquilo que ela acha que é ótimo, para a outra pessoa não seja, talvez não seja nem razoável, e isso não faça dela automaticamente "uma gente que não quer trabalhar".
Talvez a pessoa que procura emprego também possa ser uma grande de uma exigente, ou talvez, alguém que vá a entrevistas por ir, mas que não tenha vontade de trabalhar...
Há muitas hipóteses, mas o meu ponto aqui é o seguinte, eu acredito que o negócio só é bom, se for para as duas partes, se as pessoas estão em sintonia...
Essa mania que as pessoas que empregam tem de achar que estão a fazer uma grande caridade em contratar e que a pessoa que precisa do emprego "só tem que aceitar" é no mínimo antiquada e pouco eficiente.
Acho bom que ainda haja certos trabalhos com fartura, em que a pessoa possa escolher, possa aceitar ou não uma vaga, em consciência, e não por desespero de causa.
E como em todas as relações, as pessoas se adaptam!
Sendo também bastante preconceituosa na minha afirmação, sem conhecer a pessoa que quer contratar, apenas ao ler o texto dela, se fosse eu a ser entrevistada, e se eu tivesse opção, também agradeceria, mas recusaria a proposta ( assim, a partida).
quinta-feira, 17 de outubro de 2019
Eu e as festas de anos dos meus filhos...
No Brasil, a comemoração das festas de aniversário, são, na grande maioria das vezes, uma grande comemoração, claro que cada um com aquilo que pode, mas nota-se sempre uma grande esforço para fazer o máximo possível.
Eu, embora cada ano prometa a mim mesma : "essa será a última festa", nunca cumpro. Sempre acabo por fazer festinhas para os meus filhos, que se pensasse bem, se tivesse amor ao dinheiro, não faria...
São festas simples, mas na proporção daquilo que eu ganho são gigantes... Enfim, estão pagas e resolvidas, mas pronto, "mais vale um gosto do que dinheiro no bolso", e os ditos populares são muito válidos, principalmente quando queremos nos justificar para nós mesmos!
Para comemorar os 11 anos da Pipa, fiz uma festa com o tema "disco"!
Fizemos num café/restaurante que tem um espaço ideal para o efeito, o Pessa Café, e contratei o trabalho da DiskFun, para colocar as luzes e o som! Tanto o trabalho do Pessa, como o do Diskfun, foi impecável.
Como a festinha decorreu no fim da tarde, houve ainda no final, lugar para um hambúrguer! Correu lindamente!
Nos anos do Gui decidi fazer no Pavilhão do Conhecimento, e mais uma vez, só tenho a agradecer a organização.
Impecável! Correu lindamente!
Optei pela festa noturna, em que a festa decorre depois de acabar as actividades no pavilhão, e ficamos apenas nós (pais), monitores e crianças!
Foi uma diversão!
Eu fiz a comida, cachorro quente e batatas, levei pronto, numa malinha, que foi feita na Dikas Brindes e o bolo foi feito pela Gislene Borborema:
Os monitores do Pavilhão foram impecáveis, cuidadosos! A festinha decorreu muito bem e acho que todos aproveitaram...
E pronto! Esse anos acabaram-se as festinhas... Foi bom, correu bem, termino mais pobre de dinheiro, mas mais rica em recordações, em troca de carinho e em coração cheio, por celebrar mais um ano dos meus filhos!
Para o ano, hei de simplificar!!!
Logo conto!
Eu, embora cada ano prometa a mim mesma : "essa será a última festa", nunca cumpro. Sempre acabo por fazer festinhas para os meus filhos, que se pensasse bem, se tivesse amor ao dinheiro, não faria...
São festas simples, mas na proporção daquilo que eu ganho são gigantes... Enfim, estão pagas e resolvidas, mas pronto, "mais vale um gosto do que dinheiro no bolso", e os ditos populares são muito válidos, principalmente quando queremos nos justificar para nós mesmos!
Para comemorar os 11 anos da Pipa, fiz uma festa com o tema "disco"!
Fizemos num café/restaurante que tem um espaço ideal para o efeito, o Pessa Café, e contratei o trabalho da DiskFun, para colocar as luzes e o som! Tanto o trabalho do Pessa, como o do Diskfun, foi impecável.
Como a festinha decorreu no fim da tarde, houve ainda no final, lugar para um hambúrguer! Correu lindamente!
Nos anos do Gui decidi fazer no Pavilhão do Conhecimento, e mais uma vez, só tenho a agradecer a organização.
Impecável! Correu lindamente!
Optei pela festa noturna, em que a festa decorre depois de acabar as actividades no pavilhão, e ficamos apenas nós (pais), monitores e crianças!
Foi uma diversão!
Eu fiz a comida, cachorro quente e batatas, levei pronto, numa malinha, que foi feita na Dikas Brindes e o bolo foi feito pela Gislene Borborema:
Os monitores do Pavilhão foram impecáveis, cuidadosos! A festinha decorreu muito bem e acho que todos aproveitaram...
E pronto! Esse anos acabaram-se as festinhas... Foi bom, correu bem, termino mais pobre de dinheiro, mas mais rica em recordações, em troca de carinho e em coração cheio, por celebrar mais um ano dos meus filhos!
Para o ano, hei de simplificar!!!
Logo conto!
quarta-feira, 9 de outubro de 2019
Guilherme, meu menino amado!
E pronto, mais uma vez repito a ladainha:
Passou a voar!
Onde foram parar esses oito anos que eu nem vi passar?
Nem acredito que voou dessa forma!
etc... etc...
A verdade é que, como 99% das mães, sinto uma grande emoção em ver meu filho crescer, errar, acertar, calibrar-se para se posicionar nesse mundo.
Cada dia uma novidade, cada dia uma mudança, uma aprendizagem! Que privilégio ser mão desse menino maluquinho, que já tem um bom coração e que continuará a se desenvolver nesse sentido!
Que privilégio ser a tua mãe, Guigo, meu fofinho, meu amor!
Que venham muitos, muitos mais, e que eu possa ser e estar por você até o fim da minha vida!
Passou a voar!
Onde foram parar esses oito anos que eu nem vi passar?
Nem acredito que voou dessa forma!
etc... etc...
A verdade é que, como 99% das mães, sinto uma grande emoção em ver meu filho crescer, errar, acertar, calibrar-se para se posicionar nesse mundo.
Cada dia uma novidade, cada dia uma mudança, uma aprendizagem! Que privilégio ser mão desse menino maluquinho, que já tem um bom coração e que continuará a se desenvolver nesse sentido!
Que privilégio ser a tua mãe, Guigo, meu fofinho, meu amor!
Que venham muitos, muitos mais, e que eu possa ser e estar por você até o fim da minha vida!
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
Elogie, elogie e elogie!
Muito sinceramente, das coisas que mais gosto de fazer é poder elogiar alguém, ou alguma coisa.
Me dá prazer, mesmo real.
Comprar algo e poder dizer que é bom, acaba sendo, para mim, uma dupla alegria, porque valeu a pena a compra e poder dizer bem e ver uma pessoa feliz.
Adoro dizer, assim, a quem nunca vi :" esse seu vestido é lindo!". Quer ver uma mulher sorrir é espetar-lhe com um elogio, assim, verdadeiro!
Para os homens que não conheço nunca digo nada, não vão pensar que é uma cantada... mas mordo a língua, porque gosto mesmo de elogiar.
Adoro poder chegar na escola e dizer bem do trabalho da professora, da minha gratidão por isso ou por aquilo.
Adoro descobrir uma nova loja, restaurante e contar para toda gente!
E é verdadeiro, me dá mesmo uma alegria genuína. Adoro poder dizer bem, fazer cartas de louvor.
Já fazer crítica, mesmo que sejam verdadeiras, me custa um bocado. Custa-me, fico triste, lá está, queria mesmo dizer bem.
Antes de criticar penso se tenho mesmo a certeza, repenso...E tento falar com muita, muita suavidade...Não gosto do confronto, detesto magoar, claro que com pessoas de confiança, também falo da vida dos outros, com alguma maldade, não estou dizer de todo que sou fofinha, mas fazer aquela crítica, mesmo dura, frontal, com o intuito de mudar alguma coisa, ou romper com algo,somente se for necessária, caso contrário, disfarço...
Mesmo porque nunca tenho 100% de certeza, e como elogiar não fere, arrisco, criticar, tem que ser bem pensado!
Mas quem é tímido nos elogios, tente, surpreenda alguém com um belo elogio... dá um prazer em ver a felicidade no outro!
Me dá prazer, mesmo real.
Comprar algo e poder dizer que é bom, acaba sendo, para mim, uma dupla alegria, porque valeu a pena a compra e poder dizer bem e ver uma pessoa feliz.
Adoro dizer, assim, a quem nunca vi :" esse seu vestido é lindo!". Quer ver uma mulher sorrir é espetar-lhe com um elogio, assim, verdadeiro!
Para os homens que não conheço nunca digo nada, não vão pensar que é uma cantada... mas mordo a língua, porque gosto mesmo de elogiar.
Adoro poder chegar na escola e dizer bem do trabalho da professora, da minha gratidão por isso ou por aquilo.
Adoro descobrir uma nova loja, restaurante e contar para toda gente!
E é verdadeiro, me dá mesmo uma alegria genuína. Adoro poder dizer bem, fazer cartas de louvor.
Já fazer crítica, mesmo que sejam verdadeiras, me custa um bocado. Custa-me, fico triste, lá está, queria mesmo dizer bem.
Antes de criticar penso se tenho mesmo a certeza, repenso...E tento falar com muita, muita suavidade...Não gosto do confronto, detesto magoar, claro que com pessoas de confiança, também falo da vida dos outros, com alguma maldade, não estou dizer de todo que sou fofinha, mas fazer aquela crítica, mesmo dura, frontal, com o intuito de mudar alguma coisa, ou romper com algo,somente se for necessária, caso contrário, disfarço...
Mesmo porque nunca tenho 100% de certeza, e como elogiar não fere, arrisco, criticar, tem que ser bem pensado!
Mas quem é tímido nos elogios, tente, surpreenda alguém com um belo elogio... dá um prazer em ver a felicidade no outro!
terça-feira, 1 de outubro de 2019
Ser mãe e pessoa ao mesmo tempo!
Hoje, ao fazer um comentário num outro blogue, deu para pensar um bocadinho na minha relação com a maternidade...
Adoro ser mãe, e arrisco em dizer que apesar de toda a trabalheira, toda a dedicação, essa é a fase em que estou sendo mais feliz na minha vida até então.
Dizer que "nasci para ser mãe", talvez seja um grande exagero, ou talvez seja mais pura verdade... eu não sei, porque ao mesmo tempo que gosto muito, também me esforço muito para continuar a ter identidade, vontade própria e algum espaço.
Para mim é completamente nebuloso o limite em que eu diga: " chega, agora é a minha vez". Não consigo saber se quando digo isso eu já dei demais, ou estou sendo egoísta, entendem? Não é algo determinado, é completamente abstrato e passível de julgamento.
Certamente há pessoas que se olhassem a maneira como eu exerço a maternidade, julgariam entre "extremamente má" e outras "extremamente boa" e outras qualquer coisa entre um extremo a outro... enfim, não há um padrão.
Portanto arrisco. E sei que nem sempre consigo ser muito coerente, vou levando, vou vivendo... Num esforço de eliminar qualquer tipo de culpa, sendo generosa na hora de me julgar, pois acredito que uma maneira de fazer meus filhos felizes, e seres humanos que saibam se desculpar, é mostrar que eu sou feliz também, apesar de também errar!
Adoro ser mãe, e arrisco em dizer que apesar de toda a trabalheira, toda a dedicação, essa é a fase em que estou sendo mais feliz na minha vida até então.
Dizer que "nasci para ser mãe", talvez seja um grande exagero, ou talvez seja mais pura verdade... eu não sei, porque ao mesmo tempo que gosto muito, também me esforço muito para continuar a ter identidade, vontade própria e algum espaço.
Para mim é completamente nebuloso o limite em que eu diga: " chega, agora é a minha vez". Não consigo saber se quando digo isso eu já dei demais, ou estou sendo egoísta, entendem? Não é algo determinado, é completamente abstrato e passível de julgamento.
Certamente há pessoas que se olhassem a maneira como eu exerço a maternidade, julgariam entre "extremamente má" e outras "extremamente boa" e outras qualquer coisa entre um extremo a outro... enfim, não há um padrão.
Portanto arrisco. E sei que nem sempre consigo ser muito coerente, vou levando, vou vivendo... Num esforço de eliminar qualquer tipo de culpa, sendo generosa na hora de me julgar, pois acredito que uma maneira de fazer meus filhos felizes, e seres humanos que saibam se desculpar, é mostrar que eu sou feliz também, apesar de também errar!
terça-feira, 17 de setembro de 2019
Nova moral...Medo!
De repente a "moral e os bons costumes" voltaram a entrar em cena nas
famílias "de bem". E eu acho muito bom a moralidade, os bons costumes,
que é o que, na minha opinião, torna a vida em sociedade mais agradável.
Para mim, a regra básica, que permeia a minha vida e que tento passar
para os meus filhos é: "minha liberdade vai até o ponto que chega a
liberdade do outro", trocando em miúdos, eu posso fazer o que eu quiser,
desde que não atrapalhe ninguém.
Muita coisa me incomoda, me irrita, mas se eu tenho a opção de mudar de canal, não assistir, ir a outro lugar, desde que eu tenha opção, tanto faz.
Como tanto faz:
* se você é homo ou hétero, não me abala,
* sua opção musical, desde que eu não tenha que ouvir,
* a roupa que você veste ( claro que posso gostar ou não, mas TENHO que respeitar)
* se você trai ou é traído pelo seu companheiro ( é problema seu não meu, cada um lá sabe como resolve),
* se você é poupado ou gastador ( eu não vou pagar a sua conta, agora se dever para mim... daí mexeu com a minha liberdade),
* se você é religioso (aliás até acho que a fé é super íntima, desconfio de quem fica berrando sobre aquilo que acredita, mas lá está, respeito),
* se você passou a vida inteira a fazer merda, e agora quer falar sobre moral e bons costumes para os outros (fico a pensar, mas respeito, olha, podemos ser contraditórios)
Muita coisa me incomoda, me irrita, mas se eu tenho a opção de mudar de canal, não assistir, ir a outro lugar, desde que eu tenha opção, tanto faz.
Como tanto faz:
* se você é homo ou hétero, não me abala,
* sua opção musical, desde que eu não tenha que ouvir,
* a roupa que você veste ( claro que posso gostar ou não, mas TENHO que respeitar)
* se você trai ou é traído pelo seu companheiro ( é problema seu não meu, cada um lá sabe como resolve),
* se você é poupado ou gastador ( eu não vou pagar a sua conta, agora se dever para mim... daí mexeu com a minha liberdade),
* se você é religioso (aliás até acho que a fé é super íntima, desconfio de quem fica berrando sobre aquilo que acredita, mas lá está, respeito),
* se você passou a vida inteira a fazer merda, e agora quer falar sobre moral e bons costumes para os outros (fico a pensar, mas respeito, olha, podemos ser contraditórios)
Gosto de liberdade, gosto de ter liberdade para criar meus filhos, gosto de poder decidir.
Fico abalada de ter tanta gente a pedir para proibir, e já que vivem a dar conselhos, vou dar o meu: olhem bem para a sua vida, para os seus filhos, o seu relacionamento, o seu caminho. Geralmente as pessoas que eu menos admiro são aquelas que estão o tempo todo a dar lições de moral. Mas ainda assim, respeito.
Fico abalada de ter tanta gente a pedir para proibir, e já que vivem a dar conselhos, vou dar o meu: olhem bem para a sua vida, para os seus filhos, o seu relacionamento, o seu caminho. Geralmente as pessoas que eu menos admiro são aquelas que estão o tempo todo a dar lições de moral. Mas ainda assim, respeito.
sábado, 14 de setembro de 2019
Doces ideias...
Na escola da minha filha, a professora do 1º ano acompanha as crianças até o 4º.
No final do 4º ano as crianças que estão a terminar o 1º ciclo, "apadrinham" as que estão a entrar no 1º ano, para a classe da sua antiga- futura professora.
A Pipa teve a sua madrinha, que eu vi se tornar uma linda pré-adolescente, durante os anos que se seguiram, e no final do 4º ano ela tornou-se uma madrinha, de uma linda menina que começava o 1º ano.
Durante o ano passado vi o carinho que a pequenina sempre sentiu pela minha filha. Todas as vezes que se cruzavam na escola era um abraço, um beijinho...
Tivemos as férias de verão, e logo no 1º dia de aulas, a pequenota não veio, e a madrinha, muito preocupada, logo veio perguntar por ela...
No segundo dia de aulas a afilhada voltou, e mataram a saudades, imagino quase garantindo, com um doce abraço e muitos beijinhos (como é habito delas), e a Pipa recebeu uma linda prenda, comprada pela sua protegida durante as férias:
É ou não é uma coisinha mais linda do planeta?
Eu adoro!
Adoro a ideia do apadrinhamento, adoro o que surge daí e o que fica no coração dessas crianças!
Dar e receber, cuidar, ser lembrado...tudo tão importante e muitas vezes esquecido! Parabéns para as professoras, pela ideia e a atitude!
No final do 4º ano as crianças que estão a terminar o 1º ciclo, "apadrinham" as que estão a entrar no 1º ano, para a classe da sua antiga- futura professora.
A Pipa teve a sua madrinha, que eu vi se tornar uma linda pré-adolescente, durante os anos que se seguiram, e no final do 4º ano ela tornou-se uma madrinha, de uma linda menina que começava o 1º ano.
Durante o ano passado vi o carinho que a pequenina sempre sentiu pela minha filha. Todas as vezes que se cruzavam na escola era um abraço, um beijinho...
Tivemos as férias de verão, e logo no 1º dia de aulas, a pequenota não veio, e a madrinha, muito preocupada, logo veio perguntar por ela...
No segundo dia de aulas a afilhada voltou, e mataram a saudades, imagino quase garantindo, com um doce abraço e muitos beijinhos (como é habito delas), e a Pipa recebeu uma linda prenda, comprada pela sua protegida durante as férias:
É ou não é uma coisinha mais linda do planeta?
Eu adoro!
Adoro a ideia do apadrinhamento, adoro o que surge daí e o que fica no coração dessas crianças!
Dar e receber, cuidar, ser lembrado...tudo tão importante e muitas vezes esquecido! Parabéns para as professoras, pela ideia e a atitude!
Joanete parte 2
Então, em Março deste ano operei um pé para acabar com a indesejada joanete, e contei tudo aqui .
Assim, decidi hoje fazer um update da situação do pezinho, depois de 6 meses.
Vai bem obrigada. Ainda não consigo dobrar como antes, mas é a uma questão de tempo. Depois de dois meses já corria, andava, fazia aulas de bike.
Acho que estão muito bonitinhos e uso e abuso das sandálias... Operei com o Dr. Cassiano Neves da CUF Descobertas, que tem a secretária mais simpática do mundo, a Patrícia Santana.
Olhem lá:
Assim, decidi hoje fazer um update da situação do pezinho, depois de 6 meses.
Vai bem obrigada. Ainda não consigo dobrar como antes, mas é a uma questão de tempo. Depois de dois meses já corria, andava, fazia aulas de bike.
Acho que estão muito bonitinhos e uso e abuso das sandálias... Operei com o Dr. Cassiano Neves da CUF Descobertas, que tem a secretária mais simpática do mundo, a Patrícia Santana.
Olhem lá:
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| Era assim, por isso acho bonitinho hoje... |
| Agora está assim... |
| Com o outro amigo, para comparar... |
| Uso e abuso das sandálias, sem medo de ser feliz! |
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
Gordinhos selectivos...
Sempre calha comigo de conhecer gordinhos ou gordões que afirmam veementemente que não comem nada! NADA!
E, quando me veem comer qualquer coisa, fazem uma cara de nojo, como se eu estivesse a comer "cocô frito" e dizem qualquer coisa como: " Você come isso??? Isso tem muito açúcar/gordura/calorias".
O gordinho selectivo nunca chegou perto de um refrigerante, detesta açúcar, tem pânico de chocolate, evita ao máximo carboidratos... Também chega em casa cansado e nunca janta, come uma sopinha (sem batata, pois claro está), e vai dormir.
Quando eu como ao lado de um gordinho selectivo ele sempre está de olho na rapidez com que eu ingiro e faz tantas caretas que até me dá a impressão que eu estou a babar, sei lá. O olhar de incredulidade e reprovação está sempre presente, nem mais me incomoda, eu já habituei...
O gordinho selectivo nunca topa uma extravagância, um sorvete fora de horas, uma fatia de pizza...Imagina! que disparate.Acaba sendo um estraga prazer muitas vezes (tão bom quando temos companhia para o disparate, né?).
O gordinho selectivo nunca fica contente se lembramos dele e levámos uma fatia de qualquer coisa, tudo lhe faz mal, lactose,frutose, natas, sal, manteiga, vento, ar...
O gordinho sempre deixa no prato uma boa quantidade de comida, e exclama " é muito para mim! não sei como você consegue".
Enfim, o gordinho selectivo para mim é um grande mistério...
E, quando me veem comer qualquer coisa, fazem uma cara de nojo, como se eu estivesse a comer "cocô frito" e dizem qualquer coisa como: " Você come isso??? Isso tem muito açúcar/gordura/calorias".
O gordinho selectivo nunca chegou perto de um refrigerante, detesta açúcar, tem pânico de chocolate, evita ao máximo carboidratos... Também chega em casa cansado e nunca janta, come uma sopinha (sem batata, pois claro está), e vai dormir.
Quando eu como ao lado de um gordinho selectivo ele sempre está de olho na rapidez com que eu ingiro e faz tantas caretas que até me dá a impressão que eu estou a babar, sei lá. O olhar de incredulidade e reprovação está sempre presente, nem mais me incomoda, eu já habituei...
O gordinho selectivo nunca topa uma extravagância, um sorvete fora de horas, uma fatia de pizza...Imagina! que disparate.Acaba sendo um estraga prazer muitas vezes (tão bom quando temos companhia para o disparate, né?).
O gordinho selectivo nunca fica contente se lembramos dele e levámos uma fatia de qualquer coisa, tudo lhe faz mal, lactose,frutose, natas, sal, manteiga, vento, ar...
O gordinho sempre deixa no prato uma boa quantidade de comida, e exclama " é muito para mim! não sei como você consegue".
Enfim, o gordinho selectivo para mim é um grande mistério...
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
A Casa e a sua Alma
Estive, como tem sido há muitos anos, a passar as férias no sul da Espanha e lá ouvi uma bonita história, a qual não quero esquecer, e por isso, coloco aqui, para partilhar e para reter.
Soube de uma família, que ainda vivia em Angola (quando era colônia de Portugal) e por volta de 1974 compra um apartamento no sul da Espanha, na Isla Canela, para poder desfrutar nos verões.
Aconteceu a revolução e essa família teve que voltar para Portugal e a partir daí, todos os meses de Setembro foram passados em Ayamonte.
Pelo menos uns 20 verões, com muitas histórias, muitas memórias para contar.
A casa conheceu os filhos meninos e os viu tornarem-se homens.
A casa conheceu o cãzinho da família.
A casa conheceu a avó.
A casa recebeu amigos queridos, que já partiram.
A casa conheceu os netos do casal que comprou a casa.
A casa soube da partida do dono da casa para outro plano.
E depois a casa foi ficando velhinha e a casa começou a receber outras pessoas, e a família , por muitas razões já não lá ficava, e passaram mais 20 anos, onde as visitas foram mais escassas, mais fugazes.
A família decidiu vender a casa, ela tinha cumprido seu papel, durante muitos anos tinha servido à essa família, e essa família tinha amado muito a casa.
Mas tudo tem um fim...
Sem grandes dramas a família foi vender a casa, e, na burocracia típica dos países latinos, aquilo foi mais complicado que o esperado. Por causa da complicação, a família dona da casa, acabou por conhecer os futuros proprietários, e houve tempo para troca de informações, de um começo de amizade e uma grande empatia.
Eis, que o futuro dono da casa disse que estava muito feliz, pois queria comprar uma casa com uma história e, de preferência, uma história feliz. Conseguiu atingir o seu objetivo, conheceu a família, soube da um pouco da história e reteve a alma da casa. Até tiraram uma foto juntos e ficaram todos com o coração cheio.
Fico a imaginar a casa a ficar feliz, a saber que depois de tantos anos voltará a sentir a emoção dos primeiros encontros e o retorno animado da vida!
Adorei a história, e desejo muitas felicidades para todos envolvidos... inclusive à casa!
Soube de uma família, que ainda vivia em Angola (quando era colônia de Portugal) e por volta de 1974 compra um apartamento no sul da Espanha, na Isla Canela, para poder desfrutar nos verões.
Aconteceu a revolução e essa família teve que voltar para Portugal e a partir daí, todos os meses de Setembro foram passados em Ayamonte.
Pelo menos uns 20 verões, com muitas histórias, muitas memórias para contar.
A casa conheceu os filhos meninos e os viu tornarem-se homens.
A casa conheceu o cãzinho da família.
A casa conheceu a avó.
A casa recebeu amigos queridos, que já partiram.
A casa conheceu os netos do casal que comprou a casa.
A casa soube da partida do dono da casa para outro plano.
E depois a casa foi ficando velhinha e a casa começou a receber outras pessoas, e a família , por muitas razões já não lá ficava, e passaram mais 20 anos, onde as visitas foram mais escassas, mais fugazes.
A família decidiu vender a casa, ela tinha cumprido seu papel, durante muitos anos tinha servido à essa família, e essa família tinha amado muito a casa.
Mas tudo tem um fim...
Sem grandes dramas a família foi vender a casa, e, na burocracia típica dos países latinos, aquilo foi mais complicado que o esperado. Por causa da complicação, a família dona da casa, acabou por conhecer os futuros proprietários, e houve tempo para troca de informações, de um começo de amizade e uma grande empatia.
Eis, que o futuro dono da casa disse que estava muito feliz, pois queria comprar uma casa com uma história e, de preferência, uma história feliz. Conseguiu atingir o seu objetivo, conheceu a família, soube da um pouco da história e reteve a alma da casa. Até tiraram uma foto juntos e ficaram todos com o coração cheio.
Fico a imaginar a casa a ficar feliz, a saber que depois de tantos anos voltará a sentir a emoção dos primeiros encontros e o retorno animado da vida!
Adorei a história, e desejo muitas felicidades para todos envolvidos... inclusive à casa!
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Lições dos anos...
É impossível fazer aniversário e escapar a fazer uma análise do nosso percurso...
Ainda mais quando a idade vai avançando e a história vai ficando cada vez mais comprida e rica.
Fiz 46, e, como sempre achei que passou rápido demais.
Ainda acho que a vida está começando, e já vivi mais de metade dela (com sorte, se chegar aos 90!).
E o tempo todo, vou lembrando de história que me marcaram...Vou contar uma delas:
Acho que no geral, as pessoas no Brasil não são preconceituosas, não ria, é sério. Acho que o único preconceito que o brasileiro tem é com gente pobre.
Pronto, de uma maneira simples, é assim, se a pessoa é rica, pode ser ignorante, ter mau carácter, só falar "abobrinha"...não importa, é rica, está valendo! E infelizmente, no contrário é também verdade, a pessoa pode ser íntegra, culta, criativa, mas se não tem muito dinheiro, para muita gente, "não vale nada"...
Isso é no GERAL, não digo que a população toda seja assim! E é a minha visão, que vale o que vale.
Tanto que é super normal fazer piada com pobre no Brasil (Caco Antibes que o diga!), coisa que eu nunca vejo aqui em Portugal. Aliás, as vezes que eu ri, ou fiz alguma piada, associada a condição financeira de outra pessoa, fui olhada com espanto, não caiu bem.
Tudo isso para que eu chegasse a esse pequeno momento da minha vida, que ficou para sempre guardado na minha memória, que embora não tenha me corrigido para todo o sempre, fica sempre no meu subconsciente...
Tinha eu uns 14 anos, e estava numa "turminha" no edifício "Condomínio Fumagalli" , sentada nas escadas, conversando com os meus amigos, e começa a chover, eu, do alto da minha vida inútil, olho para o ponto de ônibus, e vejo um monte de gente, se espremendo no espaço coberto e na minha idiotice, na minha crença de superioridade, olho para aquela "gentalha" e faço uma observação jocosa, preconceituosa sobre as pessoas que ali estavam (honestamente não me lembro o que disse).
Do meu lado estava o Dario Romeu, um amigo, que deve ser uns 3 anos mais velho que eu, portanto com 17 anos, ele olha para mim, com todo o carinho, e explica, sem dar bronca, o quanto cada pessoa que ali se espremia devia ter trabalhado o dia inteiro, que ali havia pais de família, que ali havia "gente de luta", que muito provavelmente tinha muito valor enquanto pessoa, e que eu, uma garota, que ainda pouco conhecia da dureza da vida não deveria nunca gozar com outras pessoas, só por não terem dinheiro. Fiquei com vergonha, mas o Dariozinho falou comigo parecendo entender que eu estava sendo apenas tonta, não má pessoa.Porque o preconceito muitas vezes é algo que fazemos sem pensar, mesmo por não refletir, repetimos atitudes...
Infelizmente a lição não dissipou totalmente todos os meus preconceitos, mas ela fica ali, latente em algum lugar do meu inconsciente, prontinha para me cobrar, quando sou babaca.
Duvido que o Dario se lembre disso, mas sem dúvida, o que ele ensinou, eu nunca esqueci!
Mesmo depois de de 32 anos...
Ainda mais quando a idade vai avançando e a história vai ficando cada vez mais comprida e rica.
Fiz 46, e, como sempre achei que passou rápido demais.
Ainda acho que a vida está começando, e já vivi mais de metade dela (com sorte, se chegar aos 90!).
E o tempo todo, vou lembrando de história que me marcaram...Vou contar uma delas:
Acho que no geral, as pessoas no Brasil não são preconceituosas, não ria, é sério. Acho que o único preconceito que o brasileiro tem é com gente pobre.
Pronto, de uma maneira simples, é assim, se a pessoa é rica, pode ser ignorante, ter mau carácter, só falar "abobrinha"...não importa, é rica, está valendo! E infelizmente, no contrário é também verdade, a pessoa pode ser íntegra, culta, criativa, mas se não tem muito dinheiro, para muita gente, "não vale nada"...
Isso é no GERAL, não digo que a população toda seja assim! E é a minha visão, que vale o que vale.
Tanto que é super normal fazer piada com pobre no Brasil (Caco Antibes que o diga!), coisa que eu nunca vejo aqui em Portugal. Aliás, as vezes que eu ri, ou fiz alguma piada, associada a condição financeira de outra pessoa, fui olhada com espanto, não caiu bem.
Tudo isso para que eu chegasse a esse pequeno momento da minha vida, que ficou para sempre guardado na minha memória, que embora não tenha me corrigido para todo o sempre, fica sempre no meu subconsciente...
Tinha eu uns 14 anos, e estava numa "turminha" no edifício "Condomínio Fumagalli" , sentada nas escadas, conversando com os meus amigos, e começa a chover, eu, do alto da minha vida inútil, olho para o ponto de ônibus, e vejo um monte de gente, se espremendo no espaço coberto e na minha idiotice, na minha crença de superioridade, olho para aquela "gentalha" e faço uma observação jocosa, preconceituosa sobre as pessoas que ali estavam (honestamente não me lembro o que disse).
Do meu lado estava o Dario Romeu, um amigo, que deve ser uns 3 anos mais velho que eu, portanto com 17 anos, ele olha para mim, com todo o carinho, e explica, sem dar bronca, o quanto cada pessoa que ali se espremia devia ter trabalhado o dia inteiro, que ali havia pais de família, que ali havia "gente de luta", que muito provavelmente tinha muito valor enquanto pessoa, e que eu, uma garota, que ainda pouco conhecia da dureza da vida não deveria nunca gozar com outras pessoas, só por não terem dinheiro. Fiquei com vergonha, mas o Dariozinho falou comigo parecendo entender que eu estava sendo apenas tonta, não má pessoa.Porque o preconceito muitas vezes é algo que fazemos sem pensar, mesmo por não refletir, repetimos atitudes...
Infelizmente a lição não dissipou totalmente todos os meus preconceitos, mas ela fica ali, latente em algum lugar do meu inconsciente, prontinha para me cobrar, quando sou babaca.
Duvido que o Dario se lembre disso, mas sem dúvida, o que ele ensinou, eu nunca esqueci!
Mesmo depois de de 32 anos...
terça-feira, 23 de julho de 2019
Somos instantes! 11 anos!
Minha filha completou 11 anos. Lembro de tentar imaginá-la uma pré-adolescente, quando ela era um bebê...
Me perguntava:
" Como será a carinha da Pipa com 10, 11,12 anos?".
E tudo passou num instante. E já conheço essa carinha. E acho que ela é inteira linda. Por dentro e por fora.
Mesmo com os arrufos próprios da idade, mesmo sendo eu a responsável por lhe chamar à razão, a minha menina nos tem dado muitos motivos de alegria e orgulho.
É um privilegio ser mãe de uma menina tão legal!
Desejo aquilo que toda mãe deseja para os filhos e não vou me repetir.
Mas não posso deixar de dizer que amo essa menina e que tudo que estiver ao meu alcance, farei para que ela seja feliz!
Parabéns boneca linda e louca!
quinta-feira, 11 de julho de 2019
Portugal dos Pequenitos...Hippotrip
Com a visita da minha mãe e uma disponibilidade por estarmos em férias escolares, fazemos coisas que dificilmente faríamos caso não tivéssemos essas boas "desculpas".
Aproveitamos e fomos ao Portugual dos Pequenitos em Coimbra, à semelhança do que já fizemos há 4 anos e contei aqui.
O Portugal dos Pequenitos recria as diferentes arquitecturas das casas de cada região de portugal e também dos monumentos mais emblemáticos.
Na primeira vez que visitei o "Portugal dos Pequenitos", gostei, mas não adorei, desta vez, amei, achei que está muito arrumadinho, como novas casinhas... foi um prazer!
Outra coisa que fizemos, aqui em Lisboa, que nunca tínhamos feito foi o passeio no "HippoTrip" , que nos impressionou muito pela positiva, foi mesmo um prazer!
Trata-se de um auto carro (ônibus) , que faz um pequeno city-tour por Lisboa e depois transforma-se em barco e entra no rio Tejo, dando-nos uma perspectiva diferente de Lisboa...
Tudo muito giro!
Mas claro, tudo bem "puxadinho" no quesito "dinheirinho"...
Mas como diz o povo " um dia não são dias"
Assim, aproveitámos!
Aproveitamos e fomos ao Portugual dos Pequenitos em Coimbra, à semelhança do que já fizemos há 4 anos e contei aqui.
O Portugal dos Pequenitos recria as diferentes arquitecturas das casas de cada região de portugal e também dos monumentos mais emblemáticos.
Na primeira vez que visitei o "Portugal dos Pequenitos", gostei, mas não adorei, desta vez, amei, achei que está muito arrumadinho, como novas casinhas... foi um prazer!
Outra coisa que fizemos, aqui em Lisboa, que nunca tínhamos feito foi o passeio no "HippoTrip" , que nos impressionou muito pela positiva, foi mesmo um prazer!Trata-se de um auto carro (ônibus) , que faz um pequeno city-tour por Lisboa e depois transforma-se em barco e entra no rio Tejo, dando-nos uma perspectiva diferente de Lisboa...
Tudo muito giro!
Mas claro, tudo bem "puxadinho" no quesito "dinheirinho"...
Mas como diz o povo " um dia não são dias"
Assim, aproveitámos!
terça-feira, 4 de junho de 2019
About happiness...
Esse sábado fui com a Pipa no seu primeiro show, e foi logo o Ed Sheeran.
Foi mesmo maravilhoso, tudo!
Como ganhámos os bilhetes e havia a notícia de muitas restrições na entrada, pensamos que haveria uma hipótese enorme de que não conseguiríamos entrar e, por essa razão a emoção foi ainda maior...
Quando nos vimos dentro do estádio foi aquela felicidade!
Depois foi reviver a emoção do primeiro espetáculo através das reações da minha filha, ver 60 000 pessoas cantando e dançando unidas, ver um ídolo de longe, mas ao mesmo tempo ao vivo, ai... sem palavras!
Uma noite de verão (mesmo ainda não sendo verão), super agradável, muita gente feliz, realizando um sonho, enfim uma vibração incrível, uma emoção, daquelas que ficarão guardadas para sempre na minha memória de um momento feliz!
Fico eternamente grata à pessoa que nos ofereceu os bilhetes, tenho mesmo muita fé que essa pessoa vai ser muito feliz, porque merece, sempre mereceu.
Fico feliz à vida, por me dar momentos assim, de grande harmonia e alegria!
Foi mesmo maravilhoso, tudo!
Como ganhámos os bilhetes e havia a notícia de muitas restrições na entrada, pensamos que haveria uma hipótese enorme de que não conseguiríamos entrar e, por essa razão a emoção foi ainda maior...
Quando nos vimos dentro do estádio foi aquela felicidade!
Depois foi reviver a emoção do primeiro espetáculo através das reações da minha filha, ver 60 000 pessoas cantando e dançando unidas, ver um ídolo de longe, mas ao mesmo tempo ao vivo, ai... sem palavras!
Uma noite de verão (mesmo ainda não sendo verão), super agradável, muita gente feliz, realizando um sonho, enfim uma vibração incrível, uma emoção, daquelas que ficarão guardadas para sempre na minha memória de um momento feliz!
![]() |
| Ainda sou do tempo dos isqueiros... |
Fico feliz à vida, por me dar momentos assim, de grande harmonia e alegria!
quinta-feira, 30 de maio de 2019
Georgie Porgie scientist...
Meu marido é um cientista em matemática.
Em casa fala-se muito em cientistas e em ciência (na verdade, ele fala, nós escutamos).
Ontem o Gui saiu-se com essa: Pai, quando um cientista é "mesmo" bom, tem que ter o nome a rimar?
Nossa resposta: Que??? Com os olhos franzidos, como quem faz um esforço para entender...
E o Gui dá exemplos: Vejam "Marie Curie", " Galileu Galilei"... eram apenas esses!
Disse que o pai dele também era cientista, mas que o nome não rimava, logo, nunca será famoso!
Lembrei-me de um dos meninos que eu cuidava nos EUA, que costumava chamar o meu Jorge de "Georgie Porgie", da rima infantil.
Lembrei da rima e sugeri ao Jorge usar esse nickname, quem sabe assim conquiste uma Medalha Fields...quem sabe é só isso que estava a faltar!
Em casa fala-se muito em cientistas e em ciência (na verdade, ele fala, nós escutamos).
Ontem o Gui saiu-se com essa: Pai, quando um cientista é "mesmo" bom, tem que ter o nome a rimar?
Nossa resposta: Que??? Com os olhos franzidos, como quem faz um esforço para entender...
E o Gui dá exemplos: Vejam "Marie Curie", " Galileu Galilei"... eram apenas esses!
Disse que o pai dele também era cientista, mas que o nome não rimava, logo, nunca será famoso!
Lembrei-me de um dos meninos que eu cuidava nos EUA, que costumava chamar o meu Jorge de "Georgie Porgie", da rima infantil.
Lembrei da rima e sugeri ao Jorge usar esse nickname, quem sabe assim conquiste uma Medalha Fields...quem sabe é só isso que estava a faltar!
domingo, 28 de abril de 2019
Apertem os cintos, último trimestre a começar!
E uma boa maneira de fazer com que o tempo fique ao meu favor é, como sempre, deixar comprada e meio que "preparada" as refeições das crianças, já falei disso aqui outro dia, mas volto ao assunto, porque gosto de partilhar aquilo que eu acho que funciona!
Descobri um talho muito bom, e que tem muitas opções já prontas que tornarão os jantares mesmo rápidos!
Olhem tudo o que eu trouxe por sensivelmente 50 euros!
Folhados, hambúrgueres, nuggets, rolo de carne, carne picada, vem tudo embaladinho, prontinho para congelar! Escolhi tudo que vai ao forno, porque não sou uma mulher de frituras!
Com a carne picada fiz meu preparado de bolonhesa, que dá para três doses, e outra grande para uma lasanha!
O rolo de carne (como aqui em casa, os adultos não jantam, estamos a falar de doses para duas crianças), foi fatiado em 8, duas fatias por refeição, logo 4 jantares já na calha!
Enfim, tudo isso para mostrar como é fácil prevenir e facilitar um pedação da nossa vida!
Hoje já jantaram as fatias do rolo de carne, era uma delícia e foi só colocar no forno, mais nada!
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