Os filhos dos meus filhos não saberão do meu sogro.
Talvez uma palavra aqui, uma foto acolá, mas pouco saberão, pouco quererão saber e pouco terão tempo para o passado, pois haverá uma vida para viver.
E é isso. Nossa eternidade é efêmera ( sounds contraditório).
Essa é a dura verdade, andamos nessa vida, cheios de preocupações, agitados e um dia ela acaba, PUF!!!
E a vida dos outros, por muito que nos ame, por muito que doa, segue.
Há comida para fazer, há luz por apagar, a roupa que está na máquina precisa ser estendida, as contas continuam a cair... Dá a impressão que estamos num carrossel, entendemos a notícia, mas o carrossel continua girando, pensamos sobre o assunto, mas o carrossel segue, estamos nele, não dá para parar.
Em poucos meses é o segundo colega de trabalho que deixa essa vida, de maneira brusca, inesperada, e apesar do susto, apesar da tristeza, o carrossel gira, há encomendas, há bancos, há pedidos, o telefone toca... nós feitos formigas, programadas seguimos e nunca mais vamos vê-los.Acabou.
É assim de simples. Só temos mesmo de aproveitar o que nos resta. O carrossel continua a girar...
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segunda-feira, 25 de novembro de 2019
segunda-feira, 28 de outubro de 2019
Crónicas do mal de amor
Mais uma vez, a Elena Ferrante deixando-me sobressaltada!
Já falei da tetralogia aqui e aqui.
E ontem terminei mais um livro, na verdade três contos.
O Primeiro "Um Estranho Amor", não conseguir terminar, acompanhar, digerir, muito frenético, muito confuso (obviamente para mim), muito estranho, não consegui... talvez em outro momento da minha vida...
O Segundo "Dias de Abandono", maravilhoso. Acho que a autora tem uma capacidade de encontrar títulos, que, depois do livro lido, faz um sentido enorme! É isso, uma imersão profunda num corte, numa dor, é cair num poço e depois submergir.É entrar num "Trem Fantasma" e depois sair.Foi entender que há coisas que tem de ser vividas a seco, engolidas, arrebenta, depois cicatriza. Maravilhoso.
Ontem, terminei o Terceiro e último conto, " A Filha Obscura" e estou a dar voltas e voltas na minha cabeça, tentando entender o fim. A leitura foi maravilhosa, adorei, fiquei colada, mas o fim deixou-me baralhada.
Li aqui e ali, sobre a verdade, a crueldade com que a autora fala sobre a maternidade... sobre nos perdermos nisso de ser mães...
Pois eu acho que se calhar sou pouco profunda, ou resignada, não sei.
A maternidade é dura, é dedicação, mas depois que tive meus filhos, sempre lutei para, dentro de um certo limite, manter minha identidade e os meus desejos, mas sempre soube que a Maria Eugênia de antes deixaria de existir, ou melhor, se transformou. Mesmo porque não os sinto como outras pessoas, mas sim, extensões de mim, não por eles, por mim. Dedicar-me a eles é dedicar-me a mim... toda a minha existência está conectada na deles, como se eles fossem um órgão vital do meu corpo, não há um começo e um fim, é um circuito, depois de tê-los passou a ser assim, a felicidade deles é a minha, assim como a dor, o medo, a angustia, a realização. E não que eu seja uma mãe dedicada, eu só estou mesmo a cuidar de mim, da minha pessoa instalada naquelas pessoas... naquelas duas gentes, que também sou eu, por isso a maternidade, depois de concretizada, nunca foi escolha, depois de existirem ficou assim, uma inevitabilidade.Da qual eu reclamo muito, mas adoro...
Já falei da tetralogia aqui e aqui.
E ontem terminei mais um livro, na verdade três contos.
O Primeiro "Um Estranho Amor", não conseguir terminar, acompanhar, digerir, muito frenético, muito confuso (obviamente para mim), muito estranho, não consegui... talvez em outro momento da minha vida...
O Segundo "Dias de Abandono", maravilhoso. Acho que a autora tem uma capacidade de encontrar títulos, que, depois do livro lido, faz um sentido enorme! É isso, uma imersão profunda num corte, numa dor, é cair num poço e depois submergir.É entrar num "Trem Fantasma" e depois sair.Foi entender que há coisas que tem de ser vividas a seco, engolidas, arrebenta, depois cicatriza. Maravilhoso.
Ontem, terminei o Terceiro e último conto, " A Filha Obscura" e estou a dar voltas e voltas na minha cabeça, tentando entender o fim. A leitura foi maravilhosa, adorei, fiquei colada, mas o fim deixou-me baralhada.
Li aqui e ali, sobre a verdade, a crueldade com que a autora fala sobre a maternidade... sobre nos perdermos nisso de ser mães...
Pois eu acho que se calhar sou pouco profunda, ou resignada, não sei.
A maternidade é dura, é dedicação, mas depois que tive meus filhos, sempre lutei para, dentro de um certo limite, manter minha identidade e os meus desejos, mas sempre soube que a Maria Eugênia de antes deixaria de existir, ou melhor, se transformou. Mesmo porque não os sinto como outras pessoas, mas sim, extensões de mim, não por eles, por mim. Dedicar-me a eles é dedicar-me a mim... toda a minha existência está conectada na deles, como se eles fossem um órgão vital do meu corpo, não há um começo e um fim, é um circuito, depois de tê-los passou a ser assim, a felicidade deles é a minha, assim como a dor, o medo, a angustia, a realização. E não que eu seja uma mãe dedicada, eu só estou mesmo a cuidar de mim, da minha pessoa instalada naquelas pessoas... naquelas duas gentes, que também sou eu, por isso a maternidade, depois de concretizada, nunca foi escolha, depois de existirem ficou assim, uma inevitabilidade.Da qual eu reclamo muito, mas adoro...
terça-feira, 22 de outubro de 2019
Thanks. But No Thanks
Hoje vi no bendito facebook uma senhora a reclamar que não consegue contratar uma empregada doméstica.
Segundo essa senhora, depois de "perder o seu tempo" a entrevistá-la, a candidata refutou a oportunidade de trabalho.
A contratante não compreende como é possível que com uma oportunidade de ganhar acima da média ( segundo ela, o salário seria "suberbo"- soberbo) e todas as condições de trabalho magníficas... Daí ela conclui: "essa gente" não quer é trabalhar.
Eu acho no mínimo estranho que não passe pela cabeça da senhora que talvez, talvez, aquilo que ela propõe não seja adequado a pessoa que está a procura de emprego... Se calhar aquilo que ela acha que é ótimo, para a outra pessoa não seja, talvez não seja nem razoável, e isso não faça dela automaticamente "uma gente que não quer trabalhar".
Talvez a pessoa que procura emprego também possa ser uma grande de uma exigente, ou talvez, alguém que vá a entrevistas por ir, mas que não tenha vontade de trabalhar...
Há muitas hipóteses, mas o meu ponto aqui é o seguinte, eu acredito que o negócio só é bom, se for para as duas partes, se as pessoas estão em sintonia...
Essa mania que as pessoas que empregam tem de achar que estão a fazer uma grande caridade em contratar e que a pessoa que precisa do emprego "só tem que aceitar" é no mínimo antiquada e pouco eficiente.
Acho bom que ainda haja certos trabalhos com fartura, em que a pessoa possa escolher, possa aceitar ou não uma vaga, em consciência, e não por desespero de causa.
E como em todas as relações, as pessoas se adaptam!
Sendo também bastante preconceituosa na minha afirmação, sem conhecer a pessoa que quer contratar, apenas ao ler o texto dela, se fosse eu a ser entrevistada, e se eu tivesse opção, também agradeceria, mas recusaria a proposta ( assim, a partida).
Segundo essa senhora, depois de "perder o seu tempo" a entrevistá-la, a candidata refutou a oportunidade de trabalho.
A contratante não compreende como é possível que com uma oportunidade de ganhar acima da média ( segundo ela, o salário seria "suberbo"- soberbo) e todas as condições de trabalho magníficas... Daí ela conclui: "essa gente" não quer é trabalhar.
Eu acho no mínimo estranho que não passe pela cabeça da senhora que talvez, talvez, aquilo que ela propõe não seja adequado a pessoa que está a procura de emprego... Se calhar aquilo que ela acha que é ótimo, para a outra pessoa não seja, talvez não seja nem razoável, e isso não faça dela automaticamente "uma gente que não quer trabalhar".
Talvez a pessoa que procura emprego também possa ser uma grande de uma exigente, ou talvez, alguém que vá a entrevistas por ir, mas que não tenha vontade de trabalhar...
Há muitas hipóteses, mas o meu ponto aqui é o seguinte, eu acredito que o negócio só é bom, se for para as duas partes, se as pessoas estão em sintonia...
Essa mania que as pessoas que empregam tem de achar que estão a fazer uma grande caridade em contratar e que a pessoa que precisa do emprego "só tem que aceitar" é no mínimo antiquada e pouco eficiente.
Acho bom que ainda haja certos trabalhos com fartura, em que a pessoa possa escolher, possa aceitar ou não uma vaga, em consciência, e não por desespero de causa.
E como em todas as relações, as pessoas se adaptam!
Sendo também bastante preconceituosa na minha afirmação, sem conhecer a pessoa que quer contratar, apenas ao ler o texto dela, se fosse eu a ser entrevistada, e se eu tivesse opção, também agradeceria, mas recusaria a proposta ( assim, a partida).
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
Elogie, elogie e elogie!
Muito sinceramente, das coisas que mais gosto de fazer é poder elogiar alguém, ou alguma coisa.
Me dá prazer, mesmo real.
Comprar algo e poder dizer que é bom, acaba sendo, para mim, uma dupla alegria, porque valeu a pena a compra e poder dizer bem e ver uma pessoa feliz.
Adoro dizer, assim, a quem nunca vi :" esse seu vestido é lindo!". Quer ver uma mulher sorrir é espetar-lhe com um elogio, assim, verdadeiro!
Para os homens que não conheço nunca digo nada, não vão pensar que é uma cantada... mas mordo a língua, porque gosto mesmo de elogiar.
Adoro poder chegar na escola e dizer bem do trabalho da professora, da minha gratidão por isso ou por aquilo.
Adoro descobrir uma nova loja, restaurante e contar para toda gente!
E é verdadeiro, me dá mesmo uma alegria genuína. Adoro poder dizer bem, fazer cartas de louvor.
Já fazer crítica, mesmo que sejam verdadeiras, me custa um bocado. Custa-me, fico triste, lá está, queria mesmo dizer bem.
Antes de criticar penso se tenho mesmo a certeza, repenso...E tento falar com muita, muita suavidade...Não gosto do confronto, detesto magoar, claro que com pessoas de confiança, também falo da vida dos outros, com alguma maldade, não estou dizer de todo que sou fofinha, mas fazer aquela crítica, mesmo dura, frontal, com o intuito de mudar alguma coisa, ou romper com algo,somente se for necessária, caso contrário, disfarço...
Mesmo porque nunca tenho 100% de certeza, e como elogiar não fere, arrisco, criticar, tem que ser bem pensado!
Mas quem é tímido nos elogios, tente, surpreenda alguém com um belo elogio... dá um prazer em ver a felicidade no outro!
Me dá prazer, mesmo real.
Comprar algo e poder dizer que é bom, acaba sendo, para mim, uma dupla alegria, porque valeu a pena a compra e poder dizer bem e ver uma pessoa feliz.
Adoro dizer, assim, a quem nunca vi :" esse seu vestido é lindo!". Quer ver uma mulher sorrir é espetar-lhe com um elogio, assim, verdadeiro!
Para os homens que não conheço nunca digo nada, não vão pensar que é uma cantada... mas mordo a língua, porque gosto mesmo de elogiar.
Adoro poder chegar na escola e dizer bem do trabalho da professora, da minha gratidão por isso ou por aquilo.
Adoro descobrir uma nova loja, restaurante e contar para toda gente!
E é verdadeiro, me dá mesmo uma alegria genuína. Adoro poder dizer bem, fazer cartas de louvor.
Já fazer crítica, mesmo que sejam verdadeiras, me custa um bocado. Custa-me, fico triste, lá está, queria mesmo dizer bem.
Antes de criticar penso se tenho mesmo a certeza, repenso...E tento falar com muita, muita suavidade...Não gosto do confronto, detesto magoar, claro que com pessoas de confiança, também falo da vida dos outros, com alguma maldade, não estou dizer de todo que sou fofinha, mas fazer aquela crítica, mesmo dura, frontal, com o intuito de mudar alguma coisa, ou romper com algo,somente se for necessária, caso contrário, disfarço...
Mesmo porque nunca tenho 100% de certeza, e como elogiar não fere, arrisco, criticar, tem que ser bem pensado!
Mas quem é tímido nos elogios, tente, surpreenda alguém com um belo elogio... dá um prazer em ver a felicidade no outro!
terça-feira, 1 de outubro de 2019
Ser mãe e pessoa ao mesmo tempo!
Hoje, ao fazer um comentário num outro blogue, deu para pensar um bocadinho na minha relação com a maternidade...
Adoro ser mãe, e arrisco em dizer que apesar de toda a trabalheira, toda a dedicação, essa é a fase em que estou sendo mais feliz na minha vida até então.
Dizer que "nasci para ser mãe", talvez seja um grande exagero, ou talvez seja mais pura verdade... eu não sei, porque ao mesmo tempo que gosto muito, também me esforço muito para continuar a ter identidade, vontade própria e algum espaço.
Para mim é completamente nebuloso o limite em que eu diga: " chega, agora é a minha vez". Não consigo saber se quando digo isso eu já dei demais, ou estou sendo egoísta, entendem? Não é algo determinado, é completamente abstrato e passível de julgamento.
Certamente há pessoas que se olhassem a maneira como eu exerço a maternidade, julgariam entre "extremamente má" e outras "extremamente boa" e outras qualquer coisa entre um extremo a outro... enfim, não há um padrão.
Portanto arrisco. E sei que nem sempre consigo ser muito coerente, vou levando, vou vivendo... Num esforço de eliminar qualquer tipo de culpa, sendo generosa na hora de me julgar, pois acredito que uma maneira de fazer meus filhos felizes, e seres humanos que saibam se desculpar, é mostrar que eu sou feliz também, apesar de também errar!
Adoro ser mãe, e arrisco em dizer que apesar de toda a trabalheira, toda a dedicação, essa é a fase em que estou sendo mais feliz na minha vida até então.
Dizer que "nasci para ser mãe", talvez seja um grande exagero, ou talvez seja mais pura verdade... eu não sei, porque ao mesmo tempo que gosto muito, também me esforço muito para continuar a ter identidade, vontade própria e algum espaço.
Para mim é completamente nebuloso o limite em que eu diga: " chega, agora é a minha vez". Não consigo saber se quando digo isso eu já dei demais, ou estou sendo egoísta, entendem? Não é algo determinado, é completamente abstrato e passível de julgamento.
Certamente há pessoas que se olhassem a maneira como eu exerço a maternidade, julgariam entre "extremamente má" e outras "extremamente boa" e outras qualquer coisa entre um extremo a outro... enfim, não há um padrão.
Portanto arrisco. E sei que nem sempre consigo ser muito coerente, vou levando, vou vivendo... Num esforço de eliminar qualquer tipo de culpa, sendo generosa na hora de me julgar, pois acredito que uma maneira de fazer meus filhos felizes, e seres humanos que saibam se desculpar, é mostrar que eu sou feliz também, apesar de também errar!
sábado, 14 de setembro de 2019
Doces ideias...
Na escola da minha filha, a professora do 1º ano acompanha as crianças até o 4º.
No final do 4º ano as crianças que estão a terminar o 1º ciclo, "apadrinham" as que estão a entrar no 1º ano, para a classe da sua antiga- futura professora.
A Pipa teve a sua madrinha, que eu vi se tornar uma linda pré-adolescente, durante os anos que se seguiram, e no final do 4º ano ela tornou-se uma madrinha, de uma linda menina que começava o 1º ano.
Durante o ano passado vi o carinho que a pequenina sempre sentiu pela minha filha. Todas as vezes que se cruzavam na escola era um abraço, um beijinho...
Tivemos as férias de verão, e logo no 1º dia de aulas, a pequenota não veio, e a madrinha, muito preocupada, logo veio perguntar por ela...
No segundo dia de aulas a afilhada voltou, e mataram a saudades, imagino quase garantindo, com um doce abraço e muitos beijinhos (como é habito delas), e a Pipa recebeu uma linda prenda, comprada pela sua protegida durante as férias:
É ou não é uma coisinha mais linda do planeta?
Eu adoro!
Adoro a ideia do apadrinhamento, adoro o que surge daí e o que fica no coração dessas crianças!
Dar e receber, cuidar, ser lembrado...tudo tão importante e muitas vezes esquecido! Parabéns para as professoras, pela ideia e a atitude!
No final do 4º ano as crianças que estão a terminar o 1º ciclo, "apadrinham" as que estão a entrar no 1º ano, para a classe da sua antiga- futura professora.
A Pipa teve a sua madrinha, que eu vi se tornar uma linda pré-adolescente, durante os anos que se seguiram, e no final do 4º ano ela tornou-se uma madrinha, de uma linda menina que começava o 1º ano.
Durante o ano passado vi o carinho que a pequenina sempre sentiu pela minha filha. Todas as vezes que se cruzavam na escola era um abraço, um beijinho...
Tivemos as férias de verão, e logo no 1º dia de aulas, a pequenota não veio, e a madrinha, muito preocupada, logo veio perguntar por ela...
No segundo dia de aulas a afilhada voltou, e mataram a saudades, imagino quase garantindo, com um doce abraço e muitos beijinhos (como é habito delas), e a Pipa recebeu uma linda prenda, comprada pela sua protegida durante as férias:
É ou não é uma coisinha mais linda do planeta?
Eu adoro!
Adoro a ideia do apadrinhamento, adoro o que surge daí e o que fica no coração dessas crianças!
Dar e receber, cuidar, ser lembrado...tudo tão importante e muitas vezes esquecido! Parabéns para as professoras, pela ideia e a atitude!
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
Gordinhos selectivos...
Sempre calha comigo de conhecer gordinhos ou gordões que afirmam veementemente que não comem nada! NADA!
E, quando me veem comer qualquer coisa, fazem uma cara de nojo, como se eu estivesse a comer "cocô frito" e dizem qualquer coisa como: " Você come isso??? Isso tem muito açúcar/gordura/calorias".
O gordinho selectivo nunca chegou perto de um refrigerante, detesta açúcar, tem pânico de chocolate, evita ao máximo carboidratos... Também chega em casa cansado e nunca janta, come uma sopinha (sem batata, pois claro está), e vai dormir.
Quando eu como ao lado de um gordinho selectivo ele sempre está de olho na rapidez com que eu ingiro e faz tantas caretas que até me dá a impressão que eu estou a babar, sei lá. O olhar de incredulidade e reprovação está sempre presente, nem mais me incomoda, eu já habituei...
O gordinho selectivo nunca topa uma extravagância, um sorvete fora de horas, uma fatia de pizza...Imagina! que disparate.Acaba sendo um estraga prazer muitas vezes (tão bom quando temos companhia para o disparate, né?).
O gordinho selectivo nunca fica contente se lembramos dele e levámos uma fatia de qualquer coisa, tudo lhe faz mal, lactose,frutose, natas, sal, manteiga, vento, ar...
O gordinho sempre deixa no prato uma boa quantidade de comida, e exclama " é muito para mim! não sei como você consegue".
Enfim, o gordinho selectivo para mim é um grande mistério...
E, quando me veem comer qualquer coisa, fazem uma cara de nojo, como se eu estivesse a comer "cocô frito" e dizem qualquer coisa como: " Você come isso??? Isso tem muito açúcar/gordura/calorias".
O gordinho selectivo nunca chegou perto de um refrigerante, detesta açúcar, tem pânico de chocolate, evita ao máximo carboidratos... Também chega em casa cansado e nunca janta, come uma sopinha (sem batata, pois claro está), e vai dormir.
Quando eu como ao lado de um gordinho selectivo ele sempre está de olho na rapidez com que eu ingiro e faz tantas caretas que até me dá a impressão que eu estou a babar, sei lá. O olhar de incredulidade e reprovação está sempre presente, nem mais me incomoda, eu já habituei...
O gordinho selectivo nunca topa uma extravagância, um sorvete fora de horas, uma fatia de pizza...Imagina! que disparate.Acaba sendo um estraga prazer muitas vezes (tão bom quando temos companhia para o disparate, né?).
O gordinho selectivo nunca fica contente se lembramos dele e levámos uma fatia de qualquer coisa, tudo lhe faz mal, lactose,frutose, natas, sal, manteiga, vento, ar...
O gordinho sempre deixa no prato uma boa quantidade de comida, e exclama " é muito para mim! não sei como você consegue".
Enfim, o gordinho selectivo para mim é um grande mistério...
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
A Casa e a sua Alma
Estive, como tem sido há muitos anos, a passar as férias no sul da Espanha e lá ouvi uma bonita história, a qual não quero esquecer, e por isso, coloco aqui, para partilhar e para reter.
Soube de uma família, que ainda vivia em Angola (quando era colônia de Portugal) e por volta de 1974 compra um apartamento no sul da Espanha, na Isla Canela, para poder desfrutar nos verões.
Aconteceu a revolução e essa família teve que voltar para Portugal e a partir daí, todos os meses de Setembro foram passados em Ayamonte.
Pelo menos uns 20 verões, com muitas histórias, muitas memórias para contar.
A casa conheceu os filhos meninos e os viu tornarem-se homens.
A casa conheceu o cãzinho da família.
A casa conheceu a avó.
A casa recebeu amigos queridos, que já partiram.
A casa conheceu os netos do casal que comprou a casa.
A casa soube da partida do dono da casa para outro plano.
E depois a casa foi ficando velhinha e a casa começou a receber outras pessoas, e a família , por muitas razões já não lá ficava, e passaram mais 20 anos, onde as visitas foram mais escassas, mais fugazes.
A família decidiu vender a casa, ela tinha cumprido seu papel, durante muitos anos tinha servido à essa família, e essa família tinha amado muito a casa.
Mas tudo tem um fim...
Sem grandes dramas a família foi vender a casa, e, na burocracia típica dos países latinos, aquilo foi mais complicado que o esperado. Por causa da complicação, a família dona da casa, acabou por conhecer os futuros proprietários, e houve tempo para troca de informações, de um começo de amizade e uma grande empatia.
Eis, que o futuro dono da casa disse que estava muito feliz, pois queria comprar uma casa com uma história e, de preferência, uma história feliz. Conseguiu atingir o seu objetivo, conheceu a família, soube da um pouco da história e reteve a alma da casa. Até tiraram uma foto juntos e ficaram todos com o coração cheio.
Fico a imaginar a casa a ficar feliz, a saber que depois de tantos anos voltará a sentir a emoção dos primeiros encontros e o retorno animado da vida!
Adorei a história, e desejo muitas felicidades para todos envolvidos... inclusive à casa!
Soube de uma família, que ainda vivia em Angola (quando era colônia de Portugal) e por volta de 1974 compra um apartamento no sul da Espanha, na Isla Canela, para poder desfrutar nos verões.
Aconteceu a revolução e essa família teve que voltar para Portugal e a partir daí, todos os meses de Setembro foram passados em Ayamonte.
Pelo menos uns 20 verões, com muitas histórias, muitas memórias para contar.
A casa conheceu os filhos meninos e os viu tornarem-se homens.
A casa conheceu o cãzinho da família.
A casa conheceu a avó.
A casa recebeu amigos queridos, que já partiram.
A casa conheceu os netos do casal que comprou a casa.
A casa soube da partida do dono da casa para outro plano.
E depois a casa foi ficando velhinha e a casa começou a receber outras pessoas, e a família , por muitas razões já não lá ficava, e passaram mais 20 anos, onde as visitas foram mais escassas, mais fugazes.
A família decidiu vender a casa, ela tinha cumprido seu papel, durante muitos anos tinha servido à essa família, e essa família tinha amado muito a casa.
Mas tudo tem um fim...
Sem grandes dramas a família foi vender a casa, e, na burocracia típica dos países latinos, aquilo foi mais complicado que o esperado. Por causa da complicação, a família dona da casa, acabou por conhecer os futuros proprietários, e houve tempo para troca de informações, de um começo de amizade e uma grande empatia.
Eis, que o futuro dono da casa disse que estava muito feliz, pois queria comprar uma casa com uma história e, de preferência, uma história feliz. Conseguiu atingir o seu objetivo, conheceu a família, soube da um pouco da história e reteve a alma da casa. Até tiraram uma foto juntos e ficaram todos com o coração cheio.
Fico a imaginar a casa a ficar feliz, a saber que depois de tantos anos voltará a sentir a emoção dos primeiros encontros e o retorno animado da vida!
Adorei a história, e desejo muitas felicidades para todos envolvidos... inclusive à casa!
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Lições dos anos...
É impossível fazer aniversário e escapar a fazer uma análise do nosso percurso...
Ainda mais quando a idade vai avançando e a história vai ficando cada vez mais comprida e rica.
Fiz 46, e, como sempre achei que passou rápido demais.
Ainda acho que a vida está começando, e já vivi mais de metade dela (com sorte, se chegar aos 90!).
E o tempo todo, vou lembrando de história que me marcaram...Vou contar uma delas:
Acho que no geral, as pessoas no Brasil não são preconceituosas, não ria, é sério. Acho que o único preconceito que o brasileiro tem é com gente pobre.
Pronto, de uma maneira simples, é assim, se a pessoa é rica, pode ser ignorante, ter mau carácter, só falar "abobrinha"...não importa, é rica, está valendo! E infelizmente, no contrário é também verdade, a pessoa pode ser íntegra, culta, criativa, mas se não tem muito dinheiro, para muita gente, "não vale nada"...
Isso é no GERAL, não digo que a população toda seja assim! E é a minha visão, que vale o que vale.
Tanto que é super normal fazer piada com pobre no Brasil (Caco Antibes que o diga!), coisa que eu nunca vejo aqui em Portugal. Aliás, as vezes que eu ri, ou fiz alguma piada, associada a condição financeira de outra pessoa, fui olhada com espanto, não caiu bem.
Tudo isso para que eu chegasse a esse pequeno momento da minha vida, que ficou para sempre guardado na minha memória, que embora não tenha me corrigido para todo o sempre, fica sempre no meu subconsciente...
Tinha eu uns 14 anos, e estava numa "turminha" no edifício "Condomínio Fumagalli" , sentada nas escadas, conversando com os meus amigos, e começa a chover, eu, do alto da minha vida inútil, olho para o ponto de ônibus, e vejo um monte de gente, se espremendo no espaço coberto e na minha idiotice, na minha crença de superioridade, olho para aquela "gentalha" e faço uma observação jocosa, preconceituosa sobre as pessoas que ali estavam (honestamente não me lembro o que disse).
Do meu lado estava o Dario Romeu, um amigo, que deve ser uns 3 anos mais velho que eu, portanto com 17 anos, ele olha para mim, com todo o carinho, e explica, sem dar bronca, o quanto cada pessoa que ali se espremia devia ter trabalhado o dia inteiro, que ali havia pais de família, que ali havia "gente de luta", que muito provavelmente tinha muito valor enquanto pessoa, e que eu, uma garota, que ainda pouco conhecia da dureza da vida não deveria nunca gozar com outras pessoas, só por não terem dinheiro. Fiquei com vergonha, mas o Dariozinho falou comigo parecendo entender que eu estava sendo apenas tonta, não má pessoa.Porque o preconceito muitas vezes é algo que fazemos sem pensar, mesmo por não refletir, repetimos atitudes...
Infelizmente a lição não dissipou totalmente todos os meus preconceitos, mas ela fica ali, latente em algum lugar do meu inconsciente, prontinha para me cobrar, quando sou babaca.
Duvido que o Dario se lembre disso, mas sem dúvida, o que ele ensinou, eu nunca esqueci!
Mesmo depois de de 32 anos...
Ainda mais quando a idade vai avançando e a história vai ficando cada vez mais comprida e rica.
Fiz 46, e, como sempre achei que passou rápido demais.
Ainda acho que a vida está começando, e já vivi mais de metade dela (com sorte, se chegar aos 90!).
E o tempo todo, vou lembrando de história que me marcaram...Vou contar uma delas:
Acho que no geral, as pessoas no Brasil não são preconceituosas, não ria, é sério. Acho que o único preconceito que o brasileiro tem é com gente pobre.
Pronto, de uma maneira simples, é assim, se a pessoa é rica, pode ser ignorante, ter mau carácter, só falar "abobrinha"...não importa, é rica, está valendo! E infelizmente, no contrário é também verdade, a pessoa pode ser íntegra, culta, criativa, mas se não tem muito dinheiro, para muita gente, "não vale nada"...
Isso é no GERAL, não digo que a população toda seja assim! E é a minha visão, que vale o que vale.
Tanto que é super normal fazer piada com pobre no Brasil (Caco Antibes que o diga!), coisa que eu nunca vejo aqui em Portugal. Aliás, as vezes que eu ri, ou fiz alguma piada, associada a condição financeira de outra pessoa, fui olhada com espanto, não caiu bem.
Tudo isso para que eu chegasse a esse pequeno momento da minha vida, que ficou para sempre guardado na minha memória, que embora não tenha me corrigido para todo o sempre, fica sempre no meu subconsciente...
Tinha eu uns 14 anos, e estava numa "turminha" no edifício "Condomínio Fumagalli" , sentada nas escadas, conversando com os meus amigos, e começa a chover, eu, do alto da minha vida inútil, olho para o ponto de ônibus, e vejo um monte de gente, se espremendo no espaço coberto e na minha idiotice, na minha crença de superioridade, olho para aquela "gentalha" e faço uma observação jocosa, preconceituosa sobre as pessoas que ali estavam (honestamente não me lembro o que disse).
Do meu lado estava o Dario Romeu, um amigo, que deve ser uns 3 anos mais velho que eu, portanto com 17 anos, ele olha para mim, com todo o carinho, e explica, sem dar bronca, o quanto cada pessoa que ali se espremia devia ter trabalhado o dia inteiro, que ali havia pais de família, que ali havia "gente de luta", que muito provavelmente tinha muito valor enquanto pessoa, e que eu, uma garota, que ainda pouco conhecia da dureza da vida não deveria nunca gozar com outras pessoas, só por não terem dinheiro. Fiquei com vergonha, mas o Dariozinho falou comigo parecendo entender que eu estava sendo apenas tonta, não má pessoa.Porque o preconceito muitas vezes é algo que fazemos sem pensar, mesmo por não refletir, repetimos atitudes...
Infelizmente a lição não dissipou totalmente todos os meus preconceitos, mas ela fica ali, latente em algum lugar do meu inconsciente, prontinha para me cobrar, quando sou babaca.
Duvido que o Dario se lembre disso, mas sem dúvida, o que ele ensinou, eu nunca esqueci!
Mesmo depois de de 32 anos...
terça-feira, 4 de junho de 2019
About happiness...
Esse sábado fui com a Pipa no seu primeiro show, e foi logo o Ed Sheeran.
Foi mesmo maravilhoso, tudo!
Como ganhámos os bilhetes e havia a notícia de muitas restrições na entrada, pensamos que haveria uma hipótese enorme de que não conseguiríamos entrar e, por essa razão a emoção foi ainda maior...
Quando nos vimos dentro do estádio foi aquela felicidade!
Depois foi reviver a emoção do primeiro espetáculo através das reações da minha filha, ver 60 000 pessoas cantando e dançando unidas, ver um ídolo de longe, mas ao mesmo tempo ao vivo, ai... sem palavras!
Uma noite de verão (mesmo ainda não sendo verão), super agradável, muita gente feliz, realizando um sonho, enfim uma vibração incrível, uma emoção, daquelas que ficarão guardadas para sempre na minha memória de um momento feliz!
Fico eternamente grata à pessoa que nos ofereceu os bilhetes, tenho mesmo muita fé que essa pessoa vai ser muito feliz, porque merece, sempre mereceu.
Fico feliz à vida, por me dar momentos assim, de grande harmonia e alegria!
Foi mesmo maravilhoso, tudo!
Como ganhámos os bilhetes e havia a notícia de muitas restrições na entrada, pensamos que haveria uma hipótese enorme de que não conseguiríamos entrar e, por essa razão a emoção foi ainda maior...
Quando nos vimos dentro do estádio foi aquela felicidade!
Depois foi reviver a emoção do primeiro espetáculo através das reações da minha filha, ver 60 000 pessoas cantando e dançando unidas, ver um ídolo de longe, mas ao mesmo tempo ao vivo, ai... sem palavras!
Uma noite de verão (mesmo ainda não sendo verão), super agradável, muita gente feliz, realizando um sonho, enfim uma vibração incrível, uma emoção, daquelas que ficarão guardadas para sempre na minha memória de um momento feliz!
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| Ainda sou do tempo dos isqueiros... |
Fico feliz à vida, por me dar momentos assim, de grande harmonia e alegria!
terça-feira, 19 de março de 2019
Porque hoje éo Dia do Pai...
Durante o namoro, vi uma foto do meu marido a segurar um bebê, filho de um amigo dele.
Naquele instante senti uma emoção forte, não sei explicar, uma admiração, um carinho, uma certeza, um desejo de que ele, o meu namorado, se tornasse um dia o pai dos meus filhos.
Felizmente o meu desejo se realizou, e a minha certeza estava certa... escolhi o melhor pai que eu poderia escolher e isso é das coisas mais importantes na minha vida. Partilhar o que eu tenho de mais precioso com alguém que os ama, educa, dá carinho, protege, ajuda, diverte é sem dúvida uma paz!
Foi uma bela escolha!
Quanto ao meu pai, ficou tudo dito aqui, sobrou pouco por dizer!
Naquele instante senti uma emoção forte, não sei explicar, uma admiração, um carinho, uma certeza, um desejo de que ele, o meu namorado, se tornasse um dia o pai dos meus filhos.
Felizmente o meu desejo se realizou, e a minha certeza estava certa... escolhi o melhor pai que eu poderia escolher e isso é das coisas mais importantes na minha vida. Partilhar o que eu tenho de mais precioso com alguém que os ama, educa, dá carinho, protege, ajuda, diverte é sem dúvida uma paz!
Foi uma bela escolha!
Quanto ao meu pai, ficou tudo dito aqui, sobrou pouco por dizer!
quinta-feira, 14 de março de 2019
Preparando para frustração!
Hoje li no Facebook a seguinte frase de um amigo, o Marcel Camargo:
"Digam não, digam não muitas vezes. As crianças precisam aprender que a vida não vai dar certo em tudo, que elas provavelmente não comprarão tudo o que quiserem, que haverá pessoas que não gostarão delas e não as amarão de volta. Não romantizem sofrimento, nem violência. O que faz mal e machuca não tem graça e não deve ser tolerado. Ensinem que as pessoas só mudam por si próprias e que, quando a gente se coloca no lugar do outro, a gente consegue entender muita coisa e ser menos injusto. Ensinem que procurar ajuda não é feio, que psicólogo não serve só "pra gente louca". E não esqueçam: ensinem as crianças a amar, sempre. Falta amor neste mundo que adoece a cada dia..."
Achei muito sábio e concordei. Complementei com a seguinte afirmação:
...complemento dizendo, que muitas vezes combinamos coisas com as crianças, mas depois acontece coisas que fazem com que não possamos cumprir com o combinado e acabo por dizer: " tentei, não deu, vamos ver se conseguimos na próxima". Já fui criticada nessas atitudes, pois segundo os críticos, não se pode voltar atrás... e me pergunto: quantas vezes na vida achamos que vamos fazer/comprar/ir qualquer coisa e de repente não dá? É a vida, acho que as crianças tem de estar preparadas paras as adversidades. Não mentir, mas explicar que: " olha eu tentei, mas dessa vez não deu! " Paciência, se der vamos na próxima. Essa coisa de criar um mundo onde a criança não pode se decepcionar, em que somos (pais) infalíveis é no mínimo, estar a retardar as frustrações que a vida lhes irá trazer, e fazer com que estejam muito menos receptíveis para tal! Enquanto mãe eu erro, eu acerto, eu desisto, eu luto, eu digo que sim, que não, sou justa e injusta, peço desculpas,me zango, volto atrás e eles percebem que apesar de eu amá-los incondicionalmente, sou um ser humano normal!
É isso minha gente, ensinar a criançada perceber que somos todos humanos, com sentimentos, com falhas, com virtudes!
Isso de criar um mundo almofadado para as crianças, como se pudéssemos garantir que nada nunca iria frustrá-los é muito perigoso! Não pode dar bom resultado!
Temos criar gente com empatia, que perceba e respeite o outro e que saiba que também erra, aprenda a assumir as culpas, que lidem bem com os próprios erros!
Uma mãe fazer mais do que é razoável, dar o que não tem, dá mal resultado, a criança cresce achando que o normal é que tudo seja permitido, fácil e sobretudo é devido!
"Digam não, digam não muitas vezes. As crianças precisam aprender que a vida não vai dar certo em tudo, que elas provavelmente não comprarão tudo o que quiserem, que haverá pessoas que não gostarão delas e não as amarão de volta. Não romantizem sofrimento, nem violência. O que faz mal e machuca não tem graça e não deve ser tolerado. Ensinem que as pessoas só mudam por si próprias e que, quando a gente se coloca no lugar do outro, a gente consegue entender muita coisa e ser menos injusto. Ensinem que procurar ajuda não é feio, que psicólogo não serve só "pra gente louca". E não esqueçam: ensinem as crianças a amar, sempre. Falta amor neste mundo que adoece a cada dia..."
Achei muito sábio e concordei. Complementei com a seguinte afirmação:
...complemento dizendo, que muitas vezes combinamos coisas com as crianças, mas depois acontece coisas que fazem com que não possamos cumprir com o combinado e acabo por dizer: " tentei, não deu, vamos ver se conseguimos na próxima". Já fui criticada nessas atitudes, pois segundo os críticos, não se pode voltar atrás... e me pergunto: quantas vezes na vida achamos que vamos fazer/comprar/ir qualquer coisa e de repente não dá? É a vida, acho que as crianças tem de estar preparadas paras as adversidades. Não mentir, mas explicar que: " olha eu tentei, mas dessa vez não deu! " Paciência, se der vamos na próxima. Essa coisa de criar um mundo onde a criança não pode se decepcionar, em que somos (pais) infalíveis é no mínimo, estar a retardar as frustrações que a vida lhes irá trazer, e fazer com que estejam muito menos receptíveis para tal! Enquanto mãe eu erro, eu acerto, eu desisto, eu luto, eu digo que sim, que não, sou justa e injusta, peço desculpas,me zango, volto atrás e eles percebem que apesar de eu amá-los incondicionalmente, sou um ser humano normal!
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| Acreditem, a coisa piorou ainda mais nesses 9 anos! |
É isso minha gente, ensinar a criançada perceber que somos todos humanos, com sentimentos, com falhas, com virtudes!
Isso de criar um mundo almofadado para as crianças, como se pudéssemos garantir que nada nunca iria frustrá-los é muito perigoso! Não pode dar bom resultado!
Temos criar gente com empatia, que perceba e respeite o outro e que saiba que também erra, aprenda a assumir as culpas, que lidem bem com os próprios erros!
Uma mãe fazer mais do que é razoável, dar o que não tem, dá mal resultado, a criança cresce achando que o normal é que tudo seja permitido, fácil e sobretudo é devido!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
A Tetralogia de Elena Ferrante...
Já há muito tempo não lia nada assim tão bom!
Falei aqui sobre o 1º livro da tetralogia de Elena Ferrante.
Depois segui lendo os outros 3...
Ontem acabou essa maravilhosa viagem...
Nem sei dizer o quanto adorei esses livros! O quanto me fizeram companhia, o quanto me fizeram viajar.
Não gosto de contar nada, para não estragar a surpresa...e a história surpreende...
Acho que vai fazer parte de mim, como outrora a família "Terra Carambá"( O Tempo e o Vento), a família "Arcádio Buendía"(Cem anos de Solidão), e muitas outras histórias, fundiram-se na minha vida, e ficaram lá em alguma parte das minhas lembranças,e muitas vezes vem à tona, com uma lembrança dolorida, mas boa...
Saindo do livro, e voltando a minha existência comum, quero contar que dessa tetralogia, houve uma coincidência engraçada, tive a sorte de ganhar o primeiro livro "Uma Amiga Genial", de uma grande amiga, a Sílvia, e de receber o quarto livro "História da Menina Perdida", de outra grande amiga, a Alexandra.Como muitas coisas que já vivemos juntas, essa será uma das que eu também nunca vou esquecer, elas (minha amigas reais e também geniais), ficarão associadas a essa lembrança, e muito mais do que um livro, papel cheio de letras com um valor definido, ofereceram-me uma viagem, uma emoção! Muito obrigadas queridas, adoro vocês!
Ai... agora sinto-me orfã! Mas de alma cheia!
Falei aqui sobre o 1º livro da tetralogia de Elena Ferrante.
Depois segui lendo os outros 3...
Ontem acabou essa maravilhosa viagem...
Nem sei dizer o quanto adorei esses livros! O quanto me fizeram companhia, o quanto me fizeram viajar.
Não gosto de contar nada, para não estragar a surpresa...e a história surpreende...
Acho que vai fazer parte de mim, como outrora a família "Terra Carambá"( O Tempo e o Vento), a família "Arcádio Buendía"(Cem anos de Solidão), e muitas outras histórias, fundiram-se na minha vida, e ficaram lá em alguma parte das minhas lembranças,e muitas vezes vem à tona, com uma lembrança dolorida, mas boa...
Saindo do livro, e voltando a minha existência comum, quero contar que dessa tetralogia, houve uma coincidência engraçada, tive a sorte de ganhar o primeiro livro "Uma Amiga Genial", de uma grande amiga, a Sílvia, e de receber o quarto livro "História da Menina Perdida", de outra grande amiga, a Alexandra.Como muitas coisas que já vivemos juntas, essa será uma das que eu também nunca vou esquecer, elas (minha amigas reais e também geniais), ficarão associadas a essa lembrança, e muito mais do que um livro, papel cheio de letras com um valor definido, ofereceram-me uma viagem, uma emoção! Muito obrigadas queridas, adoro vocês!
Ai... agora sinto-me orfã! Mas de alma cheia!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Quando o importante se torna urgente!
Acabei de ler no blogue " Dias de uma princesa" , uma pergunta, que quer saber se existe uma frase que consideramos que fomos nós que a inventamos.
Logo veio a minha cabeça um lema que tenho me imposto na vida, já há alguns anos:
" Não deixar o importante se tornar urgente".
Explico, tudo aquilo que considero que é importante, como documentos, pagamentos, vacinas, consultas médicas, compra de remédios, prazos etc... tem que ser feito atempadamente, por que caso contrário é o caos!
Das coisas que tenho para resolver tento sempre me certificar se aquilo pode trazer consequências mais chatas, ou até mesmo graves, daí, me obrigo a resolver rapidamente, como se fosse "tirar a mãe da forca", assim, pelo menos essas coisas ficam resolvidas e evito trazer maiores problemas para a minha vida (nervoso, ansiedade, filas, multas etc...)!
BI, passaporte, marcação de consulta, pagamentos...e pá, tento fazer muito antes de qualquer uma dessas coisas passar da validade!
Pronto, essa é a minha resposta!
Logo veio a minha cabeça um lema que tenho me imposto na vida, já há alguns anos:
" Não deixar o importante se tornar urgente".
Explico, tudo aquilo que considero que é importante, como documentos, pagamentos, vacinas, consultas médicas, compra de remédios, prazos etc... tem que ser feito atempadamente, por que caso contrário é o caos!
Das coisas que tenho para resolver tento sempre me certificar se aquilo pode trazer consequências mais chatas, ou até mesmo graves, daí, me obrigo a resolver rapidamente, como se fosse "tirar a mãe da forca", assim, pelo menos essas coisas ficam resolvidas e evito trazer maiores problemas para a minha vida (nervoso, ansiedade, filas, multas etc...)!
BI, passaporte, marcação de consulta, pagamentos...e pá, tento fazer muito antes de qualquer uma dessas coisas passar da validade!
Pronto, essa é a minha resposta!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Respeite os direitos autorais!!!
Sou, provavelmente, uma das pessoas mais implicantes do planeta.
Na coleção das minhas implicâncias, uma de destaque é a falta de originalidade das pessoas.
Detesto quando uma pessoa repete a uma ideia de outrem e fala na 1ª pessoa, sem dar crédito à fonte da ideia.
Obviamente nossos pensamentos são baseados em uma porção de vivências que vamos tendo, concordando e assimilando. Acho impossível determinar onde acaba o pensamento de outra pessoa, e começa o meu, mas consigo acrescentar algo, diminuir alguma coisa, penso, logo, nem sempre repito exatamente a ideia. Mas, no caso de eu pensar a mesma coisa, a ponto de repetir a mesma ideia, acho importante dizer algo do gênero: " Como diz tal pessoa, acho isso".
Odeio, odeio, ouvir com atenção alguém e depois perceber que aquilo foi uma repetição, nada original. Irrita-me, que posso fazer?
Detesto quem tem "gurus" e os seguem cegamente. Pensam igualzinho, acham graça nas mesmas coisas, acham beleza nas mesmas coisas... Eu gosto de muita gente, queria ser como muita gente, mas acho que continuo sendo euzinha, não consigo ter uma admiração desmedida... mas lá está, se calhar acabo sempre por implicar com alguma coisa, inclusive com aqueles que eu admiro...
Destesto quem segue um partido político cegamente, um time, uma pessoa, e odeio sobretudo quando a pessoa faz aquele ar sobranceiro e ... repete a ideia de outra pessoa!
Prefiro errar, prefiro ser básica, mas ser original.
Na coleção das minhas implicâncias, uma de destaque é a falta de originalidade das pessoas.
Detesto quando uma pessoa repete a uma ideia de outrem e fala na 1ª pessoa, sem dar crédito à fonte da ideia.
Obviamente nossos pensamentos são baseados em uma porção de vivências que vamos tendo, concordando e assimilando. Acho impossível determinar onde acaba o pensamento de outra pessoa, e começa o meu, mas consigo acrescentar algo, diminuir alguma coisa, penso, logo, nem sempre repito exatamente a ideia. Mas, no caso de eu pensar a mesma coisa, a ponto de repetir a mesma ideia, acho importante dizer algo do gênero: " Como diz tal pessoa, acho isso".
Odeio, odeio, ouvir com atenção alguém e depois perceber que aquilo foi uma repetição, nada original. Irrita-me, que posso fazer?
Detesto quem tem "gurus" e os seguem cegamente. Pensam igualzinho, acham graça nas mesmas coisas, acham beleza nas mesmas coisas... Eu gosto de muita gente, queria ser como muita gente, mas acho que continuo sendo euzinha, não consigo ter uma admiração desmedida... mas lá está, se calhar acabo sempre por implicar com alguma coisa, inclusive com aqueles que eu admiro...
Destesto quem segue um partido político cegamente, um time, uma pessoa, e odeio sobretudo quando a pessoa faz aquele ar sobranceiro e ... repete a ideia de outra pessoa!
Prefiro errar, prefiro ser básica, mas ser original.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Uma questão de orgulho
Li algures, aqui e ali, meio enviesadamente, que um escritor francês, chamado Yann Moix, declarou que não sente atração por mulheres de 50 anos, que prefere as de 25.
Bem, gerou uma celeuma a volta do assunto, tanta mulher indignada!
Em primeiro lugar, acho que é meio óbvio, uma mulher de 25 bem feita, tem vantagens físicas para uma mulher de 50 também bem feita. A pele, o brilho, os cabelos naturais, na minha opinião nunca se comparam, é uma questão de juventude! Estou com 45 anos e tenho amigas com filhas na onda dos 20 anos, e seria patético querer me comparar com qualquer uma delas. Somos diferentes, qual a dúvida?
Em segundo lugar, acho que o senhor pode gostar do que ele gostar, eu nem o conheço, porque me ofenderia com a opinião de um homem que eu não conheço? Aliás, se meu marido me dissesse que ele acha mais atraente uma mulher 20 anos mais nova que eu... qual o espanto? Mas não é óbvio?
( claro que diferente seria ele dizer que vai me deixar para ficar com outra, onde entram questões de personalidade, passado em comum, mas mesmo assim, se tal acontecesse, olha... era a vida... )
Em último, mas mais importante, na minha opinião, euzinha, jamais, jamais, iria discutir ou argumentar com alguém se tal pessoa me dissesse que eu não sou atraente... caramba, não acha, não acha, é gosto FOR GOD SAKE! Não tem como eu convencer que eu " ainda valho a pena" , aliás, coisinha humilhante essa de ficar a discutir a minha aparência com alguém, não acham?
É a vida, mulherada...
Um pequeno conselho... preocupe-se com quem gosta de você, com quem lhe curte...O tal francês não curte, como imagino que 99,99999999999999999999999999% da população também não... ele só declarou... e lá o cão do meu vizinho latiu... and life goes on!
Bem, gerou uma celeuma a volta do assunto, tanta mulher indignada!
Em primeiro lugar, acho que é meio óbvio, uma mulher de 25 bem feita, tem vantagens físicas para uma mulher de 50 também bem feita. A pele, o brilho, os cabelos naturais, na minha opinião nunca se comparam, é uma questão de juventude! Estou com 45 anos e tenho amigas com filhas na onda dos 20 anos, e seria patético querer me comparar com qualquer uma delas. Somos diferentes, qual a dúvida?
Em segundo lugar, acho que o senhor pode gostar do que ele gostar, eu nem o conheço, porque me ofenderia com a opinião de um homem que eu não conheço? Aliás, se meu marido me dissesse que ele acha mais atraente uma mulher 20 anos mais nova que eu... qual o espanto? Mas não é óbvio?
( claro que diferente seria ele dizer que vai me deixar para ficar com outra, onde entram questões de personalidade, passado em comum, mas mesmo assim, se tal acontecesse, olha... era a vida... )
Em último, mas mais importante, na minha opinião, euzinha, jamais, jamais, iria discutir ou argumentar com alguém se tal pessoa me dissesse que eu não sou atraente... caramba, não acha, não acha, é gosto FOR GOD SAKE! Não tem como eu convencer que eu " ainda valho a pena" , aliás, coisinha humilhante essa de ficar a discutir a minha aparência com alguém, não acham?
É a vida, mulherada...
Um pequeno conselho... preocupe-se com quem gosta de você, com quem lhe curte...O tal francês não curte, como imagino que 99,99999999999999999999999999% da população também não... ele só declarou... e lá o cão do meu vizinho latiu... and life goes on!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
2019...
Essa coisa de um novo ano... tão estranho.
Por que, apesar de estar nessa vida já há muitos anos, eu ainda tenho a sensação que com um novo título, para uma determinada quantidade de tempo, algo vai mudar?
O que que muda? O que era na segunda que mudou na terça? (Além da certeza que vou errar muitas cartas, insistindo no 2018....)
Já deveria ter aprendido que tudo segue mais ou menos como sempre...mas há qualquer coisa que cheira a esperança, que cheira a mais uma chance, mais uma oportunidade, ou, um virar de uma ampulheta, que faz a contagem começar novamente e nos revestir de uma força inicial, que ficou há algum tempo pelo caminho.
Sei lá, racionalmente a passagem de ano não traz nenhuma mudança acarretada, é mesmo e apenas uma mudança de ano, que vale o que vale, e aí, nesse ponto que acredito que todos nos agarramos, o valor de um novo botão de START, uma validade que ganhamos, para ver o que vamos fazer nessa nova fase...
Quero acreditar que 2019 vai ser um ano espetacular, que vou aprender fazer coisas novas, que vou conhecer novos lugares, que vou desfrutar muito. Sim, verdade, estou com esperança e vou me esforçar para que seja um ano FANTÁSTICO!
Por que, apesar de estar nessa vida já há muitos anos, eu ainda tenho a sensação que com um novo título, para uma determinada quantidade de tempo, algo vai mudar?
O que que muda? O que era na segunda que mudou na terça? (Além da certeza que vou errar muitas cartas, insistindo no 2018....)
Já deveria ter aprendido que tudo segue mais ou menos como sempre...mas há qualquer coisa que cheira a esperança, que cheira a mais uma chance, mais uma oportunidade, ou, um virar de uma ampulheta, que faz a contagem começar novamente e nos revestir de uma força inicial, que ficou há algum tempo pelo caminho.
Sei lá, racionalmente a passagem de ano não traz nenhuma mudança acarretada, é mesmo e apenas uma mudança de ano, que vale o que vale, e aí, nesse ponto que acredito que todos nos agarramos, o valor de um novo botão de START, uma validade que ganhamos, para ver o que vamos fazer nessa nova fase...
Quero acreditar que 2019 vai ser um ano espetacular, que vou aprender fazer coisas novas, que vou conhecer novos lugares, que vou desfrutar muito. Sim, verdade, estou com esperança e vou me esforçar para que seja um ano FANTÁSTICO!
domingo, 30 de dezembro de 2018
São Silvestre 2018!
Há anos que participo em mini- maratonas (10 km), mas, não sei a razão, esse ano me
empenhei um bocadinho. Geralmente chegava no dia da prova sem nenhum
preparo, e simplesmente corria... era pelo convívio, era um programa
como outro qualquer. Esse ano não foi muito diferente, mas a verdade
é que treinei durante umas duas semanas, um treino fraquinho, mas um
treino. O que para muitos seria algo patético, para mim foi uma pequena
mudança, um esforço. Melhorei muito meu tempo, de péssimo fui para mal,
mas... foi uma evolução.
E é basicamente isso que quero para minha vida, um certo equilíbrio, melhorar sem perder a perspectiva, exigir de mim mesma, mas também saber me congratular, reconhecer minhas forças e minhas fraquezas... e continuar a ser feliz!
São Silvestre de Lisboa...Done! Fiquei contente comigo mesma!
E é basicamente isso que quero para minha vida, um certo equilíbrio, melhorar sem perder a perspectiva, exigir de mim mesma, mas também saber me congratular, reconhecer minhas forças e minhas fraquezas... e continuar a ser feliz!
São Silvestre de Lisboa...Done! Fiquei contente comigo mesma!
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Negar o que é bom...
Alguém já teve a sensação de estar rodeado de pessoas que torcem contra, ou aparentemente, torcem contra, apenas porque não tem a mesma motivação?
Explico.
Eu pude colocar meus filhos em várias atividades ( quando digo pude, é com muita gratidão, porque tive o tempo, o dinheiro e a colaboração dos meus filhos, enfim, tive tudo a favor), desde os 4 anos, e depois eles foram escolhendo aquelas que mais gostavam.
Eles fazem muitas coisas sim, mas temos conseguido "levar o barco adiante", e eles tem desenvolvido bem, não sendo brilhantes, são crianças que vão aprendendo um pouco de tudo... Mas sempre tem alguém a torcer o nariz e dizer: Mas eles tem tempo de brincar?
Tem, meu povo, tem. Tem amigos, tem fins de semana, tem a casa da avó e muito tempo em tablet!
Eu gosto de cozinhar, e quando conto que fiz alguma coisa, alguém diz: " Credo, mas perde tempo fazendo isso?". Perco...povo, aliás ganho... o saber não ocupa espaço e sinto imenso prazer quando alguém elogia algum prato que eu fiz, fico mesmo feliz.
Quando vou à ginástica, sempre tem alguém a dizer: " Credo, para que ginástica?" . Esse eu nem repondo, claro que toda a gente sabe a razão da ginástica... não é?
Da vontade de fazer aquela voz do Lobo Mal e reponder: " é para comer melhooooor"...
Povo, eu também sinto um misto de inveja/admiração quando vejo o esforço das outras pessoas, mas sabe o que faz bem, o que lava a alma? É admiti-lo e dizer: " E, pá! Grande força de vontade, parabéns".
E pronto, mais nada...
Explico.
Eu pude colocar meus filhos em várias atividades ( quando digo pude, é com muita gratidão, porque tive o tempo, o dinheiro e a colaboração dos meus filhos, enfim, tive tudo a favor), desde os 4 anos, e depois eles foram escolhendo aquelas que mais gostavam.
Eles fazem muitas coisas sim, mas temos conseguido "levar o barco adiante", e eles tem desenvolvido bem, não sendo brilhantes, são crianças que vão aprendendo um pouco de tudo... Mas sempre tem alguém a torcer o nariz e dizer: Mas eles tem tempo de brincar?
Tem, meu povo, tem. Tem amigos, tem fins de semana, tem a casa da avó e muito tempo em tablet!
Eu gosto de cozinhar, e quando conto que fiz alguma coisa, alguém diz: " Credo, mas perde tempo fazendo isso?". Perco...povo, aliás ganho... o saber não ocupa espaço e sinto imenso prazer quando alguém elogia algum prato que eu fiz, fico mesmo feliz.
Quando vou à ginástica, sempre tem alguém a dizer: " Credo, para que ginástica?" . Esse eu nem repondo, claro que toda a gente sabe a razão da ginástica... não é?
Da vontade de fazer aquela voz do Lobo Mal e reponder: " é para comer melhooooor"...
Povo, eu também sinto um misto de inveja/admiração quando vejo o esforço das outras pessoas, mas sabe o que faz bem, o que lava a alma? É admiti-lo e dizer: " E, pá! Grande força de vontade, parabéns".
E pronto, mais nada...
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Paixões e política
Eu sou uma pessoa super emocional.
Sou extremamente apaixonada por minha família directa, meu marido, filhos, irmãos.
Sou apaixonada pela Espanha, sinto-me tão feliz ali!
Amo sushi.
Adoro um jantar regado a vinho e cerveja.
Adoro estar com amigos, adoro uma boa conversa ( acompanhado de uma cerveja, ainda melhor!).
Sempre fui apaixonada pelas escolas dos meus filhos, por assistir a evolução deles.
E ponto. Ponto final.
Tenho uma dificuldade tremenda em entender como as pessoas podem ter paixão por políticos e explico: Acho sim que o mundo está polarizado, acho sim que nesse momento uma pessoa tem que se posicionar entre direita e esquerda, pois não há alternativa, é triste, mas é assim. Mas, defender um candidato com unhas e dentes, ver nele senão boas intenções e verdade... ai... aí é duro. Claro que cada pessoa pode se identificar mais ou menos com um lado, com uma posição, mas o que tenho visto é uma cegueira total, as pessoas abraçam uma posição e defendem sem parar aquilo, com os argumentos mais estapafúrdios, mais idiotas.São os de direita defendendo torturadores, são os de esquerda a defender os ditadores, e uma pessoa pensa um minuto e vê que tudo foi errado... mas não, defendem, defendem profundamente, sem dó, parecem que tem um compromisso eterno com uma pessoa ( que nem sabe da existência desse admirador inveterado).
Detesto conversar sobre política quando a outra pessoa antes mesmo de ter uma discussão lógica quer defender um candidato, um partido.Não é uma discussão de um tema, é uma disputa, que nada mais faz que irritar, parecem advogados (do diabo).
Já vi gente que no geral é tão razoável, entrar num discurso tão sem lógica a defender o indefensável!
Defender um político que o roubou, que claramente roubou o país...que raio de amor é esse? Defender um troglodita, que deixa pingar populismo, por que Senhor?
Enfim, são gostos.E eu não gosto, sorry.
Haja cú para aguentar!
Sou extremamente apaixonada por minha família directa, meu marido, filhos, irmãos.
Sou apaixonada pela Espanha, sinto-me tão feliz ali!
Amo sushi.
Adoro um jantar regado a vinho e cerveja.
Adoro estar com amigos, adoro uma boa conversa ( acompanhado de uma cerveja, ainda melhor!).
Sempre fui apaixonada pelas escolas dos meus filhos, por assistir a evolução deles.
E ponto. Ponto final.
Tenho uma dificuldade tremenda em entender como as pessoas podem ter paixão por políticos e explico: Acho sim que o mundo está polarizado, acho sim que nesse momento uma pessoa tem que se posicionar entre direita e esquerda, pois não há alternativa, é triste, mas é assim. Mas, defender um candidato com unhas e dentes, ver nele senão boas intenções e verdade... ai... aí é duro. Claro que cada pessoa pode se identificar mais ou menos com um lado, com uma posição, mas o que tenho visto é uma cegueira total, as pessoas abraçam uma posição e defendem sem parar aquilo, com os argumentos mais estapafúrdios, mais idiotas.São os de direita defendendo torturadores, são os de esquerda a defender os ditadores, e uma pessoa pensa um minuto e vê que tudo foi errado... mas não, defendem, defendem profundamente, sem dó, parecem que tem um compromisso eterno com uma pessoa ( que nem sabe da existência desse admirador inveterado).
Detesto conversar sobre política quando a outra pessoa antes mesmo de ter uma discussão lógica quer defender um candidato, um partido.Não é uma discussão de um tema, é uma disputa, que nada mais faz que irritar, parecem advogados (do diabo).
Já vi gente que no geral é tão razoável, entrar num discurso tão sem lógica a defender o indefensável!
Defender um político que o roubou, que claramente roubou o país...que raio de amor é esse? Defender um troglodita, que deixa pingar populismo, por que Senhor?
Enfim, são gostos.E eu não gosto, sorry.
Haja cú para aguentar!
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