quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Conexões de amizade...

De tudo que a vida tem de bom, praia, montanha, cidades lindas, boa comida, paisagens de tirar o fôlego, de tudo isso, de todas as coisas boas, aquilo que eu mais gosto é de gente, de seres humanos.
Gente, pessoas, das mais normais possíveis. Gosto de as conhecer, entrar em outros mundos...
E quando calha dessa gente, dessas pessoas serem a coisa mais legal do mundo, quando a gente sente que tem tanto para partilhar, quando olho nos olhos dessas pessoas, dessa gente e vejo ali tanta bondade, tanta simpatia... e pá... é do melhor que há.
Não sei se é por estar sempre aberta às novas pessoas, não sei se é simplesmente sorte, mas nesses 44 anos tenho sido muitas vezes brindada com novas amizades e como sou esperta,vou somando os amigos, vou espremendo um a um no meu coração porque vale a pena colecioná-los todos!
E ter amigos não é só alegria, muitas vezes tem a dor da separação e da saudade, mas vale sempre muito!
Como na canção de outro mineiro:

"São só dois lados
Da mesma viagem    
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida"
Adorei estar com vocês!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Planos que a gente faz...

Ontem o J. me mostrou um comercial da Campofrío, uma marca de carnes frias (frios) espanhola. A propaganda era era muito bonita e deu-me uma saudade imensa de estar em algum lugar na Espanha... matar saudades. "Vontade de Espanha" , como eu costumo dizer.
Pensei " porque não largo tudo e vou passar uns três dias em Madrid... sozinha...andar pelas ruas, comer bocadillos..." , não seria nada de fora do comum... mas vou deixando a ideia para qualquer outro dia... afinal seria uma logística enorme, afinal pareceria uma tonta andando daqui pra lá, de lá pra cá.
Depois, em tom de consolo, digo a mim mesma : " quando as crianças crescerem e eu não seja mais tão necessária, eu me mudo para Ayamonte...fico lá quietinha envelhecendo até morrer...". Daí penso na minha sogra, e na tragédia que seria se ela nos deixasse e fosse envelhecer sozinha na Espanha...Daí penso que não teria coragem... E também iria querer estar perto dos meus netos e ser útil para aqueles que eu amo...Viver sozinha pra quê?
Assim, se tudo correr bem, acho que nunca mais vou ter um tempo mesmo só para mim...
Portanto, os planos que a gente faz são meio que apenas sonhos, resultados de um dia atribulado, em que nos apetece alguma solidão...mas depois vemos que só mesmo em filme uma pessoa joga tudo para cima e vai viver por aí...Também não posso reclamar muito, consigo uma vez por ano por meus pezinhos nessa terra tão amada...é o que há.
Não posso reclamar, mas não deixo de sonhar!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Bodas de Cristal...

Depois de mais de 17 anos vivendo com um matemático cético fui deixando cada vez mais de acreditar em superstições, fé, coincidências...Bem, se calhar não é deixar de acreditar, mas deixar de pensar...
Mas, mesmo que não haja destino, não consigo evitar de pensar nas voltas dessa vida para chegar aqui, onde estou...
RaquelPinaDesignIllustration/
Quando penso a maneira que deixei tudo para trás para ir para os EUA passar um ano, faz muito pouco sentido. Quando decido ir para o programa do AU PAIR in América e sou escolhida por uma família justamente em Princeton, quando havia famílias pelos EUA inteiro...Isso tudo me intriga.
Alguma outra família qualquer, de qualquer lado do mundo poderia ter me escolhido... e daí?
E daí não haveria Jorge, nem Pipa, nem Gui, nem Elza, nem Doutor, nem Xana, nem Inês, nem Pedro, nem Sílvia, nem Ayamonte, nem Tejo, nem Escolar Editora, nem escola de música, nem a Escola das Crianças, nem Candeia, nem nada...e nem toda a gente que é parte da minha vida, tal qual ela é há mais de 15 anos...
Se a chata da Diana com seus filhos igualmente chatos e super mal educados não me tivessem escolhido, sei lá onde estaria hoje, estranho, não é?
Destino? Coincidência?
Sei lá.
Sei que não queria que nada tivesse sido diferente, mesmo a vida estando longe da perfeição, ela é bem boa e é a vida que eu escolhi e que gosto. Só peço que ela abrande um pouco, porque está passando muito rápido!
15 anos do dia que assinamos os papéis e começamos essa jornada, essa família essa vida!