Gente acho que sou a única mãe no mundo de SACO CHEIO, de tantas coisas que eles trazem da escola.
Gosto dos trabalhos que eles fazem, mais os da Pipa, do Gui ainda são rabiscos, mas as obras de artes que cá vão chegando me dão uma certa aflição, porque não sou tão indiferente ao ponto de jogar diretamente no lixo, mas não sei muito bem o que fazer com todos os bonecos, árvores, flores, chapéus etc... que cá vem parar... Geralmente são frágeis e estão vão perdendo pedaços e deitando brilhos pela casa toda...
É que não existe um compartimento aqui onde por tudo isso, e mesmo que houvesse... não consigo sentir uma ligação tão forte para ter ¨coisas¨ que não tem nenhuma utilidade prática.
Me sinto muitas vezes um pouco fria, mas é mesmo uma questão prática.
Outro dia estava numa festa a conversar com outra mãe que me disse: Espera até a Pipa entrar na 1ª classe, vai ver quanto espaço irá necessitar para guardar todos os livros...
E eu, na minha ingenuidade, perguntei: Mas são tantos livros assim?
Ela: Sim, tenho já o maleiro forrado com coisas da pré-escola, depois da 1ª classe...
Eu, ainda sem entender: Mas você guarda tudo? Todos os livros, cadernos, trabalhos?
Ela: Sim, claro, tudo, não tenho coragem de jogar nada...
Eu: Ah! claro dá pena (aí estava a fingir)...
É que eu não tenho coragem de ficar com nada...
Quero equilíbrio, quero tentar o que eu chamo de equilíbrio.
Não quero que tudo passe rápido, que eles cresçam logo, não quero me livrar deles, nem das coisas deles- nada disso!
Quero curtir cada fase, quero vibrar a cada nova aprendizagem, quero ter fotos, mas só. Depois que passa ficam as recordações, as memórias- não as coisas... não os brinquedos, não as roupinhas, não nada que não sejam fotos e filmes. Quero criar espaço para o novo, quero desapegar.

Eu guardei tudo, de 3 filhos e muitos anos de escolaridade. Caixas e caixas e caixas e caixas e ... primeiro na arrecadação e depois no sotão. Até ter que fazer as malas para mudar de casa, de cidade, de continente. Aí, foi tudo para o lixo, excepto algumas coisas que escolhi com os próprios e que ficaram em casa dos avós para "recordação". E prometi a mim mesma que nunca mais caio na asneira de guardar tudo!
ResponderEliminarÉ Paula, para mim sempre foi inimaginável guardar tudo, até guardar muito está fora dos meus planos. Minha sogra guardou tudo do Jorge, coisas que nem vai dar tempo de ver, não tem interesse etc... Eu respeito, mas não partilho a idéia do guardar... Uma ou outra coisinha, pequena fácil de acomodar... nada mais... beijos
EliminarEu também não sou nada de guardar "tralha". Fui guardando as coisas da escola dos miúdos por puro comodismo. Assim, não tinha que ver tudo, e escolher o que guardar. Guardava e dizia-lhes que depois víamos (é claro que nunca mais víamos nada). Mas enfim, já percebeste que este é um assunto que mexe comigo, principalmente porque parece sempre que as outras mães não têm este problema!
ResponderEliminar