É assim. Foi assim. Se calhar tudo nessa vida tem mesmo um começo, um meio e um fim.
Se a partida já sabemos disso, o melhor é relaxar e viver sabendo que muito provavelmente a relação não será para toda a vida.
Cada fase é diferente.
O começo é fácil. É a novidade e a adaptação! Tudo tão perfeito, cheirando a novo. Tudo funciona bem. Temos cuidado, tratamos com carinho, fazemos planos para conservar da melhor maneira aquilo que nos custou tanto a conseguir! Estimamos. Olhamos com carinho.
O meio é fase em que já nos adaptamos, no começo do meio ainda há muita alegria, um certo conforto na vivência, sobra ainda muita estima. Mas o tempo vai passando, e começam a aparecer os defeitos, no começo são pequenos detalhes, mas com o tempo ou os defeitos pioram, ou o dia-a-dia faz com que tenhamos menos paciência para as pequenas falhas. Já nada funciona mais tão bem. O brilho do começo já deixou de existir... vamos nos aproximando do fim.
Finalmente o fim. Já estamos tão cansados de conviver com os mesmos problemas que, por muito que tenha sido bom, por muito que a relação tenha sido correcta, que tenhamos convivido em harmonia ( os defeitos eram apenas irritantes, não fatais), percebemos que o fim está próximo. Não acho que seja fácil concluir isso. Claro que não. Custa imaginar a mudança. Custa imaginar o começar de novo... Mas se formos fortes o suficiente, realistas o suficiente e percebermos o momento em que tudo acabou e não esticar a corda, não deixar que tudo colapse de uma vez, não tornar urgente a mudança, mas ir percebendo que o fim é inevitável e ir buscando novas alternativas, com calma e com tempo, podemos ter um fim digno, carinhoso e ficar com boas recordações. Entender que acabou, mas foram muitos anos juntos e felizes. E partir para outra, a vida continua!
Troquei minha máquina de lavar roupa e não podia estar mais contente! Adorei a anterior, apesar de ser uma máquina maluca, super barulhenta... essa nova é silenciosa e cheia de funções legais...
Foi bom enquanto durou! 15 anos sem deixar de funcionar, sem precisar de conserto, nada... mas estava velhinha!!!
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Ser grande e ser pequeno...
Há uns dias a nossa casa estava em polvorosa...Meu marido estava prestes a receber a visita de seu professor de doutoramento, que para além de seu professor, é, sem dúvida, seu ídolo.
O J. todo animado, ansioso, a pensar em 3000 detalhes. Eu, um pouco insegura, com relação ao meu inglés, com os meu horizonte limitado, com a minha pequenez, mas ao mesmo tempo, sem muito tempo para me sentir insegura, ou nervosa, a vida , a rotina faz com que não sobre muito tempo para grandes pensamentos, vamos vivendo e logo se vê.
Chega o "grande dia" e o J. vai buscá-lo, estava numa excitação maior do que a Filipa, quando ganhou a Big LOL, estava radiante!
Justamente naquele fim de semana eu me sentia um bocado cansada, com a sensação de uma gripe, que me deixou meio sem coragem. Mas o J. estava a contar com recebê-lo, e sim, eu tinha imenso prazer nessa visita.
Eu estava assim meio perdida, O J. me garantiu que ele era uma pessoa cool, que bastava eu ser "eu" que estava bom
Nem sei como explicar, mas numa sucessão de confusões acabei por chegar em casa mesmo com pouco tempo para deixar tudo arrumado, mas lá dei meu melhor e mantive as coisas simples, e recebi a ilustre visita de avental, rindo e me desculpando.A porta de nossa casa consegui perceber que ele tinha alguma coisa de especial, de elevada- e não, não eram os conhecimentos matemáticos, pois esse eu não consigo medir, transbordava bondade.
De repente estava com uma pessoa de uma inteligência infinita, que transmitia na mesma proporção humildade e simpatia. Foi um jantar ao mesmo tempo simples e grandioso.
No outro dia fomos almoçar juntos, do outro lado do rio, de barco, e a companhia do professor continuava a me surpreender, na gentileza, na curiosidade sobre a nossa vida, na curiosidade sobre o mundo, vá, na humanidade tão simples, na ausência total de qualquer sentimento que não nos deixasse super à vontade e super a gosto na sua presença.
Fiquei a pensar que a verdadeira grandeza, se calhar, é ser grande o suficiente para perceber que somos pequenos, que há tanto coisa por aí e que somos na verdade pouco, muito pouco... o melhor é espalhar amor, que de arrogância esse mundo está cheeeeeio!
O J. todo animado, ansioso, a pensar em 3000 detalhes. Eu, um pouco insegura, com relação ao meu inglés, com os meu horizonte limitado, com a minha pequenez, mas ao mesmo tempo, sem muito tempo para me sentir insegura, ou nervosa, a vida , a rotina faz com que não sobre muito tempo para grandes pensamentos, vamos vivendo e logo se vê.
Chega o "grande dia" e o J. vai buscá-lo, estava numa excitação maior do que a Filipa, quando ganhou a Big LOL, estava radiante!
Justamente naquele fim de semana eu me sentia um bocado cansada, com a sensação de uma gripe, que me deixou meio sem coragem. Mas o J. estava a contar com recebê-lo, e sim, eu tinha imenso prazer nessa visita.
Nem sei como explicar, mas numa sucessão de confusões acabei por chegar em casa mesmo com pouco tempo para deixar tudo arrumado, mas lá dei meu melhor e mantive as coisas simples, e recebi a ilustre visita de avental, rindo e me desculpando.A porta de nossa casa consegui perceber que ele tinha alguma coisa de especial, de elevada- e não, não eram os conhecimentos matemáticos, pois esse eu não consigo medir, transbordava bondade.
De repente estava com uma pessoa de uma inteligência infinita, que transmitia na mesma proporção humildade e simpatia. Foi um jantar ao mesmo tempo simples e grandioso.
| Do outro lado do rio |
No outro dia fomos almoçar juntos, do outro lado do rio, de barco, e a companhia do professor continuava a me surpreender, na gentileza, na curiosidade sobre a nossa vida, na curiosidade sobre o mundo, vá, na humanidade tão simples, na ausência total de qualquer sentimento que não nos deixasse super à vontade e super a gosto na sua presença.
Fiquei a pensar que a verdadeira grandeza, se calhar, é ser grande o suficiente para perceber que somos pequenos, que há tanto coisa por aí e que somos na verdade pouco, muito pouco... o melhor é espalhar amor, que de arrogância esse mundo está cheeeeeio!
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