quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Finalmente já sei que ela sabe...

Ontem estávamos a almoçar e a ver um filme... numa cena mais "picante" ( nada demais, apenas uns beijinhos) a Filipa sai com essa:

" Quando olho para meus amigos e depois olho para os pais deles, fico com nojo de imaginar que eles tiveram que fazer aquilo para ter o meu amigo..."

Bem, eu olho para o J. e sem rir perguntamos o que era "aquilo" .

E ela responde:

" Aquilo, aquilo que vocês tiveram que fazer par ter a mim e o Gui! Vocês sabem..."

Pronto, ok. Já entendi.

E já agora,amigos meus, que tem filhos amigos da Pipa... sintam-se observados!




quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Estamos sempre por ali!

Eu já me habituei a conversar com outras pessoas sem olhar para elas, pois, num lugar aberto, sempre estou "de olho" nas crianças. Nas minhas, nas dos meus amigos, estou sempre a contá-los, como fazia quando era au-pair nos EUA...one-three-four (eu cuidava de quatro meninos).
Gui e Pipa comprando gelado
sem imaginar a nossa presença!
Hoje olho para os meus e tenho a sensação de que quando tiro os olhos eles se perdem... Não param!
Já há dois verões que quando estamos na Isla Canela, no Barriles, que é um bar com uma esplanada na rua, as crianças pedem para ir sozinhas comprar um gelado... nós fingimos que deixamos, mas sempre andamos atrás deles, seguindo cada movimento... Depois de serem servidos e terem o troco, corremos para a mesa e fazemos cara de surpresa/orgulho quando voltam com seus gelados e com o troco... Mas sempre estamos ali... e que dure muito!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A fina linha que divide ser corajoso e ser burro!

Desde muito cedo percebi que o mundo dá voltas, e, por essa razão sempre tentei controlar meus ímpetos, por saber que mais cedo ou mais tarde, nas voltas da vida, teria eu que pagar por me " deixa levar" pela irritação.
Parto do princípio que muitas vezes não sabemos com quem estamos falando, por isso todo cuidado, respeito e calma é pouco. Nem sempre é óbvio que pode dar mal resultado, mas eu prefiro prevenir.
Admirada fico eu ao ver TANTA gente que mesmo quando a outra pessoa com quem tem que lidar está numa posição de "poder" , não tenta usar um pouco de diplomacia, de artimanha, de inteligência emocional, para conseguir o que quer... Vão mesmo a bruta, exigem aquilo que consideram "seus direitos" e querem ficar bem no filme.
Minha gente é preciso saber levar, saber pedir, saber exigir com muita calma e educação.
Parece que estou fazendo uma apologia à falsidade, não, não é. É aprender se colocar no lugar da outra pessoa, imaginando como ela pensa, e tentar convencê-la por bem daquilo que se quer.
Todos somos seres humanos, que trazemos nossos traumas, vivências, inseguranças, impossível não misturar tudo isso quando damos uma resposta ao mundo. Reagimos aos estímulos que nos são dados, não conseguimos enxergar tudo da mesma maneira, por isso, quando queremos alguma coisa, é melhor tratar com boa vontade as pessoas que podem nos ajudar obter o que precisamos...
Parece que o que eu escrevo é óbvio, mas não é. Escolher nossos inimigos é fundamental, saber a força de cada um é vital, a coragem é muito bonita, mas a consequência dela nem sempre é brilhante. Saber chegar onde queremos exige alguma diplomacia...
Como diz a santasogra, que além de santa sabe muita coisa: "Não é com vinagre que se apanham moscas"

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A importância de se manter ocupado...

"Mente vazia, oficina do diabo"... acho que os ditados populares são mesmo um bom guião para a vida, eles vem carregados de sabedoria, experiência, eu os respeito muito. Nunca falham, são o resultado de uma experiência empírica, passada de geração em geração e que nos dizem tudo que precisamos saber, da maneira mais simples, mais crua.
Sobre o ditado acima descrito, acabo sempre por me ver a repeti-lo mentalmente e balançar a cabeça num sinal de concordância...
Isso tudo porque as crianças estão de férias e com isso faz com que eu tenha muito mais tempo também, o fato de eu não ter que transportá-los daqui para ali dá-me muitos horas de tempo livre que não costumo ter durante o ano, e sinto que faço bem menos daquilo que poderia fazer e do que realmente faço quando estou com o tempo contado.
Para além disso, o ócio dá para invenção de necessidades, tenho tempo para inventar modas, para desejar coisas, para achar que devo mudar isso ou aquilo... Coisas que quando estou no "lufa-lufa" nem me passam pela cabeça.
Com mais tempo livre gasto mais e faço menos, acabo por me sentir muitas vezes frustrada, por dar conta disso mas não conseguir fazer muito a respeito...Enfim, acabo me sentindo culpada e caos segue na minha casa!
Mas deixa pra lá, as férias são sim bem-vindas, no final o resulta há de ser positivo!