Estive há uns dias num ¨chá de bebê¨ de uma amiga.
Surgiu o assunto de ¨empregadas domésticas¨ , ¨faxineiras¨ e todas que lá estavam, reclamavam da dificuldade de encontrar uma boa profissional e das dificuldades de convivência, ou sobre como é complicado conseguir que elas façam as coisas como devem ser...
Eu fiquei ali, meio que calada, a pensar comigo mesma : Eu amo a D. Manuela. Acho um privilégio poder pagar pelas três horas semanais que ela vem cá a casa. Adoro o facto de seu trabalho me poupar tanto quanto me poupa...
E as amigas que estavam lá reunidas, comentavam como suas empregadas não faziam nada do jeito que elas queriam . E eu pensei no meu grau de ¨nem tô aí¨ com a maneira que a D. Manuela faz a limpeza. Confio nela, sei que ela trabalha sem parar nessas três horas e nem quero saber se ela começa na cozinha ou nos quartos! Tanto faz, desde que limpe, estou feliz.
Em todos esses anos, se fiz três reparos a sua conduta foi muito. Na verdade, ela me ensinou muito sobre como limpar e organizar a casa. Na verdade, ela sabe melhor do que eu como tudo deve ficar, por onde é melhor começar ou qual cômodo merece mais atenção numa determinada semana...
Talvez eu seja um péssima dona de casa, dessas que não controlam nada do que se passa ao redor. Sim, se calhar eu ignoro a melhor maneira de fazer as coisas, mas olha, prefiro ignorar, prefiro gostar da D. Manuela e nem descobrir que ela afinal não é boa nisso ou naquilo. Se isso não me incomodou até hoje, nem vou me concentrar nesse assunto e acreditar que a ignorância é mesmo santa, não é?
SANTÍSSIMA IGNORÂNCIA!

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