sábado, 13 de setembro de 2014

Return to zero...

Ontem foi uma daquelas noites que não tinha há muito, muito tempo.
O J. saiu com uns amigos, a Pipa foi dormir na avó e fiquei eu com o Gui cá em casa.
Omelete para os dois, alguns livrinhos... noite foi chegando, um pouco de tablet e Gui foi para cama.
Estava calor, não tinha sono, procuro um filme e encontro este: Return To Zero.
Conta a história de um casal que perde o bebê no final da gestação. Mostra aquela ferida que fica aberta e que dói, deve doer demais.
Fiquei aqui sentadinha, na sala escura, a fazer um exercício entre me colocar e depois fugir daquela situação.
Deve ser avassalador.
Num dado momento, surge um diálogo no filme, onde uma mulher diz àquela que perdeu o bebê, que o lado positivo dessa tragédia era que todo esse sofrimento faria dela uma mãe melhor, uma mãe que valorizaria mais o seus filhos, pois ela sabia o que era perder.
Pensei no dia do nascimento de cada um dos meus filhos, lembrei de cada um deles no formato minúsculo e no amor tão grande que eu senti imediatamente por cada um deles, como qualquer coisa que acontecesse àquele pequenino ser seria devastador na nossa vida.
Acho sim que há muitas razões para que eu não queira ter mais filhos... milhões de razões ( razões financeira, logísticas, minha idade etc...). Mas, o que considero mais difícil, é amar assim outra pessoa. É demais, dá medo, dá angústia. Já não quero ter mais pedaços de mim andando por aí... Já tenho dois e para mim já é suficiente...

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