Essa coisa de escrever o blog é um bocado estranha.
Não sei ao certo porque o faço, mas sinto que tenho de o fazer... Hoje estive aqui a pensar nisso, lembrei-me das muitas agendas/diários que tenho guardadas na casa da minha mãe, em que ia contando tantas coisas que eu vivia e sentia há muitos anos...
Para mim é bom e importante, tenho má memória e sinto um prazer a alegria ao recordar tantas coisas que foram acontecendo na minha vida. É engraçado ir sentindo a metamorfose, as tranformações e a linha lógica que me fez ser o que sou.
Recordar, registrar para mim sempre foi importante, ou melhor, sempre foi bom, sempre deu prazer.
Partilhar o dia-a-dia, obrigar-me a escrever vai fazer com que um dia, se os meus filhos quiserem ler o que eu escrevi, me tornem mais uma pessoa e menos a entidade mãe. Saber daquilo que eu gosto, daquilo que eu penso, das músicas, dos meus amigos, dos meus sonhos, das minhas dúvidas e principalmente de como eu estou a viver a maternidade talvez os ajude a me entender melhor, ou pelo menos a dar umas boas risadas de mim. Me humaniza, pois muitas vezes os filhos esquecem que os pais são também humanos com tudo de bom e mal que isso acarreta.
Sei lá. Faço porque gosto, faço porque me torno mais presente ali, do outro lado do oceâno, físico e espiritual.
Faço porque me viciei nisso, é minha terapia!

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