domingo, 28 de julho de 2013

Paixão e razão só coincidem na terminação! (rimou!)

Outro dia tive a notícia que uma pessoa que conheço vai se separar...
Fiquei pensando na dificuldade que é fazer um relacionamento dar certo e durar.
Bem, se eu pudesse dar um dia um conselho a minha filha eu explicaria que ¨dar certo¨ e ¨durar¨ são coisas difíceis e quase incompatíveis...
Explico, esse ¨ dar certo¨ é aquela coisa do início, da fase da paixão...aquela fase em que todos os problemas parecem  transponíveis, ficamos completamente irracionais e achamos que podemos mudar a vida assim, num estalar de dedos, que o nosso amor é tão forte, que nunca vai diminuir, nunca vai mudar e vai ser sempre a coisa ais importante da nossa vida.
Mas a verdade é que diminui, muda e deixa de ser a coisa mais importante da nossa vida.
Por que? Acho que seria impossível viver com a sensação de paixão, onde tudo que pensamos e fazemos ronda o nosso amor, nossa razão de viver... Isso passa, a paixão vai embora e a pessoa se torna simplesmente uma pessoa real, normal e a vida continua.
Quando estamos apaixonados ficamos tão obcecados que não pensamos racionalmente- esquecemos de analisar aquilo que nos separa (coisas que são chatas, incompatíveis e irritantes) do alvo do nosso amor, e achamos que estar com ele (a) é o mais importante e garantia de felicidade eterna, e nos apegamos fortemente àquilo que nos une ( mesmo sendo apenas atração física).
Enfim, quero dizer, ficamos mesmo cegos de amor, e não vemos tudo aquilo que as pessoas de fora veem. Aliás, nessa fase até nos afastamos de amigos que se atrevem a dizer:  ¨Pensa bem, se calhar essa pessoa não é certa para você!¨, é ou não é?
E daí, quando a pessoa perde aquele encanto, quando os ¨óculos da paixão¨ caem, sobra um ser humano real, que pode ser mil coisas, e muito dificilmente corresponde a nossa imagem idealizada.
Daí sempre penso que, num mundo ideal, seria importante ter alguma racionalidade quando estamos a analisar a pessoa pela qual nos sentimos apaixonados. Cada um tem um critério daquilo que seria uma coisa importante para o futuro. Para mim, por exemplo, ter um marido que fosse um bom pai era fundamental, quando via o J. com crianças sempre imaginava que ele seria um ótimo pai, a até agora esse instinto não falhou. Mas falhou em outras coisas, mas já sabemos que a perfeição não existe! E daí o fazer ¨durar¨ a relação.
Talvez, fazer durar é saber aceitar um montão de coisas que irritam e não dão certo, mas saber olhar e nos apegar ao que considearmos realmente importante e deixar passar as outras 89 que não são como a gente sonhou.
O duro mesmo deve ser quando não sobra nada, a pessoa real, normal, se torna também banal, sem nada que nos atrai, ou nos dê orgulho, ou segurança, ou prazer. Quando não sobra nada, só mágoa e cansaço. Daí não dá mesmo.Felizmente vivemos num mundo moderno, onde não é preciso se preocupar com o julgamento dos outros, onde podemos mudar nossas escolhas. Imagino que não é fácil, mas pior é insistir naquilo que já não existe, porque é isso- não existe.
Acho que seria importante também perceber que essa pessoa por quem já não sentimos a tal cegueria da paixão, não é um monstro, monstruoso é o convívio, esse que faz detonar muitas relações.
Seria bom tentar usar alguma racionalidade e deixar a relação acabar com calma e respeito, afinal um dia já houve felicidade, cumplicidade e momentos bons- só estamos muitas vezes é saturados e enxergamos tudo com os ¨óculos do saco-cheio¨.
É tentar ser racional, mesmo com tantas emoções à flor da pele.
Um dia fica tudo bem, pode crer.

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