Hoje estive na conversa com outras duas mães da natação da Filipa... Eis que uma delas diz algo como: ¨Ontem quis ver televisão, mas minha filha ( 6 anos) não me deixou mudar o canal¨ ...
Daí começamos a trocar idéias sobre o limite daquilo que deixamos e aceitamos que os nossos filhos façam e exijam.
E comecei a pensar que nós, seres humanos, temos uma grande tendência para o egoísmo e quando somos crianças essa tendência é muito mais acentudada. Cabe aos pais ( como sempre) ensinar aos filhos a dominar esse egoísmo e enxergar o outro, como outro.
Bem, a pensar nisso e com a conversa que fomos tendo, uma das coisas que concluí ser muito importante para que nossos filhos nos enxerguem como outra pessoa, como um ser-humano inteiro (não só como um pai ou uma mãe), é nos mostrarmos por inteiro. Isto é, conversar com a criança e contar sobre coisas que gostamos- comida, música, roupa, lugares, pessoas, livros etc...
Através de conversa e com uma certa ênfase naquilo que nos agrada ir mostrando que também sonhamos, queremos, amamos, temos prazer, sofremos,choramos, rimos etc... Falar muito daquilo que sentimos, de nossos (pequenos e compreensíveis) problemas, para que a criança vá entendendo que somos feitos de carne, ossos e muito sentimento.
Se pensarmos bem, cerca 80% de tudo que fazemos é em função dos nossos filhos, seja trabalhando fora para garantir-lhes uma vida melhor, seja abdicando de uma carreira para estar com eles, de uma forma ou outra eles são, durante muitos anos, o centro da nossa atenção e dedicação. Por eles fazemos quase tudo.
Daí, aquele pouquinho que sobra para gente- uma ida à ginástica, uma saída sem eles, uma roupa nova , um chocolate escondido só nosso- não deve ser razão para culpa, mas sim uma atitude altamente pedagógica que ensina nossos pequenos egoístas perceberem que nós também somos gente!

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