quarta-feira, 12 de junho de 2013

Que certeza a gente pode ter nessa vida?

O que é garantido nessa vida? Acho mesmo que é só a morte. Mais nada.
Estou na fase em que estou a assistir algumas separações e acho que os ditados populares tem sempre muita razão e sabeoria:  ¨A se gente casa com uma pessoa e se divorcia de outra¨ .
E fiquei a pensar em como é possível os sentimentos mudarem tanto, mas não foi difícil chegar a uma conclusão: Viver junto é uma árdua tarefa, que exige uma paciência infinita, uma certa resignação e sobretudo um conhecimento profundo da outra pessoa. Saber a hora de parar, saber a hora de discutir, de ceder, de exigir. É um processo contínuo e muito trabalhoso, que mesmo com muita convivência, com muito amor ele não se encerra. Por mais à vontade que estejamos é bom sempre estarmos atentos, é estar sempre ¨pisando em ovos¨ . Mas mesmo assim, não existem garantias...
Tudo muda, a nossa forma de amar muda, nossa disponibilidade muda, nosso ¨pique¨muda, nosso corpo muda, nossa situação financeira muda, nossa saúde muda.  Mas sem sombra de dúvida, a maior mudança numa ¨relação a dois¨, é quando ela se torna ¨a três¨, ou a ¨quatro ¨, isto é,  quando os filhos vem e mostram que tudo aquilo que a gente conhecia e vivia fica diferente e daí, meus amigos, daí muda tudo e pra sempre.
Nessa hora, na hora que o(s) filho(s) chegam, as exigências são tão grandes, a resignação é constante que só mesmo vivendo para saber. Quem nunca teve vontade de sumir muitas vezes, de sair berrando pela rua e pedir um pouquinho de sossego? Acho que todos já tivemos uns momentos assim.
E acho que nesses momentos é que mora o grande perigo. Perigo de dizer coisas que possam magoar profundamente a outra pessoa. Perigo de sermos egoístas e só enxergarmos nosso cansaço, esquecendo que o outro (a) também o sente. Perigo de uma ¨outra pessoa¨ chegar e com ela uma esperança de mudança, uma saída mais fácil e justificável do turbilhão em que está a nossa relação. Perigo do amor morrer e de que tudo aquilo que a gente conhecia e vivia deixar de existir.
Isso são só coisas que vão passando pela cabeça mas ficam sem uma receita daquilo que seria prudente fazer, não há maneira de o saber. A única conclusão que eu chego é  que devemos curtir da melhor maneira possível cada momento bom, valorizar e saborear bem, porque  de repente tudo muda e a única coisa que sobra são as recordações. Dura essa vida, viu.

Sem comentários:

Enviar um comentário