terça-feira, 7 de maio de 2013

Conversas sobre educar os filhos...

Acabei de falar em rotina, e estava a pensar que a rotina traz uma sensação de segurança à  criança, uma noção daquilo que vai acontecer depois e consequentemente uma  maior descontração.
Pensei em como deve ser bom ser criança e ter alguém que se preocupe conosco que nos oriente e nos guie.
Pensei no quanto é importante o papel que cada um da família tem em diferentes etapas da vida. Nesse momento, em que os meus filhos são crianças, mesmo crianças ( uma quase 5 anos e outro de 1 ano e meio), acho que somos nós que temos que mandar. E, para mim, é assim mesmo, basicamente eu tento impor autoridade o tempo todo e quero que eles sigam minhas ordens. Não há grandes negociações, muitas vezes eu uso a frase que uma vez tanto odiei dos meus pais:  ¨faz porque eu estou mando, simples assim¨ - CLARO QUE NEM SEMPRE CONSIGO ME IMPOR, CLARO QUE NÃO É FÁCIL.
E qual a razão de eu ser tão autoritária? A razão é óbvia-  nesse momento eu sei o que é melhor para eles, eu sei o que eles devem comer, vestir. Eu sei se está bom tempo para ir ou não ao jardim, eu sei se já é hora de dormir, de acordar, de escovar os dentes , de tomar banho. Essa é uma das  minhas obrigações enquanto mãe, e podem discordar à vontade, mas acredito mesmo nisso, para eles estarem sossegados tem que sentir que tem alguém ali a controlar o barco, alguém que oriente o caminho. Depois conforme vão crescendo, ganhando autonomia vão ganhando concomitantemente mais poder de decisão e arcando com as suas escolhas.
Agora quem manda sou eu, tem que ser assim.
Estava falando com uma amiga sobre isso outro dia, e ela contou-me que viu um psicólogo, ou pediatra, não me recordo bem, que disse algo mais ou menos assim:

¨ Uma criança que não sente a força do comando, da orientação dos pais fica muito perdida e insegura, pois ao mesmo tempo que tem controle naquilo que quer fazer ainda não sabe exatamente utilizar essas escolhas. Seria como se nós estivéssemos num avião e de repente o comandante nos perguntasse para onde levar o avião, mais para esquerda? Mais para a direita?¨

Gostei muito da analogia.
Para decidir é preciso saber, quando não sabemos precisamos confiar em alguém que saiba e nos leve a bom porto. Enquanto mãe, esse é o meu papel ( muitas vezes me sinto perdida, mas eles não precisam saber disso- e eu nem quero imaginar o comandante do avião com titubeios...quero chegar sã e salva!)


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