Ontem estive com uma amiga, que não é casada e sempre me conta como é a vida de solteira na nossa idade, vou sabendo como as pessoas se conhecem e se relacionam.
É que eu para além de estar casada há 10 anos, já há muito que não saio e acabo ficando bem alienada das atualidades.
Mas pelo que conversamos há uma coisa que nunca, nunca sai de moda, é o tal do joguinho da relação. Explico: mesmo com as pessoas já mais maduras, mais esclarecidas, com menos tempo a perder aquela coisa do jogo do interesse ainda existe, e , pelos vistos, continua dando muito trabalho.
Uma pessoa não pode demonstrar que está muito interessada que a outra logo se desmotiva , tem que fazer um ar desinteressado, não ¨dar muita bola¨ e assim, com alguma dose de insegurança a outra pessoa reage positivamente.
Incrível isso do ser humano, não é?
Por que temos sempre que estar a perder para dar valor? Cansativo viver assim!
Por que queremos tanto uma estabilidade emocional e assim que alcançamos essa segurança logo as coisas perdem um pouco da graça?
Eu sempre me ferrei nesse jogo, sempre fui óbvia demais. Quando eu estava interessada em alguém qualquer um notava.Era indiscreta e ansiosa.Com certeza não arrebatei muitos corações...
Até hoje acho bonito ¨ser complicado¨, ¨misterioso¨ no que toca a relação. Eu sempre fui muito ¨pão-pão queijo queijo¨ e simples.
Não me queixo do resultado, fiquei com quem eu queria e sou feliz até então.
Mas gosto de ouvir as histórias dessa amiga, gosto de torcer para que ela encontre alguém legal, gosto quando percebo que ela está mais ou menos interessada em alguém, gosto de fazer apostas mentais sobre seus pretendentes. Gosto de conviver com essas histórias de novo. Mas assim, como expectadora.Como quem vê uma novela...
Sempre tive tanta preguica desses joguinhos de seducao....zzz ainda bem que eu me casei com o meu grande amor e nao tive que ficar jogando esses jogos do amor..... acho que nao teria mais paciencia.
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