segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Tudo que é bom, acaba!

E acabou a ¨Gabriela¨...e já estou com saudades.
Comigo é sempre assim, quando gosto de uma novela ou de um livro me apego tanto aos persongens que quando acaba dá-me uma saudade!
E quanto melhor e mais rico os personagens, maior é o sentimento de vazio no final!
Aquelas pessoas nos fazem companhia todos os dias, ficamos a conhecer todos seus problemas e alegrias, e acompanhado disso tudo tem o fato de que, geralmente, quando nos sentamos para assistir uma novela, ou ler um livro, é sinal que estamos relaxados, estamos a desfrutar daquele momento, o que torna a coisa melhor ainda!
E a ¨ Gabriela¨ teve uma vantagem extra, foi a única novela que o J. assistiu comigo, o que tornava o momento melhor ainda ( nada mais gostoso do que ter companhia na hora de rir, não é?).
Que novela gostosa, que cenário mais lindo, tanta gente bonita, e a riqueza de persongens, o profundo de cada um, o íntimo de cada ser humano.Como dizia um amigo ¨ as pessoas são a coisa mais interessante no mundo, observá-las é a melhor maneira de passar o tempo¨ , e eu concordo. Foi muito bom.
O mesmo vazio eu senti quando acabei de ler o livro do escritor Érico Veríssimo- ¨ O Tempo e o Vento¨, que delícia de obra, quanta informação, quanta gente tão complexa, quando enredo... foi uma experiência tão rica, que quando acabou me deixou uma sensação de vazio que durou semanas, até  agora, ao falar do livro dá-me uma vontade de reler! Recomendo tanto essa experiência!
Tenho pena do tempo ser tão curto, e nessa fase, com as crianças assim pequenas fica difícil achar tempo para ler, pois o bons escritores nos dão a conhecer novas pessoas, novos lugares, novas histórias e dão uma graça imensa a vida!





E sempre que ouvir ¨ Passarim¨ vou pensar no capitão Rodrigo, na Ana Terra... incrível como fica tudo na nossa cabeça marcadinho para sempre...

Passarim

Tom Jobim

Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro partiu mas não pegou
Passarinho, me conta, então me diz:
Por que que eu também não fui feliz?
Me diz o que eu faço da paixão?
Que me devora o coração..
Que me devora o coração..
Que me maltrata o coração..
Que me maltrata o coração..
E o mato que é bom, o fogo queimou
Cadê o fogo? A água apagou
E cadê a água? O boi bebeu
Cadê o amor? O gato comeu
E a cinza se espalhou
E a chuva carregou
Cadê meu amor que o vento levou?
(Passarim quis pousar, não deu, voou)
Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho, me conta, então me diz:
Por que que eu também não fui feliz?
Cadê meu amor, minha canção?
Que me alegrava o coração..
Que me alegrava o coração..
Que iluminava o coração..
Que iluminava a escuridão..
Cadê meu caminho? A água levou
Cadê meu rastro? A chuva apagou
E a minha casa? O rio carregou
E o meu amor me abandonou
Voou, voou, voou
Voou, voou, voou
E passou o tempo e o vento levou
Passarim quis pousar, não deu, voou
Porque o tiro feriu mas não matou
Passarinho, me conta então, me diz:
Por que que eu também não fui feliz?
Cadê meu amor, minha canção?
Que me alegrava o coração..
Que me alegrava o coração..
Que iluminava o coração..
Que iluminava a escuridão..
E a luz da manhã? O dia queimou
Cadê o dia? Envelheceu
E a tarde caiu e o sol morreu
E de repente escureceu
E a lua, então, brilhou
Depois sumiu no breu
E ficou tão frio que amanheceu
(Passarim quis pousar, não deu, voou)
Passarim quis pousar não deu
Voou, voou, voou, voou, voou



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