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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades...

 No rescaldo da eleição do Lula e com a viagem de Bolsonaro aos EUA, começam a surgir mais insurreições contra o "Mito".

Aliás, se observarmos todos os anos desse "glorioso" mandato de Bolsonaro, constatamos que muitas alianças foram sendo quebradas, muita gente que defendia o ex-presidente foi deixando de o defender e em muitos casos foram se transformando em inimigos.

Eu, daqui, na minha ingenuidade e eterna esperança, ficava a pensar: É dessa, é dessa que os enfeitiçados vão começar a enxergar o Jair como ele é. Mas não, nada disso, o insurgente é que passava de bestial à besta em menos de um minuto.

Cheguei até a perguntar à uma pessoa amiga, qual era a desculpa que os bolsonaristas se apegavam para não enxergar o que se passava, e ouvi que os minions viam o seu Gru como uma vítima, eterna vítima, é o mundo contra ele. Nem comento, já desisti faz tempo.

Pelos vistos, até a Carla Zambelli, que na minha opinião era de tal forma "lambe-botas" do ex presidente que era completamente histérica, com atitudes que chegavam a ser humilhantes, ridículas, descabidas e mesmo perigosas, agora volta-se contra o seu líder.

Hoje ao ouvir o Reinaldo Azevedo, a comentar sobre essa alegada briga entre Zambelli e Bolsonaro disse algo, mais ou menos assim: 

 "O mundo se ilumina sempre que temos bolsonaristas brigando, não por aquilo que eles produzem, não por eles serem brilhantes, pois toda a discussão é baixaria, baixaria da grossa. Mas de qualquer modo, quando essa gente está brigando, a perspetiva para o mundo é positiva, a civilidade, potencialmente, ao menos, sai ganhando."

E é isso, ao ver duas pessoas a se zangarem mutuamente, devemos prestar bem atenção naquilo que reportam, na maneira como se tratam e em todos os comentários que fazem. Acho de uma ingenuidade quase estúpida as pessoas que se unem com aqueles quem eles sabem que são maus, que já anteriormente o viram em ação contra àqueles que discordaram deles e se aliam na mesma. Estão a espera de quê, compreensão, carinho e flores?

Há mais psicopatas por aí do que imaginamos, eu tenho visto e convivido de perto.

Quem se alia com os psicopatas em plena consciência, deve ao menos saber qual será o resultado e se preparar para o desfecho. É fatal, eles não mudam. Hoje você é aliado, amanhã, inimigo. Tão certo como dois e dois são quatro. 

E, as verdades que vem à tona quando se zangam são muitas!

Mais um ditado popular, que é simples e profundo: "Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades". E para além das verdades, conhecemos ainda melhor do que é feito cada comadre!


 

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

"Cão que não conhece o dono"

 Adoro os ditados populares! Vou tentar manter um hábito de sempre que me lembrar explorar algum!

Hoje é: "cão que não conhece o dono".

Bem, começo por dizer que os ditados populares me encantam no sentido de serem simples, diretos e assertivos.

Quando eu fui gerente num café, tinha sob meu comando umas 8 pessoas. Detestei a experiência, foi das coisas mais frustrantes da minha vida e conheci pessoas que o lado positivo desse conhecimento foi saber que nunca mais as veria! 

Eu tentei de mil maneiras ajudar muita gente, tentava ser compreensiva, emprestei (dei) muito dinheiro para vários funcionários e no fim-do-dia: reclamação, má-criação, traição. Parecia que tinham uma eterna raiva de mim.

Um dia, uma das senhoras que lá trabalhava disse-me: Eugénia, pare de tentar ajudar porque isso é "cão que não conhece o dono". Pensei, que ditado brilhante!

Ele diz tudo, é imaginar um cão, por norma um ser fiel e amoroso, não reconhecer aquele que o ajuda.

São aquelas pessoas que por mais que se faça, que se tente ajudar, guardam uma raiva interna, parece que são combativas logo de cara, desconfiam, se acham mais espertas. 

É um caso perdido. Fez-me lembrar uma pessoa que sempre dizia uma coisa de forma arrogante, mas que muitas vezes é verdade: não tem o substrato para entender a relação. E é isso, muita gente cresceu numa família, num clima de competição, de mal ambiente, de guerra. Provavelmente onde o outro era visto como inimigo, e depois não conseguem reconhecer o amigo, tudo o que vem pela frente é para combater.

Acho que não há volta a dar, é ir lidando, e sempre que possível, se afastar.

Quem não aprende ser bom, nem reconhece bondade, está inapto para esse sentimento. Perde o melhor da vida, que são as duas vias da gratidão, que é sermos felizes por reconhecer o bem que nos fazem, e é ser felizes quando alguém reconhece o bem que fizemos.

Conselho (que ninguém pediu), cuidado com o "cão que não conhece dono", uma hora ou outra ele morde você!