terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mãe e Filha!

Eu 1976- 3 anos

Pipa 2011- 3 anos

Sogra X bolachinhas

Eu me considero uma pessoa de alguma sorte na vida.Não posso me queixar.
Mas onde eu realmente me dei bem foi na aquisição da sogra. De tudo que ouço e vejo, ter uma sogra neutra já é uma SUUUUUPER sorte, agora ter uma das mais espetaculares pessoas do mundo como sogra é realmente um privilégio.
Explico:  outro dia estava a pensar na vida, e como pessoas que achamos uma doçura, as vezes  nos surpreendem  em outras situações e reconsideramos nossos pensamentos. Sabe aquela amiga, que a gente acha super gente fina, depois estamos em um restaurante, loja, sei lá, e vemos a pessoa a tratar mal o empregado, ou quando fala com a própria empregada tem uma soberba horrorosa. Essas pessoas já não me enganam mais.
Vi com a minha sogra que quem é legal, bondoso, generoso é com toda a gente. Ela é legal sempre, delicada, sempre, generosa sempre- comigo, com os meus filhos, com os seus filhos, com o marido, com o irmão, com o pedreiro, com a empregada, com a atendente da loja-COM TODA GENTE. É da natureza dela.
Nessa natureza está principalmente a generosidade, ela vive em prol de toda a família, corre aqui e ali para nos ajudar, sempre com um sorriso, sem se queixar, relevando grosserias que a gente vai fazendo, desculpando zangas, ignorando irritações, buscando a harmonia, sem se fazer de vítima ou de mártir.

E, como se não bastasse, ela cozinha como ninguém, muito bem, e adora nos ver comer... podia ser melhor?
E a danada descobre sempre o que a gente gosta, daí compra e manda aqui pra casa, como esse pacote de bolachinhas, que eu amodepaixão, e ela sempre compra pra mim...



Se eu for para meus filhos 1/5 do que essa senhora foi e é para seus filhos, já me sentirei realizada como mãe.
Mas como toda a gente ela também tem defeitos, e o mais grave de todos- Ela me faz engordar!!!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Up!

Assisti de novo esse filme, com a Filipa desta vez. Sempre me emociono com essa parte:


Achei  sempre muito triste,como se não fosse possível realizar sonhos nessa vida, mas desta  vez estava mais atenta e vi como o recado da vida é outro:

E que  a vida em si já é a nossa ¨Grande Aventura¨.Lindo, lindo!

Organizando o processo...

Como ando muito inspirada, com uma vontade grande de escrever sobre diferentes assuntos , resolvi organizar, já no começo do processo, as mensagens que eu for escrevendo. Assim, do lado esquerdo da página do blog haverá diferentes etiquetas, é só clicar em uma delas para encontrar uma receita, ou algum outro assunto.
Para já, está dividido em três categorias : dia-a-dia ( desabafo de coisas que nos acontece e coisas da casa), minhocando ( minha filosofia barata) e receitas ( o próprio nome já diz!).
Estive a pensar quantas vezes tenho mandado receitas através do e-mail, é uma forma prática de deixar aqui elas bem organizadinhas. Geralmente cozinho as terças, sextas e sábados- os outros dias minha ¨santasogra¨ manda comida. É também uma maneira de eu me motivar, caprichar, tirar uma foto, enfim, tornar o dia-a dia da dona de casa mais interessante, imagina, ver o ato de cozinhar como um projeto - assim, se uma amiga telefona na hora que eu estiver cozinhando eu não digo ¨estou fazendo o jantar¨  eu direi ¨ estou a trabalhar em  um projeto do meu blog¨ muuuuuuito melhor, né? Então é isso, deixa eu ir, que hoje o dia começou em grande, com a Filipa a fazer xixi na cama, duas máquinas de roupa para lavar, já passei quase toda a roupa, e vou para ginástica....depois eu volto!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Espetinhos de salmão ( ou atum)

Fácil de fazer. Sabor muito diferente.

Ingredientes:
Salmão ou atum fresco ( pedaços limpos de aproximadamente de 6 cm de comprimento com 2 cm de espessura)
Gergelim
Sal
Pimenta preta
Limão
Espetinhos
Soja
Azeite
Malagueta

Modo de Fazer: 

Espremer limão nos pedaços de peixe e colocar sal e pimenta a gosto, deixar descansar por cinco minutos, depois passar por gergelim, de maneira que eles fiquem cobertos.
Para cada espetinho usaremos três porções de peixe.
Colocar um pouco de azeite em uma frigideira e grelhar.
Entretanto, fazemos um molho com a soja,  batida com o azeite, na proporção de 2 medidas de soja para uma de azeite, a quantidade depende do número de espetadas que você for fazer e de quanto molho goste. Colocar por cima a malagueta e misturar.

Servir a espetada com arroz  ( de preferência basmati), e salpicar com o molho!
Uma delícia!

 


sábado, 28 de janeiro de 2012

Os fantasmas aqui andam!

Dia 26 de janeiro, acordo, aliás sou despertada pelo meu filho as 5:30 da manhã ( quem tem filho sabe que o verbo acordar desaparece da vida, a não ser na forma passiva- ser acordado!), e depois de amamentá-lo, ele dorme... eu deito no sofá, relaxo e aquele eterno sono me invade, começo a sonecar, sentindo uma satisfação que sabia não ser permitida, sabia que nunca, nunca me seria permitido dormir até as oito... Começo a ouvir um ruído estranho... ignoro, quero dormir, o ruído aumenta, já não posso ignorá- lo...poramordedeus, levanto, sinto que o barulho vinha da casa de banho, quando chego lá, um dos spots jorrava água, como um chuveiro, muita água....Pensei para comigo ¨eu que achava que a vida com um bebê e uma pequena rebelde já era complicada, agora tinha também um problema de infiltração¨- Great .
¨J., J., J. berro, vem ver que delícias o dia nos promete...¨
Corri  para pedir a vizinha de cima  que desligasse a água, mas antes mesmo que eu lá chegasse a água parou de cair. Da mesma maneira que começou, parou, assim, questão de minutos...
Passei a manhã a fazer testes com a vizinha, para tentar perceber de onde a água vinha, nada, nada nem uma gotinha escorria por aquele triste spot... nada...
Parece bom, não é? Mas é estranho, fui até a vizinha do quinto, a perguntar se houve algum problema com água, nada, nada...
Pergunto agora a mim mesma, será que é o universo conspirando ao meu des-favor? Será que alguém no além percebeu que eu estava descansando e num desespero de causa, só para me atormentar,  jogou um pote de água por cima do teto falso da casa de banho? Espírito complicado esse, era só acordar o Gui, que meu descanso não merecido acabaria... Maneirinha elaborada essa para me tirar a paz, heim?
Bem, brincadeiras a parte, ainda não sabemos o que se passou... mas não vejo um futuro auspicioso no que se trata  de água saindo por lugares errados... com certeza escreverei aqui as cenas dos próximos capítulos!Rezem por mim!!!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Séries X Vida real

Eu adoro séries, amo de paixão.São novelas mais curtas, menos dramáticas, com humor inteligente (ao menos para meu nível de inteligência !), ou simplesmente engraçadas mesmo, sem nenhuma pretensão.

As séries sempre me fizeram companhia, e, guardadas as devidas proporções, sem me dar conta, sempre procuro uma série que tenha a ver com a fase da minha vida.

Quando morava nos EUA, assistia ¨Friends¨, amava, todos aqueles jovens adultos, buscando um sentido na vida, procurando o 1º emprego... eu não perdia e achava graça, e até achava que era possível. Hoje sei que é impossível viver em Nova York, ter um apartamento lindo, roupas lindas, ir a restaurantes ganhando pouco!

Depois, quando já estava em Portugal, amava Sex and City. Mulheres aos 30, já empregadas, com dificuldade de entender a mente masculina, com muita liberdade em se expressar nas conversas mais íntimas. Mais uma vez, lindos apartamentos, lindas roupas...mas olha, é mesmo pra sonhar, não é? Se for para ver realidade vou andar de ônibus pela cidade- gente feia ,sem grana e mal vestida é o que não falta. Só aqui em casa tem duas, hehehehe!

Agora me dei conta, que nessa fase da minha vida eu quero sempre assistir séries sobre famílias e o seu difícil relacionamento. ¨Parenthood¨  é a minha do momento. É bonita, sobre uma família na California, muito legal, mas é mais séria. Já outra que eu amo, chama-se ¨The Middle¨ , essa eu MORRO de rir, mostra a família de uma maneira nada romântica, com muito, muito humor.

Tudo isso para contar, que num dos episósdios do ¨The Middle¨, a família vai viajar e deixa a chave com a vizinha, para que ela vigie a casa. Não me recordo por qual razão a vizinha entra na casa deles, e vê a casa completamente dessarrumada, fica assustada e liga para a família voltar, pois a casa tinha sido assaltada. Bem, eles voltam, e quando entram a casa está revirada, uma bagunça- mas desnecessário explicar que a casa é assim mesmo, está como eles tinham deixado, uma loucura. Claro que a mãe finge na frente da vizinha e da polícia ( que a vizinha já tinha chamado) que está assustadíssima ! Os filhos com aquela cara ¨não tô entendendo, não é sempre assim?¨, a polícia dizendo : ¨Esses ladrões são mesmo porcos¨, a mãe, mortinha de vergonha...Claro que ri até cair do sofá e mais uma vez, me identifiquei...

Explico... sinto e sei que minha casa é também uma total bagunça, não sei, eu não consigo acompanhar no mesmo ritmo a arrumação e a limpeza, com a nossa capacidade de criar o caos. E as COISAS, não seu como acontece, mas elas surgem, por todos os lados e nas mais diferentes formas ( papel, documento, brinquedos, recibos, roupas que precisam costurar, por botões, botões,revistas, dvds etc...)e eu não consigo achar o lugar ideal para todas elas. E elas estão por aqui, formando uma pilha, esperando que um dia eu encontre um lugarzinho confortável e conveniente para elas viverem!

E acreditem, a casa tem diferentes níveis de desarrumação, e SEMPRE, SEMPRE, que o tumulto está imperando, eu olho e vejo o fim do mundo chegando, nesse exato momento alguém toca a campainha, vem me visitar... só pra que a minha vergonha ( não muita confesso) venha ao de cima...
Assim, se um dia eu tiver o prazer da sua visita, já sabe, a loucura que você vir a ver é simplesmente a lei de Murphy funcionando no seu esplendor- a casa as vezes tem melhor aspecto!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Outra vez...

Outro dia estava a provocar, ou sendo provocada pelo J. sobre ex-namorado, aquela conversa ( num contexto de brincadeira) ¨ olha, se eu tivesse me casado com fulano isso seria diferente¨, e de tanto brincar com o assunto, comecei a pensar como teria sido minha vida se eu tivesse feito diferentes opções...E em todos os exercícios mentais que fiz sempre me parecia que tudo teria sido mais fácil do que é agora.

Daí, outro dia assisti aquele filme ¨As Pontes de Madison¨ ( quem não viu deve ver, é antigo de 1995, mas é lindo), e no filme eles vivem uma história de amor mas não podem ficar juntos... e depois da décima vez que eu assistia esse filme o meu inconsciente ainda torcia para ela sair do carro e ir ter com ele...depois me deu um clique e pensei ¨Ah, mas  essa história perfeitamente romântica porque ficou por aí, ficou no auge da paixão¨.

Explico: eles só viveram a parte emocionante da história, a paixão, o frio na barriga, o desejo de estar junto maisquetudonavida, coração acelerado essas coisas que eventualmente já sentimos.Mas não viveram aquilo que se segue, quando ficamos juntos com a pessoas que amamos, que é o ¨tar¨do dia-a-dia, pagar contas, limpar a casa, ficar noites sem dormir com uma, ou duas, ou três crianças chorando, as vontades que são diferentes nas coisas mais tontas como  por exemplo ¨onde vamos hoje?¨, e o eterno sentimento reciproco de injustiça- a gente sempre acha que faz mais pela relação do que o outro.

Pensei nisso, vi a Meryl Streep a lavar a louça, enquanto o Clint Eastwood dormitava no sofá, depois de comer como um alarve, vi ela olhando pra ele com aquele ar de saco cheio, e a pensando ¨como eu fui me casar com esse cara¨ ... e tudo ficou mais simples para mim. A vida é assim mesmo, perde alguns encantos e ganha outros.Não há mais o frio na barriga, mas há  a maneira como ele olha para o filho que também é meu e morre de amor, há aquela confiança e cumplicidade que só o tempo é capaz de construir, há uma história, com as partes boas e más.

Obviamente não digo com isso que as vezes um casamento não dá mesmo certo, claro que pode acontecer, mas o que não dá é para  ter a ilusão que vamos viver uma história de amor eterna. Nos contos de fada a história acaba quando eles casam, e são supostamente felizes para sempre, não vemos o que acontece depois e nem queremos, porque o bom é sonhar. Sonhar, só isso.

Já há uns anos, o J., em tom de provocação,  me perguntou ¨onde está aquela mulher sem barriga com quem me casei? ¨ e eu respondi rápidamente ¨ fugiu com aquele cara cheio de cabelo com quem ela se casou! ¨. Rimos muito com a situação, a vida é assim mesmo...

Bem, vou começar o dia, está amanhecendo devagarinho, porque é inverno, mas o dia já vem aí com força.
Deixo uma música para recordar o passado...mas sem ilusões, heim?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Estamos a viver no futuro?

Há muito tempo, por volta de uns 25 anos mais ou menos, nós costumavamos conversar sobre como seria nosso futuro, esse tipo de conversa eu tinha especialmente com a FS, e confesso que a maior preocupação que tinhamos era ¨com quem iríamos nos casar¨, depois onde iríamos viver, quantos filhos, depois, bem depois vinha a carreira profissional... Pode parecer fútil, mas acho que as coisas estavam na ordem certa, uma vez que acho mesmo que o amor vem na frente de tudo, estar com quem gostamos completa uma lacuna bastante grande da vida, depois vamos construindo as outras coisas em volta.
Muitas de nós conseguiram construir uma carreira com sucesso e equilibrar tudo de maneira louvável. Eu não, encontar uma coisa que eu goste de fazer e consiga lucrar com isso não me aconteceu, e, honestamente já não vou a tempo, e não escrevo isso para que me consolem, que digam que eu ainda sou jovem ( please!), escrevo isso porque hoje olho e vejo que o tal futuro chegou, estamos a viver no tempo que imaginavamos há 25 anos. Essa é a realidade.
Isso me vem a cabeça por causa da LD, que propôs a festa das quarentonas, e essa idéia me pegou de surpresa, me imaginei no salão social do Nosso Clube, apagando as velinhas com minhas amigas ao lado, e daí vi, olha,  o ¨tar¨ do futuro é esse ( tipo Peggy Sue-lembram desse filme? ).
E isso me emociona, conseguir manter tantos amigos, depois de tantos anos, depois de tantos acontecimentos, apesar de toda a distância que nos separa.
E agora, não é que eu considere que não existe mais futuro, claro que há, mas para mim agora ele é dos meus filhos, ou melhor, com meus filhos, sendo eles a prioridade, e já não tenho e nem terei nunca mais aquela sensação de que minha vida me pertence, mas digo isso no bom sentido, estou feliz com eles, de verdade.
E finalmente, lembro-me de enquanto jovem pensar- Nunca vou dizer aquela frase ¨ sou jovem de espírito¨, já vi cada velha dizer isso e não achava que ficasse bem. Assim, prefiro dizer, ¨sou quarentona, de corpo e alma¨ e curti cada um dos meus anos intensamente...Concordam?

Razão deste blogue...

Com o fenômeno do facebook pude voltar a ter contato com muitos dos meus amigos que estão longe. Gostei da idéia, gostei de estarmos juntos quase que diariamente.
Mas também gosto de escrever, partilhar coisas tontas que acontecem, e acima de tudo- estou de licença de maternidade, no inverno- o que me faz uma refém , quase que não posso sair de casa, e essa é uma janela com o mundo, é quase terapêutico, é como se a FS. ou a PC. estivessem aqui em casa e nós estivessemos jogando conversa fora, passando tempo.
Depois confesso que irrita-me um bocadinho aquelas pessoas que quase monopolizam o facebook, postando, postando sem parar, abrimos o face e tem duzentos e trinta e um posts, o que torna difícil ter que passar por tudo até ver algo que interesse (ainda mais na minha situação- sempre tenho uma criança no colo, ou ainda mais complicado, acoplada no meu peito). Assim, aqui escrevo o quanto quiser, sem estar a invadir o espaço de ninguém...ok?
Explicado? Então vamos lá!