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sexta-feira, 16 de março de 2018

Take for granted...

Como esse bloguezinho já tem uns 6 anos e eu não estou a ir para nova, devo sempre estar a repetir coisas...
Sei que já disse aqui muitas vezes essa expressão "take for granted", que em português seria "tomar por garantido", é uma expressão muito usado pelos americanos e nunca tinha ouvido, na forma de expressão, em português. Um dos seus primeiros significados no dicionário é "falhar em apreciar o resultado, uma vez que ele já é esperado".
Aquela coisa de nunca ficar feliz, porque o normal seria ter, ser... Como não ficar contente por ter o que comer, uma vez que sempre temos, não ficar contente por poder comprar alguma coisa, porque geralmente sempre podemos comprar essa coisa...
Claro que seria cansativo e um pouco exagerado se a cada passo que eu desse eu agradecesse, mas a verdade é que se pararmos para pensar um bocadinho, sempre temos IMENSO  por ser gratos, não é?
Todos esses pensamentos porque hoje lembrei-me que há duas semanas fui à consulta de ginecologia anual e fiz o meu papanicolau . Aquilo funciona assim: se estiver tudo bem, o resultado vem pelos correios, se houver alguma questão, o resultado é enviado à médica que deverá contactar a paciente.
Fui à  caixa de correio buscar as cartas e logo vi um envelope do hospital e pensei: " que bom, quem bom" e achei numa coisa que , a partida, não era razão de preocupação, um motivo para ser feliz.
Como sempre digo, é importante desfrutar da paz e da felicidade quando ela está connosco, para nunca dizer: " eu era feliz e não sabia..."
Saiba-o todos os dias, coleccione pequenos momentos felizes, sempre!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Que seja infinito enquanto dure...

É assim. Foi assim. Se calhar tudo nessa vida tem mesmo um começo, um meio e um fim.
Se a partida já sabemos disso, o melhor é relaxar e viver sabendo que muito provavelmente a relação não será para toda a vida.
Cada fase é diferente.
O começo é fácil. É a novidade e a adaptação! Tudo tão perfeito, cheirando a novo. Tudo funciona bem. Temos cuidado, tratamos com carinho, fazemos planos para conservar da melhor maneira aquilo que nos custou tanto a conseguir! Estimamos. Olhamos com carinho.
O meio é fase em que já nos adaptamos, no começo do meio ainda há muita alegria, um certo conforto na vivência, sobra ainda muita estima. Mas o tempo vai passando, e começam a aparecer os defeitos, no começo são pequenos detalhes, mas com o tempo ou os defeitos pioram, ou o dia-a-dia faz com que tenhamos menos paciência para as pequenas falhas. Já nada funciona mais tão bem. O brilho do começo já deixou de existir... vamos nos aproximando do fim.
Finalmente o fim. Já estamos tão cansados de conviver com os mesmos problemas que, por muito que tenha sido bom, por muito que a relação tenha sido correcta, que tenhamos convivido em harmonia ( os defeitos eram apenas irritantes, não fatais), percebemos que o fim está próximo. Não acho que seja fácil concluir isso. Claro que não. Custa imaginar a mudança. Custa imaginar o começar de novo... Mas se formos fortes o suficiente, realistas o suficiente e percebermos o momento em que tudo acabou e não esticar a corda, não deixar que tudo colapse de uma vez, não tornar urgente a mudança, mas ir percebendo que o fim é inevitável  e ir buscando novas alternativas, com  calma e com tempo, podemos ter um fim digno, carinhoso e ficar com boas recordações. Entender que acabou, mas foram muitos anos juntos e felizes. E partir para outra, a vida continua!
Troquei minha máquina de lavar roupa e não podia estar mais contente! Adorei a anterior, apesar de ser uma máquina maluca, super barulhenta... essa nova é silenciosa e cheia de funções legais...
Foi bom enquanto durou! 15 anos sem deixar de funcionar, sem precisar de conserto, nada... mas estava velhinha!!!


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Ser grande e ser pequeno...

Há uns dias a nossa casa estava em polvorosa...Meu marido estava prestes a receber a visita de seu professor de doutoramento, que para além de seu professor, é, sem dúvida, seu ídolo.
O J. todo animado, ansioso, a pensar em 3000 detalhes. Eu, um pouco insegura, com relação ao meu inglés, com os meu horizonte limitado, com a minha pequenez, mas ao mesmo tempo, sem muito tempo para me sentir insegura, ou nervosa, a vida , a rotina faz com que não sobre muito tempo para grandes pensamentos, vamos vivendo e logo se vê.
Chega o "grande dia" e o J. vai buscá-lo, estava numa excitação maior do que a Filipa, quando ganhou a Big LOL, estava radiante!
Justamente naquele fim de semana eu me sentia um bocado cansada, com a sensação de uma gripe, que me deixou meio sem coragem. Mas o J. estava a contar com recebê-lo, e sim, eu tinha imenso prazer nessa visita.

Eu estava assim meio perdida, O J. me garantiu que ele era uma pessoa cool, que bastava eu ser "eu" que estava bom
Nem sei como explicar, mas numa sucessão de confusões acabei por chegar em casa mesmo com pouco tempo para deixar tudo arrumado, mas lá dei meu melhor e mantive as coisas simples, e recebi a ilustre visita de avental, rindo e me desculpando.A porta de nossa casa consegui perceber que ele tinha alguma coisa de especial, de elevada- e não, não eram os conhecimentos matemáticos, pois esse eu não consigo medir, transbordava bondade.
De repente estava com uma pessoa de uma inteligência infinita, que transmitia na mesma proporção humildade e simpatia. Foi um jantar ao mesmo tempo simples e grandioso.
Do outro lado do rio


No outro dia fomos almoçar juntos, do outro lado do rio, de barco, e a companhia do professor continuava a me surpreender, na gentileza, na curiosidade sobre a nossa vida, na curiosidade sobre o mundo, vá, na humanidade tão simples, na ausência total de qualquer sentimento que não nos deixasse super à vontade e super a gosto na sua presença.
Fiquei a pensar que a verdadeira grandeza, se calhar, é ser grande o suficiente para perceber que somos pequenos, que há tanto coisa por aí e que somos na verdade pouco, muito pouco... o melhor é espalhar amor, que de arrogância esse mundo está cheeeeeio!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

The Brown Sisters

Um senhor americano, Nicolas Nixon, fotógrafo, casado com uma senhora, que tem três irmãs, começou em 1975 (tinha eu ainda 2 aninhos) a tirar fotos do quarteto durante 40 anos e essas fotos ganharam imensa notoriedade e estão expostas no Museu de Arte Moderna de Nova York.
As fotos sempre me comoveram. Eu não entendo nada de fotos, mas essas fotos parecem que falam comigo, na pose, no olhar, parece que conheço cada uma delas... parece que as conheço de toda a vida. Devem ser tão bem captadas que mostram a personalidade ( obviamente a personalidade que eu acredito que cada uma tenha...) das modelos.
Depois as fotos são um murro no estômago, pois mostram aquilo que o tempo nos faz, num virar de páginas... Claro que podemos envelhecer bem, claro que cada idade tem seu encanto, mas a graça, a frescura da juventude é algo arrebatador e ver isso sendo perdido a cada folhear...dói. Vejo a mim mesma mais para o final do livro e vejo a velhice logo ali a porta e como tudo passa tão rápido...num instantinho!
Quando me sinto assim, tão mais velha, gosto de tentar ir lembrando meu percurso e como sempre aproveitei sempre cada ano, cada momento. É de certa forma me consolar e ir dizendo para mim mesma, que a minha vida está a passar rápido, mas sendo desfrutada com intensidade...
Enfim, ganhei o livro, e adoro-o imensamente! Vale a pena conhecer esse trabalho!
The Brown Sisters- Forty Years



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Tão novinho e tão machista!

Fui comprar uma prenda de anos para o meu marido...
Fui ao ECI e tive ajuda de um rapaz, com para aí 20 anos...
Super simpático, prestável, brincalhão...
Então, percebendo que eu entendia pouco de drones, foi me explicando a funcionalidade dos diversos aparelhos (brinquedos), até que chegou num drone que é terrestre e tem um sistema de walk-talk, e, ele querendo mostrar a funcionalidade do bichinho, disse-me:
- Isso aqui deve ser ideal para a senhora e o seu marido, por exemplo, seu marido está a assistir uma partida de futebol, acaba-lhe a cerveja... ele manda o drone para a COZINHA e pede que a senhora lhe leve uma cervejinha! Funcional, não é?
E eu fiquei olhando para o rapazola, esperando ele dizer: Tô a brincar! Mas eles falava a sério...
Eu respondi...sabe, meu marido pouco futebol vê, e no caso de ele estar a assistir um jogo, ele tem antes de mais nada amor à vida e amor ao drone, e não se arriscaria tanto|
kkkk, enfim... mentalidades ainda antigas num invólucro tão jovem!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Feliz 2018!

Nesse fim de ano, tempo até tive para escrever aqui no bloguezinho, mas faltou-me inspiração.
Como hoje ainda me falta.
Mas não queria deixar "a peteca cair" e acabar por deixar o blogue morrer e deixar de fazer uma pequena análise do ano que passou.

Numa análise geral do meu 2017 tudo fica um pouco confuso, os anos estão a passar muito rápido e um mistura com o outro, de maneira que quando penso em algo nunca sei se foi no ano passado ou há dois... já nem sei. Sinais dos tempos, mostra clara de que estou já mais para o velhota e o conceito de tempo vai perdendo o sentido... são tantos anos pra lá... nem sei.
Nesses últimos dias bateu-me um certo desânimo e não há uma razão concreta para isso. Deve ser do frio.
Acho que o Natal está sobrevalorizado pelo mundo... esperamos tanto por ele e quando chega é uma chatice pegada. O Ano Novo sempre foi sobrevalorizado por mim, e há mesmo muitos anos que tem se dividido entre "kind of boring", para "uma bostada", com exceção de um ou dois menos chatos, mas por norma são sempre tediosos.
E pronto, entro em 2018 com os ânimos um pouco em baixo, fazendo um esforço por ser grata, porque racionalmente tenho muitas razão para tal, mas com uma irritação e um saco cheio assim, para o forte.
Talvez por isso ainda não tenha vindo escrever no blogue, afinal é um tanto "pointless" vir para cá nesse espírito...Mas é a realidade, nada a fazer.
Começo o ano um pouco amarga, irônica, cínica...e de saco mesmo muito cheio, sempre dando um grande suspiro enquanto conto até 20 e esperando ver se me animo...
Entretanto, de verdade, sem cinismo, sem amarguras e sem ironias, desejo um feliz 2018 para toda a gente, é sério... Logo me animo!



terça-feira, 21 de novembro de 2017

Sobre a ansiedade...

Sempre fui ansiosa, sou precavida, gosto de certezas, confirmações.
Quero sempre me antecipar, acredito piamente em todos os ditados do estilo "Deus ajuda quem cedo madrugada"...
Mas tenho tentado aprender a me conter e felizmente acho que a idade está me dando uma capacidade um pouco maior de controlo, considerando que ainda estou anos luz de ser uma pessoa tranquila.
Uma característica que encontro muito frequentemente nas pessoas em Portugal ( minha sensação) é a uma certa ansiedade.
Domingo, estava eu no supermercado, numa boa, sem grandes pressa, na fila para pagar minhas compras... vejo se aproximar a típica ansiosa de plantão: senhora, dos seus 60 e muitos anos, com pouca compra, vem em passo ligeiro... Mal... Chega e como se estivesse a perder um comboio começa a colocar suas compras na esteira, e ainda minhas compras não tinham começado a ser passadas. Começam a passar as minhas compras e a senhora, já de cartão em punho, ao invés de estar com as suas compras, do lado da esteira, já está ao meu lado...Nem é preciso dizer que paguei com ela coladinha a mim... Deu -me vontade de perguntar se ela iria pagar a minha fatura, pois juro, visto de fora, deveria parecer que estávamos juntas... mas depois pensei que ela não fazia por mal, e poderia magoá-la, apenas por irritação.De certeza que era uma boa pessoa, assolada pela tal ansiedade.
Assim, para ser construtiva e não apenas uma pessoa irritada ( como disse ainda falta muito para eu ser simplesmente "normal"), tento aprender com essas atitudes que considero bem chatinhas das outras pessoas... É duro manter a calma, mas talvez eu consiga melhorar!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

El Corte Inglés- como terapia

Não me considero uma pessoa ambiciosa. Quando faço aquela coisa que toda a gente faz, que é imaginar o que faria se ganhasse o Euro milhões, juro que pelo menos nesse exercício, meu pensamento é quase sempre ajudar um monte de gente.
Eu gosto de onde vivo, gosto do carro que tenho, como o que me apetece, tenho mais roupa do que preciso... enfim, no plano material sonho pouco... Sou feliz com que vou tendo.
Mas, se eu me tornasse rica, eu sei o que mudaria na minha vida num primeiro momento...eu  iria ao El Corte Inglés fazer todas as minhas compras, sempre.
Adoro!
Para mim é um lugar de sonho, como deve ser a kidzania para as crianças.
Entro no ECI e começo ver tudo bonito, gente bonita a gastar dinheiro, gente bem vestida, funcionários bonitos, que fingem muito bem o prazer em nos ajudar. Vejo coisas desejáveis, muitas, muitas que eu gostava de poder comprar... faz parte do sonho. Vejo novidades, tudo arrumadinho...Uma delícia!
Parece que entro no mundo onde tudo é uma alegria. Sei lá, eu fico alegre!
Depois aquilo sempre me remete para Espanha, lugar que estou sempre com saudades.
Vou ao supermercado, onde posso sempre gastar uns poucos eurinhos, trago uma embalagem de  presunto e umas 200 gramas de um queijo diferente e já me sinto pronta para começar mais uma semana.
Tem gente que para recarregar as baterias gosta de olhar para o mar, tem gente que gosta de caminhar nas montanhas, tem gente que gosta de uma esplanada...Eu assumo que para mim nada é mais renovador que bater uma boa perna no El Corte Inglés, é fútil eu sei, mas nada na vida me deixa tão feliz.
E felicidade não tem grandes explicações...AMO O ECI!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Os dias eram assim... amor que não se exige...

Fazia tempo que eu não desfrutava tanto de uma série da Globo como tenho desfrutado dessa- "Os dias eram assim", muito legal, bem feita, com actores mesmo bem escolhidos, que encaixam muito bem no seu papel.
O começo da série foi mais pesado, mais histórico, mais "de dar o que pensar", agora já está mais soft, mais histórias de relação, que eu também gosto, confesso que sim.
E a ideia aqui não é falar da série em si, mas sobre essa coisa estranha de gostar de alguém.
A base da série é a história de amor entre um casal, a Alice e o Renato, que por causa do envolvimento da família do Renato com a ditadura, e da família da Alice com os militares, fica a parecer um Romeu e Julieta adaptado ao Brasil de 64...
Mas nessa confusão, o Renato vai para o exílio e casa-se com outra mulher, a Jimena, que na lógica tem absolutamente tudo a ver com o Renato, as mesmas ideias e ideais, com disponibilidade emocional, com tudo certinho, um feito para o outro... Mas o Renato gosta é da Alice...
Daí vem minha análise sobre essa coisa de gostar...E não faço nenhuma análise original, mas ainda assim, fico pensando nisso.
Elenco, eita gente bonita!
Como é em vão tentar achar lógica e sentido nessa coisa de gostar.  A gente gosta de quem gosta, sem ter uma explicação, uma razão fácil de explicar. Talvez seja um jeito que a pessoa tem que nos faz sentir bem, ou uma segurança que nos passa e nos dá força, talvez uma teimosia que nos dê vontade de desafiar, sei lá. A gente gosta de quem gosta, repito.
E acredito sim que, racionalmente, por achar que não vale a pena, conseguimos nos afastar de alguém que amamos, muitas vezes tem que ser. Mas o que não dá, nunquinha nessa vida, é passar a amar por razões lógicas, sem ser simplesmente do fundo do coração. E vendo a trama, onde a Jimena tenta sem parar fazer com que o marido a ame, esses meus pensamentos ficam ainda mais fortes. Ela se esforça, pede, implora, explica e com tudo isso só o afasta...geralmente é assim... quando uma pessoa chega ao ponto de explicar ao outro as várias razões pelas quais merece ser amada, geralmente é quando a relação chegou ao final e a pessoa que ainda ama está tentando segurar aquilo que já foi...
Lutar pelo amor é um conceito errado, não há luta possível, ou alguém nos ama, ou nada!É pôr a viola no saco e ir cantar para outra freguesia! Certo?

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Conexões de amizade...

De tudo que a vida tem de bom, praia, montanha, cidades lindas, boa comida, paisagens de tirar o fôlego, de tudo isso, de todas as coisas boas, aquilo que eu mais gosto é de gente, de seres humanos.
Gente, pessoas, das mais normais possíveis. Gosto de as conhecer, entrar em outros mundos...
E quando calha dessa gente, dessas pessoas serem a coisa mais legal do mundo, quando a gente sente que tem tanto para partilhar, quando olho nos olhos dessas pessoas, dessa gente e vejo ali tanta bondade, tanta simpatia... e pá... é do melhor que há.
Não sei se é por estar sempre aberta às novas pessoas, não sei se é simplesmente sorte, mas nesses 44 anos tenho sido muitas vezes brindada com novas amizades e como sou esperta,vou somando os amigos, vou espremendo um a um no meu coração porque vale a pena colecioná-los todos!
E ter amigos não é só alegria, muitas vezes tem a dor da separação e da saudade, mas vale sempre muito!
Como na canção de outro mineiro:

"São só dois lados
Da mesma viagem    
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida"
Adorei estar com vocês!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Planos que a gente faz...

Ontem o J. me mostrou um comercial da Campofrío, uma marca de carnes frias (frios) espanhola. A propaganda era era muito bonita e deu-me uma saudade imensa de estar em algum lugar na Espanha... matar saudades. "Vontade de Espanha" , como eu costumo dizer.
Pensei " porque não largo tudo e vou passar uns três dias em Madrid... sozinha...andar pelas ruas, comer bocadillos..." , não seria nada de fora do comum... mas vou deixando a ideia para qualquer outro dia... afinal seria uma logística enorme, afinal pareceria uma tonta andando daqui pra lá, de lá pra cá.
Depois, em tom de consolo, digo a mim mesma : " quando as crianças crescerem e eu não seja mais tão necessária, eu me mudo para Ayamonte...fico lá quietinha envelhecendo até morrer...". Daí penso na minha sogra, e na tragédia que seria se ela nos deixasse e fosse envelhecer sozinha na Espanha...Daí penso que não teria coragem... E também iria querer estar perto dos meus netos e ser útil para aqueles que eu amo...Viver sozinha pra quê?
Assim, se tudo correr bem, acho que nunca mais vou ter um tempo mesmo só para mim...
Portanto, os planos que a gente faz são meio que apenas sonhos, resultados de um dia atribulado, em que nos apetece alguma solidão...mas depois vemos que só mesmo em filme uma pessoa joga tudo para cima e vai viver por aí...Também não posso reclamar muito, consigo uma vez por ano por meus pezinhos nessa terra tão amada...é o que há.
Não posso reclamar, mas não deixo de sonhar!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Bodas de Cristal...

Depois de mais de 17 anos vivendo com um matemático cético fui deixando cada vez mais de acreditar em superstições, fé, coincidências...Bem, se calhar não é deixar de acreditar, mas deixar de pensar...
Mas, mesmo que não haja destino, não consigo evitar de pensar nas voltas dessa vida para chegar aqui, onde estou...
RaquelPinaDesignIllustration/
Quando penso a maneira que deixei tudo para trás para ir para os EUA passar um ano, faz muito pouco sentido. Quando decido ir para o programa do AU PAIR in América e sou escolhida por uma família justamente em Princeton, quando havia famílias pelos EUA inteiro...Isso tudo me intriga.
Alguma outra família qualquer, de qualquer lado do mundo poderia ter me escolhido... e daí?
E daí não haveria Jorge, nem Pipa, nem Gui, nem Elza, nem Doutor, nem Xana, nem Inês, nem Pedro, nem Sílvia, nem Ayamonte, nem Tejo, nem Escolar Editora, nem escola de música, nem a Escola das Crianças, nem Candeia, nem nada...e nem toda a gente que é parte da minha vida, tal qual ela é há mais de 15 anos...
Se a chata da Diana com seus filhos igualmente chatos e super mal educados não me tivessem escolhido, sei lá onde estaria hoje, estranho, não é?
Destino? Coincidência?
Sei lá.
Sei que não queria que nada tivesse sido diferente, mesmo a vida estando longe da perfeição, ela é bem boa e é a vida que eu escolhi e que gosto. Só peço que ela abrande um pouco, porque está passando muito rápido!
15 anos do dia que assinamos os papéis e começamos essa jornada, essa família essa vida!



terça-feira, 12 de setembro de 2017

Enxaqueca Oftalmológica

Há mais ou menos um mês tive uma situação muito estranha.
Estava no trabalho olhando para o computador e começaram a aparecer uns pontos no meu campo de visão, os pontos foram aumentando e a minha visão foi ficando turva, no meio dessa visão começaram a aparecer uns brilhos, como quando olhamos para um foco de luz e ficamos com aquela impressão na visão, mas não sumia, fiquei quase uns 20 minutos com a visão a piorar, até ficar com uma visão mesmo turva.
A visão voltou, fiquei feliz, mas foi sol de pouca dura, pois uma dor de cabeça que eu nunca tive na vida surgiu... horrível. Durou todo o episódio quase 1 hora... e passou ( claro que quando comecei a ter dor de cabeça tomei um ben-u-ron). Infelizmente esse quadro repetiu nesse mesmo dia.
Como estava a fazer uma dieta e aquele era o 3º dia julgamos que poderia ser uma crise de hipoglicemia e deixámos para lá ( bela desculpa para voltar a comer!).
Depois de uns vinte dias tive novamente essa situação, mas estava sozinha no trabalho, me mediquei e aquilo passou- ignorei.
Ontem estava no trabalho, escrevendo no computador e as pintinhas voltaram... Fiquei em pânico... vai começar... a visão começou piorar e eu nem esperei, já tomei um remédio e quando a visão voltou, acompanhada de uma enxaqueca, eu já estava medicada, o que ajudou, mas a dor ainda era grande.
Marquei um oftalmologista para ontem mesmo , tive sorte, consegui uma consulta, e fui.
O J. que estava impressionado com o quadro e já pensava o pior, quis ir comigo.
Quando cheguei na consulta e comecei a explicar, o médico nem me deixou terminar de explicar e já previu a história que eu contaria... é comum.Chama-se enxaqueca oftalmológica.
Perda de visão seguida de uma brutal dor de cabeça! É isso que a idade me trouxe.
Razões e por quês? Há muitos e não há nenhum...É conviver, é perceber a hora certa de tomar o remédio, mais nada...
Já é a segunda vez que vou a uma consulta e descubro que o que eu tenho não é grave, parte positiva, mas que também não tem solução, menos positivo...
Enfim... a idade!

domingo, 3 de setembro de 2017

E mais um verão em Aymonte...

Muita gente fica admirada com a nossa capacidade de ir sempre para o mesmo lugar.
Muita gente que está nesse "mesmo lugar" fica admirado de que quando lá estamos pouco nos movemos. Queremos e ficamos sempre lá nesse "mesmo lugar".
É que comparativamente aos dias do ano, a quantidade de dias que ficamos na Isla Canela-Aymonte é muito pequenina, e ainda não terminamos de matar a saudade e já está na hora de voltar.
Foi assim mais uma vez. ADORAMOS mais uma vez.
As crianças já começam a ficar impacientes, o Gui não é fã nº 1 da ideia de ir para praia ( só da ideia, porque uma vez ali, aproveita muito), a Pipa já não fica satisfeita apenas com a nossa companhia, quer gente da sua idade, o que eu entendo, mas tento fazer com que ela perceba que esses são "os nossos dias".
Encontrei tudo como eu deixei da última vez... quase tudo igual. Conhecemos mais dois novos restaurantes que vieram aumentar a lista das nossas capelinhas...
Todas as comidinhas que eu levei foram um sucesso e uma facilidade.
Deu para tudo, nadar, andar, descansar, entrar em contacto com velhos amigos, me irritar, limpar e arrumar, comer... Tempo que só as férias nos proporcionam...E eu aproveitei... sem parar!
Obrigada vida, por mais um verão impecável!
Condomínio Canela Park

Isla Canela

Corrida!

Bolas de "berlinde"

Merkajamón

Isla Canela

Mojamas

Isla Canela

Cinema ao ar livre- Isla Canela

Zoo de Ayamonte

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Estamos sempre por ali!

Eu já me habituei a conversar com outras pessoas sem olhar para elas, pois, num lugar aberto, sempre estou "de olho" nas crianças. Nas minhas, nas dos meus amigos, estou sempre a contá-los, como fazia quando era au-pair nos EUA...one-three-four (eu cuidava de quatro meninos).
Gui e Pipa comprando gelado
sem imaginar a nossa presença!
Hoje olho para os meus e tenho a sensação de que quando tiro os olhos eles se perdem... Não param!
Já há dois verões que quando estamos na Isla Canela, no Barriles, que é um bar com uma esplanada na rua, as crianças pedem para ir sozinhas comprar um gelado... nós fingimos que deixamos, mas sempre andamos atrás deles, seguindo cada movimento... Depois de serem servidos e terem o troco, corremos para a mesa e fazemos cara de surpresa/orgulho quando voltam com seus gelados e com o troco... Mas sempre estamos ali... e que dure muito!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A fina linha que divide ser corajoso e ser burro!

Desde muito cedo percebi que o mundo dá voltas, e, por essa razão sempre tentei controlar meus ímpetos, por saber que mais cedo ou mais tarde, nas voltas da vida, teria eu que pagar por me " deixa levar" pela irritação.
Parto do princípio que muitas vezes não sabemos com quem estamos falando, por isso todo cuidado, respeito e calma é pouco. Nem sempre é óbvio que pode dar mal resultado, mas eu prefiro prevenir.
Admirada fico eu ao ver TANTA gente que mesmo quando a outra pessoa com quem tem que lidar está numa posição de "poder" , não tenta usar um pouco de diplomacia, de artimanha, de inteligência emocional, para conseguir o que quer... Vão mesmo a bruta, exigem aquilo que consideram "seus direitos" e querem ficar bem no filme.
Minha gente é preciso saber levar, saber pedir, saber exigir com muita calma e educação.
Parece que estou fazendo uma apologia à falsidade, não, não é. É aprender se colocar no lugar da outra pessoa, imaginando como ela pensa, e tentar convencê-la por bem daquilo que se quer.
Todos somos seres humanos, que trazemos nossos traumas, vivências, inseguranças, impossível não misturar tudo isso quando damos uma resposta ao mundo. Reagimos aos estímulos que nos são dados, não conseguimos enxergar tudo da mesma maneira, por isso, quando queremos alguma coisa, é melhor tratar com boa vontade as pessoas que podem nos ajudar obter o que precisamos...
Parece que o que eu escrevo é óbvio, mas não é. Escolher nossos inimigos é fundamental, saber a força de cada um é vital, a coragem é muito bonita, mas a consequência dela nem sempre é brilhante. Saber chegar onde queremos exige alguma diplomacia...
Como diz a santasogra, que além de santa sabe muita coisa: "Não é com vinagre que se apanham moscas"

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A importância de se manter ocupado...

"Mente vazia, oficina do diabo"... acho que os ditados populares são mesmo um bom guião para a vida, eles vem carregados de sabedoria, experiência, eu os respeito muito. Nunca falham, são o resultado de uma experiência empírica, passada de geração em geração e que nos dizem tudo que precisamos saber, da maneira mais simples, mais crua.
Sobre o ditado acima descrito, acabo sempre por me ver a repeti-lo mentalmente e balançar a cabeça num sinal de concordância...
Isso tudo porque as crianças estão de férias e com isso faz com que eu tenha muito mais tempo também, o fato de eu não ter que transportá-los daqui para ali dá-me muitos horas de tempo livre que não costumo ter durante o ano, e sinto que faço bem menos daquilo que poderia fazer e do que realmente faço quando estou com o tempo contado.
Para além disso, o ócio dá para invenção de necessidades, tenho tempo para inventar modas, para desejar coisas, para achar que devo mudar isso ou aquilo... Coisas que quando estou no "lufa-lufa" nem me passam pela cabeça.
Com mais tempo livre gasto mais e faço menos, acabo por me sentir muitas vezes frustrada, por dar conta disso mas não conseguir fazer muito a respeito...Enfim, acabo me sentindo culpada e caos segue na minha casa!
Mas deixa pra lá, as férias são sim bem-vindas, no final o resulta há de ser positivo!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Feliz Capicua!

Recebi de uma amigo, os votos de "Feliz Capicua" , e, como não fazia ideia, fui procurar a definição no dicionário dessa palavra e encontrei:
       
 "é um número (ou conjunto de números) cujo reverso é ele próprio"
  
Como completo 44 anos, é isso, comecei o dia a aprender coisas novas... Percebi também que já 
"capicuiei" várias vezes...

Assim, se puder desejar alguma coisa, desejo que até o meu próximo "capicuamento" a vida continue sendo boa comigo como foi nas outras vezes, que eu continue desfrutando da minha família, dos meus amigos, do verão, do inverno de tudo que a vida dá, como sempre desfrutei!
Venha os 55!
 


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Relativizar...

O Gui anda com uma alergia enorme... Vive com os olhos inchados... tadinho.
Há dois dias até achei melhor ficar em casa, faltar as aulas e melhorar aqueles olhinhos...
Bem nesse mesmo dia, eu estava no trabalho e ligam da escola da Pipa a dizer que ela estava com dores de cabeça... E eu fiquei sem saber,era mesmo uma forte dor? Era para eu ir buscar, ou era apenas para eu dar permissão para lhe darem um remédio?
A senhora que me ligou disse que dariam o remédio, mas que que quando eu pudesse eu fosse buscar...
Claro que não sosseguei, tentei trabalhar, mas a minha chefe quase ordenou que eu fosse buscar a menina... E eu fui.
Cheguei na escola um pouco tensa, somando com as alergias do Gui, o filme  na minha cabeça já era de uma virose fatal...
A professora aparece, com muita "cara de caso",  com aquele ar "precisamos falar".
Eu suspiro com preocupação, e me preparo para a notícia...
E a professora explica: 

" Mãe, houve um  mal entendido, a Filipa tem uma leve dor de cabeça, já está medicada, e está ótima, não era para vir buscá-la, explicaram mal"

E eu começo a rir, a professora, meio atrapalhada me pergunta se eu não estou zangada.
E eu respondo:

" Claro que foi um incômodo me fazer sair do trabalho, amanhã terei que ficar um pouco mais, mas entre isso e a Filipa estar doente, fico com o mal entendido de bom grado!"  

Me irritou um pouco? Claro que sim, mas na vida é preciso relativizar!

terça-feira, 30 de maio de 2017

As viagens e a vida...

Eu nasci e cresci ( não muito), numa cidade do interior de São Paulo.Onde as pessoas do mesmo grupo acabam crescendo juntas.
Tenho amigas que são da infância e que hoje tem a sorte de criar os filhos no mesmo registro.
Por muitos anos nunca imaginei que faria um percurso que acabaria por me levar para tão longe da minha cidade, mas acabei por vir parar em Lisboa, onde já vivo há 15 anos...
Enfim, longa história.
Mas, muito antes disso tudo, quando terminei a faculdade, já há uns 22 anos ( hor-ror!), eu e uma amiga fizemos uma viagem pela Europa, de mochila as costas e nós viajamos livres, leves  e soltas, por muitos países, de trem, de lá pra cá, de cá pra lá ( ainda faço um post contando essa epopeia).
Essa viagem de dois meses, operou uma grande mudança na minha pessoa, nesses dois meses eu posso dizer que me tornei apta a entender a diferença.
Nada como viajar, nada como sair daquilo que é o ¨normal¨ e embarcar no desconhecido.
Ver novas pessoas, provar novos sabores, pensar a vida diferente daquilo que sempre pensamos, pois fui descobrindo que dá para ser diferente!
Por isso, deixo aqui um apelo, uma dica, vá, um conselho:

¨Quando forem viajar, abram-se para o novo, explorem, aprendam, vejam as coisas sem preconceito, entendam que estão num mundo diferente, portanto é normal que tudo seja diferente, a comida, os hábitos, a maneira de pensar. Deixem de fazer comparações do estilo ¨Mas no Brasil é assim...¨ Não importa como é no Brasil, as culturas mudam dentro do próprio país não haveriam de mudar num país diferente?  Preparem-se para a aventura do novo!
E nem adianta pensar se é melhor ou pior, as coisas são como são, uma viagem dura alguns dias, quando voltarem o mesmo estará esperando, o arroz, o feijão, o chopp tirado assim  ou assado, a picanha, a descontração, tudo estará lá., igualzinho vocês deixaram. Não sintam saudades de algo que logo vai voltar a ser vosso, curtam ao máximo a experiência que uma viagem proporciona. Voltem mais ricos, com uma vivência maior, uma receita, uma maneira de ver a vida. Tentem trazer um bocadinho da experiência convosco... eu considero que é isso que nos torna mais interessantes- sermos capazes de captar a diferença, incorporá-la e crescermos. Além de mais interessantes, nos tornamos mais tolerantes. ¨

E só mais uma coisinha, muitas vezes nem é preciso viajar, basta muitas vezes sentar com alguém com uma experiência de vida super diferente da sua, e ouvir, pode ser uma pessoa bem mais velha, uma pessoa de em estrato social diferente, alguém que já passou por uma doença, um divórcio, uma perda, saber ouvir, gravar tudo, fazer um filme mental, torna tudo mais enriquecedor.
Eu acho, mas vai saber, né?