terça-feira, 17 de setembro de 2019

Nova moral...Medo!

De repente a "moral e os bons costumes" voltaram a entrar em cena nas famílias "de bem". E eu acho muito bom a moralidade, os bons costumes, que é o que, na minha opinião, torna a vida em sociedade mais agradável. Para mim, a regra básica, que permeia a minha vida e que tento passar para os meus filhos é: "minha liberdade vai até o ponto que chega a liberdade do outro", trocando em miúdos, eu posso fazer o que eu quiser, desde que não atrapalhe ninguém.
Muita coisa me incomoda, me irrita, mas se eu tenho a opção de mudar de canal, não assistir, ir a outro lugar, desde que eu tenha opção, tanto faz.

Como tanto faz:
* se você é homo ou hétero, não me abala,
* sua opção musical, desde que eu não tenha que ouvir,
* a roupa que você veste ( claro que posso gostar ou não, mas TENHO que respeitar)
* se você trai ou é traído pelo seu companheiro ( é problema seu não meu, cada um lá sabe como resolve),
* se você é poupado ou gastador ( eu não vou pagar a sua conta, agora se dever para mim... daí mexeu com a minha liberdade),
* se você é religioso (aliás até acho que a fé é super íntima, desconfio de quem fica berrando sobre aquilo que acredita, mas lá está, respeito),
* se você passou a vida inteira a fazer merda, e agora quer falar sobre moral e bons costumes para os outros (fico a pensar, mas respeito, olha, podemos ser contraditórios)
Gosto de liberdade, gosto de ter liberdade para criar meus filhos, gosto de poder decidir.
Fico abalada de ter tanta gente a pedir para proibir, e já que vivem a dar conselhos, vou dar o meu: olhem bem para a sua vida, para os seus filhos, o seu relacionamento, o seu caminho. Geralmente as pessoas que eu menos admiro são aquelas que estão o tempo todo a dar lições de moral. Mas ainda assim, respeito.

sábado, 14 de setembro de 2019

Doces ideias...

Na escola da minha filha, a professora do 1º ano acompanha as crianças até o 4º.
No final do 4º ano as crianças que estão a terminar o 1º ciclo, "apadrinham" as que estão a entrar no 1º ano, para a classe da sua antiga- futura professora.
A Pipa teve a sua madrinha, que eu vi se tornar uma linda pré-adolescente, durante os anos que se seguiram, e no final do 4º ano ela tornou-se uma madrinha, de uma linda menina que começava o 1º ano.
Durante o ano passado vi o carinho que a pequenina sempre sentiu pela minha filha. Todas as vezes que se cruzavam na escola era um abraço, um  beijinho...
Tivemos as férias de verão, e logo no 1º dia de aulas, a pequenota não veio, e a madrinha, muito preocupada, logo veio perguntar por ela...
No segundo dia de aulas a afilhada voltou, e mataram a saudades, imagino quase garantindo, com um doce abraço e muitos beijinhos (como é habito delas), e a Pipa recebeu uma linda prenda, comprada pela sua protegida durante as férias:
É ou não é uma coisinha mais linda do planeta?
Eu adoro!
Adoro a ideia do apadrinhamento, adoro o que surge daí e o que fica no coração dessas crianças!
Dar e receber, cuidar, ser lembrado...tudo tão importante e muitas vezes esquecido! Parabéns para as professoras, pela ideia e a atitude!

Joanete parte 2

Então, em Março deste ano operei um pé para acabar com a indesejada joanete, e contei tudo aqui .
Assim, decidi hoje fazer um update da situação do pezinho, depois de 6 meses.
Vai bem obrigada. Ainda não consigo dobrar como antes, mas é a uma questão de tempo. Depois de dois meses já corria, andava, fazia aulas de bike.
Acho que estão muito bonitinhos e uso e abuso das sandálias... Operei com o Dr. Cassiano Neves da CUF Descobertas, que tem a secretária mais simpática do mundo, a Patrícia Santana.

Olhem lá:

Era assim, por isso acho bonitinho hoje...

Agora está assim...

Com o outro amigo, para comparar...

Uso e abuso das sandálias, sem medo de ser feliz!



segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Gordinhos selectivos...

Sempre calha comigo de conhecer gordinhos ou gordões que afirmam veementemente que não comem nada! NADA!
E, quando me veem comer qualquer coisa, fazem uma cara de nojo, como se eu estivesse a comer "cocô frito" e dizem qualquer coisa como: " Você come isso??? Isso tem muito açúcar/gordura/calorias".
O gordinho selectivo nunca chegou perto de um refrigerante, detesta açúcar, tem pânico de chocolate, evita ao máximo carboidratos... Também chega em casa cansado e nunca janta, come uma sopinha (sem batata, pois claro está), e vai dormir.
Quando eu como ao lado de um gordinho selectivo ele sempre está de olho na rapidez com que eu ingiro e faz tantas caretas que até me dá a impressão que eu estou a babar, sei lá. O olhar de incredulidade e reprovação está sempre presente, nem mais me incomoda, eu já habituei...
O gordinho selectivo nunca topa uma extravagância, um sorvete fora de horas, uma fatia de pizza...Imagina! que disparate.Acaba sendo um estraga prazer muitas vezes (tão bom quando temos companhia para o disparate, né?).
O gordinho selectivo nunca fica contente se lembramos dele e levámos uma fatia de qualquer coisa, tudo lhe faz mal, lactose,frutose, natas, sal, manteiga, vento, ar...
O gordinho sempre deixa no prato uma boa quantidade de comida, e exclama " é muito para mim! não sei como você consegue".
Enfim, o gordinho selectivo para mim é um grande mistério...

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A Casa e a sua Alma

Estive, como tem sido há muitos anos, a passar as férias no sul da Espanha e lá ouvi uma bonita história, a qual não quero esquecer, e por isso, coloco aqui, para partilhar e para reter.
Soube de uma família, que ainda vivia em Angola (quando era colônia de Portugal) e por volta de 1974 compra um apartamento no sul da Espanha, na Isla Canela, para poder desfrutar nos verões.
Aconteceu a revolução e essa família teve que voltar para Portugal e a partir daí, todos os meses de Setembro foram passados em Ayamonte.
Pelo menos uns 20 verões, com muitas histórias, muitas memórias para contar.
A casa conheceu os filhos meninos e os viu tornarem-se homens.
A casa conheceu o cãzinho da família.
A casa conheceu a avó.
A casa recebeu amigos queridos, que já partiram.
A casa conheceu os netos do casal que comprou a casa.
A casa soube da partida do dono da casa para outro plano.
E depois a casa foi ficando velhinha e a casa começou a receber outras pessoas, e a família , por muitas razões já não lá ficava, e passaram mais 20 anos, onde as visitas foram mais escassas, mais fugazes.
A família decidiu vender a casa, ela tinha cumprido seu papel, durante muitos anos tinha servido à essa família, e essa família tinha amado muito a casa.
Mas tudo tem um fim...
Sem grandes dramas a família foi vender a casa, e, na burocracia típica dos países latinos, aquilo foi mais complicado que o esperado. Por causa da complicação, a família dona da casa, acabou por conhecer os futuros proprietários, e houve tempo para troca de informações, de um começo de amizade e uma grande empatia.
Eis, que o futuro dono da casa disse que estava muito feliz, pois queria comprar uma casa com uma história e, de preferência, uma história feliz. Conseguiu atingir o seu objetivo, conheceu a família, soube da um pouco da história e reteve a alma da casa. Até tiraram uma foto juntos e ficaram todos com o coração cheio.
Fico a imaginar a casa a ficar feliz, a saber que depois de tantos anos voltará a sentir a emoção dos primeiros encontros e o retorno animado da vida!
Adorei a história, e desejo muitas felicidades para todos envolvidos... inclusive à casa!