terça-feira, 23 de janeiro de 2018

The Brown Sisters

Um senhor americano, Nicolas Nixon, fotógrafo, casado com uma senhora, que tem três irmãs, começou em 1975 (tinha eu ainda 2 aninhos) a tirar fotos do quarteto durante 40 anos e essas fotos ganharam imensa notoriedade e estão expostas no Museu de Arte Moderna de Nova York.
As fotos sempre me comoveram. Eu não entendo nada de fotos, mas essas fotos parecem que falam comigo, na pose, no olhar, parece que conheço cada uma delas... parece que as conheço de toda a vida. Devem ser tão bem captadas que mostram a personalidade ( obviamente a personalidade que eu acredito que cada uma tenha...) das modelos.
Depois as fotos são um murro no estômago, pois mostram aquilo que o tempo nos faz, num virar de páginas... Claro que podemos envelhecer bem, claro que cada idade tem seu encanto, mas a graça, a frescura da juventude é algo arrebatador e ver isso sendo perdido a cada folhear...dói. Vejo a mim mesma mais para o final do livro e vejo a velhice logo ali a porta e como tudo passa tão rápido...num instantinho!
Quando me sinto assim, tão mais velha, gosto de tentar ir lembrando meu percurso e como sempre aproveitei sempre cada ano, cada momento. É de certa forma me consolar e ir dizendo para mim mesma, que a minha vida está a passar rápido, mas sendo desfrutada com intensidade...
Enfim, ganhei o livro, e adoro-o imensamente! Vale a pena conhecer esse trabalho!
The Brown Sisters- Forty Years



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Tão novinho e tão machista!

Fui comprar uma prenda de anos para o meu marido...
Fui ao ECI e tive ajuda de um rapaz, com para aí 20 anos...
Super simpático, prestável, brincalhão...
Então, percebendo que eu entendia pouco de drones, foi me explicando a funcionalidade dos diversos aparelhos (brinquedos), até que chegou num drone que é terrestre e tem um sistema de walk-talk, e, ele querendo mostrar a funcionalidade do bichinho, disse-me:
- Isso aqui deve ser ideal para a senhora e o seu marido, por exemplo, seu marido está a assistir uma partida de futebol, acaba-lhe a cerveja... ele manda o drone para a COZINHA e pede que a senhora lhe leve uma cervejinha! Funcional, não é?
E eu fiquei olhando para o rapazola, esperando ele dizer: Tô a brincar! Mas eles falava a sério...
Eu respondi...sabe, meu marido pouco futebol vê, e no caso de ele estar a assistir um jogo, ele tem antes de mais nada amor à vida e amor ao drone, e não se arriscaria tanto|
kkkk, enfim... mentalidades ainda antigas num invólucro tão jovem!

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Pensando em café...

Já há muitos anos sou consumidora moderada, mas com grande prazer de café.
Quando vivia no Brasil passava o dia tomando café de cafeteira, que apesar de hoje ser a antítese daquilo que eu gosto- um café fraquinho e cheio de açúcar, eu adorava!
O cheirinho do café pela manhã! hum...
Depois quando fui viver nos EUA comecei gostar do café americano, aqueles copos gigantes de café, que mais que a bebida em si, são uma bela companhia quando nos sentamos num "coffee shop" e bebericamos e vemos a neve a cair ouvindo um jazz... que saudades! Nessa fase comecei a gostar do café sem açúcar, se calhar por ser mais fraco, fui habituando com o gosto do café em si!
Depois em Espanha aprendi com a minha amiga Sheila a utilizar a cafeteira italiana e disso nunca mais deixei de gostar, essa transição de um café que não é forte como um expresso, nem fraco como um americano (verdade seja dita depende da qualidade e quantidade de pó que colocamos na cafeteira) e até hoje pela manhã é a minha bebida de eleição.


Para depois, no meio da manhã, já gosto de um belo café expresso, e gosto mesmo de um nespresso, nunca erra, sempre delicioso ( só gostava que fosse mais quente).
 Quando me casei, meus pais estavam aqui em Lisboa e entramos numa loja que vendia café, cafeteira, bombons, na rua Garret ( A Casa Pereira) e o meu pai me ofereceu a minha cafeteira Bialetti, linda, pretinha!
 A loja é linda e tem aquele cheirinho de gostosura, café, chá, chocolate...
Usei muitos anos a minha cafeteira, que era para seis chávenas (xícaras), mas como diz o ditado- " do grande faz-se o pequeno" , eu utilizava com menos água ...
Mas, depois de 14 anos de amizade, a minha amada cafeteira foi ficando velhinha, e passeando pela catedral da felicidade, meu amado ECI, encontrei outra cafeteira Bialetti em promoção e dei-me de presente a nova companheira, menorzinha,branquinha, lindinha e certamente companhia para muitos mais anos!
Bem vinda pequena Bialetti!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Feliz 2018!

Nesse fim de ano, tempo até tive para escrever aqui no bloguezinho, mas faltou-me inspiração.
Como hoje ainda me falta.
Mas não queria deixar "a peteca cair" e acabar por deixar o blogue morrer e deixar de fazer uma pequena análise do ano que passou.

Numa análise geral do meu 2017 tudo fica um pouco confuso, os anos estão a passar muito rápido e um mistura com o outro, de maneira que quando penso em algo nunca sei se foi no ano passado ou há dois... já nem sei. Sinais dos tempos, mostra clara de que estou já mais para o velhota e o conceito de tempo vai perdendo o sentido... são tantos anos pra lá... nem sei.
Nesses últimos dias bateu-me um certo desânimo e não há uma razão concreta para isso. Deve ser do frio.
Acho que o Natal está sobrevalorizado pelo mundo... esperamos tanto por ele e quando chega é uma chatice pegada. O Ano Novo sempre foi sobrevalorizado por mim, e há mesmo muitos anos que tem se dividido entre "kind of boring", para "uma bostada", com exceção de um ou dois menos chatos, mas por norma são sempre tediosos.
E pronto, entro em 2018 com os ânimos um pouco em baixo, fazendo um esforço por ser grata, porque racionalmente tenho muitas razão para tal, mas com uma irritação e um saco cheio assim, para o forte.
Talvez por isso ainda não tenha vindo escrever no blogue, afinal é um tanto "pointless" vir para cá nesse espírito...Mas é a realidade, nada a fazer.
Começo o ano um pouco amarga, irônica, cínica...e de saco mesmo muito cheio, sempre dando um grande suspiro enquanto conto até 20 e esperando ver se me animo...
Entretanto, de verdade, sem cinismo, sem amarguras e sem ironias, desejo um feliz 2018 para toda a gente, é sério... Logo me animo!