Sempre fui ansiosa, sou precavida, gosto de certezas, confirmações.
Quero sempre me antecipar, acredito piamente em todos os ditados do estilo "Deus ajuda quem cedo madrugada"...
Mas tenho tentado aprender a me conter e felizmente acho que a idade está me dando uma capacidade um pouco maior de controlo, considerando que ainda estou anos luz de ser uma pessoa tranquila.
Uma característica que encontro muito frequentemente nas pessoas em Portugal ( minha sensação) é a uma certa ansiedade.
Domingo, estava eu no supermercado, numa boa, sem grandes pressa, na fila para pagar minhas compras... vejo se aproximar a típica ansiosa de plantão: senhora, dos seus 60 e muitos anos, com pouca compra, vem em passo ligeiro... Mal... Chega e como se estivesse a perder um comboio começa a colocar suas compras na esteira, e ainda minhas compras não tinham começado a ser passadas. Começam a passar as minhas compras e a senhora, já de cartão em punho, ao invés de estar com as suas compras, do lado da esteira, já está ao meu lado...Nem é preciso dizer que paguei com ela coladinha a mim... Deu -me vontade de perguntar se ela iria pagar a minha fatura, pois juro, visto de fora, deveria parecer que estávamos juntas... mas depois pensei que ela não fazia por mal, e poderia magoá-la, apenas por irritação.De certeza que era uma boa pessoa, assolada pela tal ansiedade.
Assim, para ser construtiva e não apenas uma pessoa irritada ( como disse ainda falta muito para eu ser simplesmente "normal"), tento aprender com essas atitudes que considero bem chatinhas das outras pessoas... É duro manter a calma, mas talvez eu consiga melhorar!
terça-feira, 21 de novembro de 2017
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
El Corte Inglés- como terapia
Não me considero uma pessoa ambiciosa. Quando faço aquela coisa que toda a gente faz, que é imaginar o que faria se ganhasse o Euro milhões, juro que pelo menos nesse exercício, meu pensamento é quase sempre ajudar um monte de gente.
Eu gosto de onde vivo, gosto do carro que tenho, como o que me apetece, tenho mais roupa do que preciso... enfim, no plano material sonho pouco... Sou feliz com que vou tendo.
Mas, se eu me tornasse rica, eu sei o que mudaria na minha vida num primeiro momento...eu iria ao El Corte Inglés fazer todas as minhas compras, sempre.
Adoro!
Para mim é um lugar de sonho, como deve ser a kidzania para as crianças.
Entro no ECI e começo ver tudo bonito, gente bonita a gastar dinheiro, gente bem vestida, funcionários bonitos, que fingem muito bem o prazer em nos ajudar. Vejo coisas desejáveis, muitas, muitas que eu gostava de poder comprar... faz parte do sonho. Vejo novidades, tudo arrumadinho...Uma delícia!
Parece que entro no mundo onde tudo é uma alegria. Sei lá, eu fico alegre!
Depois aquilo sempre me remete para Espanha, lugar que estou sempre com saudades.
Vou ao supermercado, onde posso sempre gastar uns poucos eurinhos, trago uma embalagem de presunto e umas 200 gramas de um queijo diferente e já me sinto pronta para começar mais uma semana.
Tem gente que para recarregar as baterias gosta de olhar para o mar, tem gente que gosta de caminhar nas montanhas, tem gente que gosta de uma esplanada...Eu assumo que para mim nada é mais renovador que bater uma boa perna no El Corte Inglés, é fútil eu sei, mas nada na vida me deixa tão feliz.
E felicidade não tem grandes explicações...AMO O ECI!!!!!!!!!!!
Eu gosto de onde vivo, gosto do carro que tenho, como o que me apetece, tenho mais roupa do que preciso... enfim, no plano material sonho pouco... Sou feliz com que vou tendo.
Mas, se eu me tornasse rica, eu sei o que mudaria na minha vida num primeiro momento...eu iria ao El Corte Inglés fazer todas as minhas compras, sempre.
Adoro!
Para mim é um lugar de sonho, como deve ser a kidzania para as crianças.
Entro no ECI e começo ver tudo bonito, gente bonita a gastar dinheiro, gente bem vestida, funcionários bonitos, que fingem muito bem o prazer em nos ajudar. Vejo coisas desejáveis, muitas, muitas que eu gostava de poder comprar... faz parte do sonho. Vejo novidades, tudo arrumadinho...Uma delícia!
Parece que entro no mundo onde tudo é uma alegria. Sei lá, eu fico alegre!
Depois aquilo sempre me remete para Espanha, lugar que estou sempre com saudades.
Vou ao supermercado, onde posso sempre gastar uns poucos eurinhos, trago uma embalagem de presunto e umas 200 gramas de um queijo diferente e já me sinto pronta para começar mais uma semana.
Tem gente que para recarregar as baterias gosta de olhar para o mar, tem gente que gosta de caminhar nas montanhas, tem gente que gosta de uma esplanada...Eu assumo que para mim nada é mais renovador que bater uma boa perna no El Corte Inglés, é fútil eu sei, mas nada na vida me deixa tão feliz.
E felicidade não tem grandes explicações...AMO O ECI!!!!!!!!!!!
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Os dias eram assim... amor que não se exige...
Fazia tempo que eu não desfrutava tanto de uma série da Globo como tenho desfrutado dessa- "Os dias eram assim", muito legal, bem feita, com actores mesmo bem escolhidos, que encaixam muito bem no seu papel.
O começo da série foi mais pesado, mais histórico, mais "de dar o que pensar", agora já está mais soft, mais histórias de relação, que eu também gosto, confesso que sim.
E a ideia aqui não é falar da série em si, mas sobre essa coisa estranha de gostar de alguém.
A base da série é a história de amor entre um casal, a Alice e o Renato, que por causa do envolvimento da família do Renato com a ditadura, e da família da Alice com os militares, fica a parecer um Romeu e Julieta adaptado ao Brasil de 64...
Mas nessa confusão, o Renato vai para o exílio e casa-se com outra mulher, a Jimena, que na lógica tem absolutamente tudo a ver com o Renato, as mesmas ideias e ideais, com disponibilidade emocional, com tudo certinho, um feito para o outro... Mas o Renato gosta é da Alice...
Daí vem minha análise sobre essa coisa de gostar...E não faço nenhuma análise original, mas ainda assim, fico pensando nisso.
Como é em vão tentar achar lógica e sentido nessa coisa de gostar. A gente gosta de quem gosta, sem ter uma explicação, uma razão fácil de explicar. Talvez seja um jeito que a pessoa tem que nos faz sentir bem, ou uma segurança que nos passa e nos dá força, talvez uma teimosia que nos dê vontade de desafiar, sei lá. A gente gosta de quem gosta, repito.
E acredito sim que, racionalmente, por achar que não vale a pena, conseguimos nos afastar de alguém que amamos, muitas vezes tem que ser. Mas o que não dá, nunquinha nessa vida, é passar a amar por razões lógicas, sem ser simplesmente do fundo do coração. E vendo a trama, onde a Jimena tenta sem parar fazer com que o marido a ame, esses meus pensamentos ficam ainda mais fortes. Ela se esforça, pede, implora, explica e com tudo isso só o afasta...geralmente é assim... quando uma pessoa chega ao ponto de explicar ao outro as várias razões pelas quais merece ser amada, geralmente é quando a relação chegou ao final e a pessoa que ainda ama está tentando segurar aquilo que já foi...
Lutar pelo amor é um conceito errado, não há luta possível, ou alguém nos ama, ou nada!É pôr a viola no saco e ir cantar para outra freguesia! Certo?
O começo da série foi mais pesado, mais histórico, mais "de dar o que pensar", agora já está mais soft, mais histórias de relação, que eu também gosto, confesso que sim.
E a ideia aqui não é falar da série em si, mas sobre essa coisa estranha de gostar de alguém.
A base da série é a história de amor entre um casal, a Alice e o Renato, que por causa do envolvimento da família do Renato com a ditadura, e da família da Alice com os militares, fica a parecer um Romeu e Julieta adaptado ao Brasil de 64...
Mas nessa confusão, o Renato vai para o exílio e casa-se com outra mulher, a Jimena, que na lógica tem absolutamente tudo a ver com o Renato, as mesmas ideias e ideais, com disponibilidade emocional, com tudo certinho, um feito para o outro... Mas o Renato gosta é da Alice...
Daí vem minha análise sobre essa coisa de gostar...E não faço nenhuma análise original, mas ainda assim, fico pensando nisso.
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| Elenco, eita gente bonita! |
E acredito sim que, racionalmente, por achar que não vale a pena, conseguimos nos afastar de alguém que amamos, muitas vezes tem que ser. Mas o que não dá, nunquinha nessa vida, é passar a amar por razões lógicas, sem ser simplesmente do fundo do coração. E vendo a trama, onde a Jimena tenta sem parar fazer com que o marido a ame, esses meus pensamentos ficam ainda mais fortes. Ela se esforça, pede, implora, explica e com tudo isso só o afasta...geralmente é assim... quando uma pessoa chega ao ponto de explicar ao outro as várias razões pelas quais merece ser amada, geralmente é quando a relação chegou ao final e a pessoa que ainda ama está tentando segurar aquilo que já foi...
Lutar pelo amor é um conceito errado, não há luta possível, ou alguém nos ama, ou nada!É pôr a viola no saco e ir cantar para outra freguesia! Certo?
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