Ultimamente a questão ¨viver-morrer¨ anda muito nos meus pensamentos...
Embora já tenha entendido que o George Michael morreu de morte natural, um pouco se especulou sobre suicídio.
Já percebi que ele não se suicidou, mas sabemos de muita gente que se suicida. Mesmo tendo uma vida que consideramos boa, mesmo tendo saúde, mesmo tendo sucesso.
Muitas vezes penso no desespero interior que uma pessoa sente para acabar com a própria vida. Deve ser muito profundo.
Depois vejo cenas das pessoas em Aleppo, a fugir da guerra. Não tem nada nas mãos, fogem para o incerto, sem nada, correndo riscos, riscos elevados. Com os filhos, sem a menor ideia de como será o dia seguinte.Eu me imagino numa situação dessas e acho a morte uma escolha muito mais aceitável,
mas vejo essas pessoas a lutar por continuar a viver. Apesar de tudo, apesar desse verdadeiro horror.
No Natal vi uma senhora na Síria a dizer que aquele era o dia mais feliz da sua vida, pois tinha voltado para sua terra natal e estava na sua igreja, ela se considerava ¨abençoada¨, depois de perder tudo, depois de viver na guerra, depois de perder tudo e de passar por coisas que nem queremos imaginar... Ela estava genuinamente feliz.
Estranho, não é?
Encontrar felicidade no nada... não encontrar felicidade em nada....
E eu vou acabando o ano assim... a pensar está tudo bem. Há coisas pesadas por aí afora!
Gratidão por tudo que tenho!
E sempre a sonhar num mundo melhor!
terça-feira, 27 de dezembro de 2016
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Um exemplo é melhor que 1000 palavras!
Segunda -feira passo um dia de cão no trabalho, sinto que estou a ¨chocar¨ uma gripe...
Vou buscar a Filipa na escola, meus olhos ardem, meu corpo dói...
Ela fica na aula de violino, trago o Gui que já fez aula.
O normal nesse dia é trazer o Gui, dar-lhe um banho, levá-lo à Santasogra e ir buscar a Pipa e levá-la à natação. Como me sentia francamente mal, aviso a menina que é muito provável que eu não tenha condições físicas para irmos à natação.
A Pipa, com o egoísmo que é normal aos 8 anos, começa uma birra, que TEM que ir, que QUER ir...
Eu pedi para ela não torrar a minha paciência e fui para casa.
Ligo para Santasogra a dizer que me sinto mal, ela mede minha febre- 39º
Eu deito no sofá e sei que tudo será providenciado pela sogrinha, foram buscar a Pipa no violino e me deixaram dormir até o remédio fazer efeito.
Depois melhorei e o dia terminou.
A Pipa obviamente não foi à natação.
Terça-feira, estou no trabalho, ligam da escola a dizer que a minha filha estava com muita febre.
Corro para buscá-la, ela vem completamente rendida, quase desmaiada.
Chego em casa, coloco ela na cama, cubro, dou beijinhos.
E depois começo uma birra, a pedir que ela me leve para natação, grito, esperneio!
Ela deitadinha, tiritando de frio fica a me olhar, com um riso meio envergonhado, estica os braços , me abraça e diz no meu ouvido: ¨Desculpa mamã!¨.
Não foi preciso dizer muito mais....
Vou buscar a Filipa na escola, meus olhos ardem, meu corpo dói...
Ela fica na aula de violino, trago o Gui que já fez aula.
O normal nesse dia é trazer o Gui, dar-lhe um banho, levá-lo à Santasogra e ir buscar a Pipa e levá-la à natação. Como me sentia francamente mal, aviso a menina que é muito provável que eu não tenha condições físicas para irmos à natação.
A Pipa, com o egoísmo que é normal aos 8 anos, começa uma birra, que TEM que ir, que QUER ir...
Eu pedi para ela não torrar a minha paciência e fui para casa.
Ligo para Santasogra a dizer que me sinto mal, ela mede minha febre- 39º
Eu deito no sofá e sei que tudo será providenciado pela sogrinha, foram buscar a Pipa no violino e me deixaram dormir até o remédio fazer efeito.
Depois melhorei e o dia terminou.
A Pipa obviamente não foi à natação.
Terça-feira, estou no trabalho, ligam da escola a dizer que a minha filha estava com muita febre.
Corro para buscá-la, ela vem completamente rendida, quase desmaiada.
Chego em casa, coloco ela na cama, cubro, dou beijinhos.
E depois começo uma birra, a pedir que ela me leve para natação, grito, esperneio!
Ela deitadinha, tiritando de frio fica a me olhar, com um riso meio envergonhado, estica os braços , me abraça e diz no meu ouvido: ¨Desculpa mamã!¨.
Não foi preciso dizer muito mais....
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